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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

terça-feira, 17 de maio de 2011

Haka Race Extrema - Extrema subida...

Quando o Chris e eu chegamos em Extrema já havia escurecido e não era possível visualizar a serra que nos cercava. A subida de 4 quarteirões MUITO inclinada dava uma pequena dica do que estava por vir, mas mesmo assim eu não tinha idéia, ainda não imaginava que do PC 4 eu ia poder ver de um lado a represa de Bragança e do outro Joanópolis e Extrema (incluindo a represa onde o rio que remamos desemboca).

Onde foi que eu amarrei meu cavalhinho gente...?

Eu estava tensa. Há 15 dias tinha feito o Student Cup e dali outros 15 chegava o Troféu SP em Ribeirão Preto. Não queria me destruir mas queria fazer meu melhor. Várias equipes muito fortes estavam na prova e nós sabíamos que não ia ser fácil acompanhar, mas sabíamos também que vínhamos treinado para poder dar um trabalhinho a eles. Mas aquela hora era hora de Haka. Foco!
Chris - meu dupla - assinando PC 4
Fomos em 4 duplas mistas (Lis + ZeDu, Isa + Fred, Geni + Junior, Vivi + Chris) e 1 masculina (QG + Tarcísio). Também contamos com o apoio e companhia de alguns familiares, essencial para nos dar força e energia e assim seguir firme na corrida. Mais uma vez a Paula gravando, fotografando, sendo esposa, mãe e praticamente um terceiro elemento nas equipes - fundamental.

Largamos da praça Matriz a pé, descemos aquela piramba que comentei acima (tudo que sobe desce... claro que isso passou pela minha cabeça), corremos 2k até os ducks e entramos na água logo atrás da Luli e do Caco da equipe Selva. Pegamos um bote com encosto mas o fundo estava mais ou menos e meu remo era infantil! Que tal? 4 duplas mistas nos ultrapassaram durante os 12k de remo. O highlight pra mim foi o mergulho de cabeça mesmo que dei no duck ao fim da portagem, parecia uma descordenada que caiu de paraquedas numa corrida de aventura. Se o Chris não tivesse segurando a ponta, eu teria ido embora sem ele!

Fim do remo, começa o trekking mais piramba ever. Extrema piramba! Já no começo senti que poderia imprimir um ritmo muito mais forte do que estavávamos e resolvi arriscar dar uma forcinha pro Chris (o cara resolveu virar monstruinho na bike e esqueceu de correr também, rs - brincadeira, ele estava lesionado e não vinha treinado corrida). Estrada de asfalto, estrada de terra, pasto, inicio da trilha, e sobe-sobe-sobe. Chegamos no famoso PC 4. Para quem nunca tinha ouvido falar na Serra do Lopo, é um pouco chocante chegar nesse pico. Lá tínhamos a opção de fazer o rapel ou de assinar e seguir para um outro PC picote e foi o que fizemos. Essa estratégia já tinha sido definida antes e por isso nem levamos equipamento de rapel, o que foi um grande erro por 3 motivos: 1) Não havia fila, ia demorar uns 15 minutos 2) O pc picote ia nos levar pelo menos 45 minutos sem contar com o desgaste 3) Era um absurdo chegar naquele lugar e ter que ir embora assim tão rapidinho!


[essa foi a única imagem de mim!]

Mas nós seguimos em frente. Pequenino desde-desce, bifurca aqui, bifurca ali, estrada de terra e AT de Bikes. Não deu nem tempo de respirar, gritei pro Chris me dar o mapa, larguei todo peso e segui para o pc picote sozinha. Era uma descida pavimentada MUITO inclinada - que depois seria subida - de 1,5km até o picote. Desci em 15 minutos, subi em 30. Ah, preciso contar, coisas bizarras: quando cheguei no pc picote, num é que tinha um maluco doidão ouvindo um som que tocava dentro do carro (mas ele estava fora do carro, montado numa bicicleta, parado!). Ele queria me convencer que eu estava no lugar errado e eu tentando explicar que estava tudo certinho! hahaha Anyways, de volta à prova, cheguei de volta no AT no pior humor, mas quando encontrei com o QG fazendo as piadas dele e com todos os apoiadores da Lebreiros dando aquela força, minha "ranzice" se foi e caí na brincadeira também. (Obs: O QG deve ter tomado as minhas dores e deu uma chave de braço no Chris - claro que de brincadeira - enquanto me esperava, praticamente tentou apagar meu dupla kkk). E seguimos ladeira abaixo sob nossas magrelinhas.

Desde-desde-desce, cuidado para não escorregar no piso liso e íngreme, desce e chega no PC 6. Outro picote e eu grito pro Chris passar o mapa logo. Largo a bike e saio em busca do tesouro-picote-a ser achado. Quero correr porque tem dupla mista na nossa cola. Até então estávamos mantendo a mesma posição desde que saímos do remo (tirando que a Lisandra e o ZéDu passaram a gente logo no comecinho do trekking). Trilha, pirambinha, pirambinha e pirambinha (aiii cade minhas pernas...?). Chegando lá, cade o picote? Procuro, procuro e nada. Chegam mais duas equipes e ajudam a procurar. Quando desistimos e começamos a voltar um deles encontra o tesouro pendurado numa árvore. Aaah que sacanagem! Picotamos e simbora. Desce - desce e quando chego pra montar na minha bike.... tcharaaaaaam pneu furado! Yeah! Duas duplas passam a gente nesses 10 minutos que nos levou para arrumar a câmara.

Seguimos. Bom, meu quadríceps ficou nesse último pique que dei no PC 6 e ainda vinham umas 3 pirambinhas de bike pela frente. Pois é folks, sem querer desapontá-los mas já desapontando, desci da bike e empurrei! Ainda fiz o Chris levar a minha! kkkk Justo vai...

Mas conseguimos manter um rítmo bom até o fim. Eu sofri muito e no final ele ainda deixou eu agarrar no colete dele e me deu umas puxadas. Independente da minha fraqueza, eu simplesmente sabia que íamos chegar ao final, e não importava a colocação, a minha realização já estava concretizada. Mais uma experiência que não tem preço nesse livrinho da minha vida. Life is good.

Cruzamos o pórtico em 6o lugar. Eu sem fôlego e completamente emocionada.

Obrigada Chris! Você remou por 2, soube ser equipe no trekking e permitiu que eu te ajudasse, zerou na navegação e mesmo quebrada me manteve motivada e firme. Valeu!!!

E Lebreiros, obrigada equipe! Parabéns a Isa e ao Fred que marcaram nosso espaço no pódio! E parabéns a todos nós que completamos a prova dando tudo que dava.

Parabéns também à equipe Raposa (querido Rodrigo e Dani) e Selva (go Luli!) a grande vencedora.

OBS: ao amarrar o cordão de sua calça, cuidado para não fazer um nó, pois se precisar fazer um pit stop você pode ter algumas dificuldades para conseguir abaixar sua calça! Sem mais.

Snacks


Bom, quem me conhece sabe como eu quase não como…
NOT!
Os meninos ficam sabendo que eu vou junto pro treino e já sabem que minha dispensa ambulante estará ao alcance. Aí na hora da larica já sabe como é né… todos me amam! rs
Pois é… aí resolvi fazer um post só sobre minhas comidinhas favoritas de carregar pra cima e pra baixo. Alimentação é um assunto que me interessa muito, mas estou longe de ser expert. Talvez começar a escrever sobre isso me incentive a buscar mais informações e aprofundar no tema… veremos.
Este post é especificamente sobre SNACKS, ou seja, o que carregar na bolsa para estar preparada pra correria do dia-dia. É fácil respeitar a regra de comer de 3 em 3 horas e não exagerar no volume de comida nas principais refeições. Os snacks também ajudam a não cair na tentação da sobremesa ou dos restos do chocolate da páscoa (com exceção das meninas em TPM, nessa circunstância nós sabemos que não tem regra!).
Vamos lá:
- Pipoquinha doce (aquela que vende em farol sabe?), tem bastante carbo e quase nada de gordura! Melhor do que comer barra de cereal… concorda?;
- Suspiro. Aquele cremoso que minha vó faz, hummmm… Guess what? Não tem gordura!!! Yeah;
- Marshmallow. Believe me: fat free! Esse é bom até pra levar em prova porque mesmo se molhar, não desmancha e depois de horas só no gel, um desses dá um super gás!;
- Torrone (tem um que vem em porção pequena, tamanho snack);
- Gummy Bears (carinhosamente chamo de “Power Bears”)’. Yumiii…;
- Frutas são indispensáveis né… banana, pêra, maça, mixirica, mamão, etc…;
- Bananinha sem açúcar;
[sem fotos, experimenta colocar "bananinha" no google...]
- Castanha de caju. Também tem gordura, mas é muito gostoso… num resisto, e nem os fanfarrões que filam minha comidinha! Se souber respeitar porção (geralmente 3), não imagino que haja grandes problemas;
- Damasco seco. Parece sem graça, mas é uma delícia;
- Frutas Desidratadas. Vende no supermercado como se fosse salgadinho. A maça é a que mais gosto. Acabou de lançar a de manga mas achei horrível, hiper amargo, não recomendo mesmo;
- Barrinha de Cereal. Esta daqui:

- Cookies integrais - respeitando porções pequenas [dependendo do ponto de vista, é fonte de gordura desnecessária];
Enfim, é isso. A verdade é que a regra para a boa alimentação varia de pessoa para pessoa / necessidade para necessidade. É importante ir a um bom nutricionista e/ou seguir as recomendações do seu professor. Mas o que considero mais importante é termos noção da importância de ter consciência sobre o que ingerimos. Nosso corpo é sagrado, mantê-lo saudável é o que nos permite nosso maior lazer – o esporte – e a forma como alimentamos ele deve ser feita com cuidado e atencão. Eu busco ter essa consciência, mas claro que o que sei é muito pouco. Espero portanto estar caminhando na melhor direção.
Comentários são bem vindos!

FAAP Student Cup


Desde o início do ano eu e a Martha falávamos sobre irmos juntas pro FAAP Eco Adventure 2011 e nos aventurarmos na mesma equipe. Seria no mínimo divertido.
Mas como o Eco 2010 foi no 2• semestre (era para ser no Chile no começo do ano e por causa do terremoto passou para Costa Rica em Outubro) e não houve tempo para organizar algo padrão Eco* em 2011, este ano ganhou uma edição doFAAP Student Cup, um evento também de grandes porporções mas de menor duração (um final de semana) realizado no Broa Golf Resort – Itirapina – SP.
Broa
Represa do Broa - Broa Golf Resort
*O “padrão Eco” é um evento que:
  • Acontece em um grande resort que tem que ter condições de hospedar e alimentar mais de 120 atletas, sendo que as meninas comem como meninos e meninos comem como ogrinhos;
  • Tem de 3 a 4 dias de duração;
  • Leva os atletas para conhecer a região e competir em diversas modalidades, buscando sempre propor algo novo. Ex: Rafting e Stand Up na Costa Rica;
  • Tem apoio, parcerias e fornecedores locais;
  • etc etc etc…


Stand Up
Stand Up Paddle na Costa Rica
O Student Cup, diferente do Eco que é uma grande competição, contou com várias provas “individuais”: golf, tênis, vôlei de praia, wakeboard, paintball e a grande esperada corrida de aventura 50k. Todas as provas tiveram uma premiação bacana em dinheiro até o terceiro lugar, sendo que a da corrida de aventura foi até o sexto colocado!
Mesmo sabendo que seria um evento muito bacana, eu e a Má decidimos não ir. O investimento era alto para um final de semana e eu ainda tinha outras preocupações: o calendário das provas de aventura está apertado em maio e junho, sem contar com a meia do Rio em Julho. Cada prova de aventura (além do investimento inscrição, transporte e hospedagem) = 2 semanas a menos de treino dedicado a corrida que é = a adeus 1h45/50 nos 21k. Isso tudo sem contar com as chances de se machucar etc etc.
Só que… o Chris, meu grande parceiro da Lebreiros, me ligou na quarta-feira véspera da prova me pedindo um favorzinho: a menina que ia correr na equipe dele teve um imprevisto e eles precisavam de mim… A equipe dele era o Allan Panza e o Bruno Valeriano. Foi um pedido quase inegável. Se eu falasse não, iam os três ficar muito frustrados, principalmente o Chris que só falava dessa prova há 2 meses (e quem o conhece sabe o quanto ele fala… rsrsrsrs).


treino
Vivi e Chris
Bom, eu fui! E daí em diante foi uma série de surpresas gostosas… minhas roomates sensacionais, a Jaque e a Michelle, parceiras de cortar caminho pela grama mesmo arrumadinhas de sapatinho bonito! Nossa chegada em terceiro lugar, que acabou nos rendendo o segundo lugar por causa de uma penalização sofrida pela equipe que tinha chegado na nossa frente; meu primeiro lugar no campeonato feminino de wake!!! (sim, dá pra acreditar?? kkk); mas principalmente a oportunidade de correr ao lado de pessoas tão experientes num dia tão bonito num clima tão gostoso. Nós aproveitamos muito. Fomos com o simples objetivo de dar nosso melhor e saimos com o segundo lugar! Não tem como não abrir um sorrisão…
A prova
Largou as 5h30 de bike do centro de Itirapina. Caçamos vários PC’s no escuro, as quatro primeiras equipes grudadas, pedalando ao lado do trilho do trem, terra úmida, muita força, Chris e Bruno navegando, o dia amanhece, neblina, eu perco meu segundo cateye em prova, de dia, fico sem fôlego em uma subida, recupero meu fôlego, pedalamos forte por vários kms, os meninos me empurram em algumas subidas, não perdemos as outras equipes de vista, voltamos ao ponto de largada e trocamos de modalidade. Começamos o trekking junto com os Skafs, corremos até acabar a cidade, cruzamos a linha do trem, terra fofa, reflorestamento, trilhas, nos perdemos, nos achamos, pc, corremos forte e chegamos na represa para primeira perna de caiaque em quarto lugar. Eu e Allan remamos junto os 4k, me surpreendo com aquele lugar – casas grandonas na beira da represa, silêncio, neblina, sol… muito bonito. Alcançamos a margem e partimos para outra perna de bike. Bastante navegação e estratégia, os PC’s são virtuais, um pc tava faltando, seguimos num caminho nada provável no que mais parecia o grande pulo do gato, a equipe do Hadi nos alcança e começamos a segunda perna de caiaque rumo ao rapel juntos disputando o segundo lugar. Chris e Allan voam pro rapel (não pude ir porque nunca fiz e provavelmente perderia tempo… queria muito fazer!). Eu e Bruno esperamos. Os meninos voltam e partimos para a terceira e mais longa perna de caiaque rumo ao pórtico em terceiro lugar. Fazemos muita força para nos distanciarmos o máximo dos Skafs que já estavam chegando do rapel. Mantemos um bom ritmo, dessa vez eu com o Bruno (legítimo Iron Man). Ele me deu vários toques, foi difícil pra mim, num tenho técnica e fazia muito mais força do que necessário. Mas deu… quando encostamos o caiaque na margem eu não segurei e dei um berro. Nos abraçamos e trotamos até a linha de chegada… as equipes nos aplaudiram e nos comprimentamos! Muito legal…
Chegada:
1 lugar: Pedro Vianna, Marcão, André Lemmi e Michelle
2 lugar: Igor, Hadi, Rafa Niro e Marina
3 lugar: Allan, Bruno, Chris e eu!
Colocação oficial:
1 lugar: Pedro Vianna, Marcão, André Lemmi e Michelle
2 lugar: Allan, Bruno, Chris e eu!
3 lugar: Igor, Hadi, Rafa Niro e Marina
Resumindo, a prova foi muito dinâmica e exigiu mais do que força física: navegação, estratégia, ritmo, foco e sorte.
Valeu equipe!!!

OBS: O VÍDEO DO STUDENT CUP JÁ FICOU PRONTO, AQUI

Cuidados indispensáveis


Comecei o ano num pique animado, pronta para dar início a um ritmo mais puxado de treinos buscando desenvolver meu potencial nas meias maratonas e querendo, como consequência, baixar o tempo nos 10k.
Claro que o motivo disso tudo é porque gosto de treinar, mas treinar pra que? A meta é indispensável, principalmente quando acordamos cedinho num dia frio rumo ao parque e nos perguntamos “Por que que estou fazendo isso mesmo?”. Nada vem de graça. O esforço é grande e necessário. E se feito direitinho, a recompensa é ainda maior!
Aconteceu que recebi o convite de participar da equipe Lebreiros de corrida de aventura e a partir disso não só surgiu um comprometimento com outras pessoas, como também multiplicou minha motivação para treinar. Eu ADORO correr aventura e os treinos em turma fora de SP são sempre uma fuga saudável da loucura dessa cidade. Gosto muito. E são 8 treinos por semana entre bike, corrida e funcional/musculação, bastante coisa… Daí vem a importância de alguns cuidados especiais para evitar lesões desnecessárias. Tudo que eu não quero agora é machucar o meu corpo. Ele é sagrado, afinal, dá conta de todo esse tranco!
Enfim, tudo isso para contar que hoje fiz uma avaliação postural com o fisioterapeuta Felipe Nicodemos na clínica ASC (American Spinal Care) da minha amiga e parceira de corridas Martha Cristel. Sem querer promover a clínica dela mas já promovendo, além do ambiente aconchegante, clean e que inspira leveza, achei a consulta detalhada e extremamente relevante. Descobri coisas interessantes, como que tenho a bacia direita 1cm mais alta que a esquerda, que minha pisada do pé direito é neutra e esquerdo é mais supinada e, duas coisas mais importantes, 1) que meu pescoço/trapézio não está fortalecido suficientemente para aguentar o peso dos meus braços e esse é o motivo da contratura que tenho nas costas; 2) minha coluna não é nada alongada, o que resulta numa sobrecarga nas vértebras e isso a longo prazo = muita dor e lesão. Para quem pedala isso pode virar um grande problema rápido, pois toda carga é descontada direto nas costas.
Descobri, portanto, que posso evitar problemas futuros na coluna. Vou fazer 5 sessões de fisio para aprender a fortalecer os musculos certos das costas, corrigindo minha postura e, logo, resolvendo minha contratura. Depois vou ver quantas sessões mais precisarei para continuar o trabalho com o resto da coluna que é um pouco mais demorado. Vou entender qual é a postura correta (para corrida e respouso) e trabalhar para que me sinta melhor comigo mesma. Afinal, o motivo disso tudo é meu bem-estar. Tcherto?
Além de fisioterapia, a ASC também tem Pilates e duas nutricionistas, sendo que uma delas é focada em nutrição funcional. Vale dar uma olhada no site.
Bom, espero que isso sirva de motivação para que mais atletas entusiastas se cuidem. Respeitar o corpo é precioso, mais ainda quando o utilizamos de forma quase agressiva na prática intensa de esportes.
Hasta!
Vivi

Chauás é coisa pra gente grande…


Como ainda sou uma criança, hehehe, fui inscrita na categoria Light com minha dupla, o querido Tarcísio, mais jovem porém mais experiente do que eu nas aventuras. O Tarcísio tirou suas merecidas férias e não estava treinando. Ufa… imagina se ele estivesse, eu estaria ferrada! O menino é forte viu.
O circuito Chauás é conhecido por suas provas muito mais duras do que as outras, com perrengue de verdade, mapa menos detalhado, sem algumas marcações e, pela nossa experiência, com distâncias erradas. Mas deu tudo certo… a light foi do nosso tamanho!
A primeira etapa do ano foi sábado agora, dia 26/02, em Pindamonhangaba, aos pés da LINDA Mantiqueira. Cada vista… tirava o fôlego que já estava difícil de encontrar durante as longas pirambas.
O espírito Chauás é muito gostoso. Todo mundo leve, pronto para sofrer em melhor estilo. O Lucas, responsável pelo circuito, me recebeu na retirada do kit na noite anterior com o maior sorrisão e um abraço de quem respeita muito os Lebreiros (me senti em boas mãos!). E brincou com a minha cara de menininha… como assim essa mocinha princesinha de vestidinho vai encarar essa amanhã? (as pessoas não confiam na minha capacidade de mutação de menininha into little tough boy hehehe).
Jantamos lá mesmo, era uma churrascaria. É um esquenta saudável, eu diria. Pessoas de outras equipes me davam as boas vindas também. Brinquei com a filhinha do Chris da Lebreiros (responsável por me trazer pra equipe). A Gi tem 4 aninhos e foi apoiar o pai. Levou até a bike rosinha dela, caso a Ciça, dupla do Chris, não pudesse correr. Fofa… Equipe Lebreiros reunida em massa: Fred, Paula, Isa, Tarcísio, Lisandra, Zé Edu, Geni, Junior, Chris, Ciça, QG. De volta ao hotel, mapa feito, pc’s plotados, tudo pronto, cama.
Sábado, 10h: Largamos junto com as duplas mistas do Pró num sprint curto rumo as canoas canadenses. Foi um trecho hilário e perigoso ao mesmo tempo. Parecia video cassetadas, TODO mundo, sem excessão, virou. Foi perigoso porque houve congestionamento em alguns trechos críticos de corredeiras e bambuzais e o Fred por exemplo, que correu com a Isa, ficou prensado entre dois caiaques, quase desmaiou sem ar. A Isa conseguiu empurrar o caiaque e soltar o pai (sim, pai+filha, show né?). A Lis, dupla do Zé Edu ficou presa num pedaço de bambu que prendia ela embaixo d’água uma hora que viraram. O Zé Edu puxou ela pelo colete na força e conseguiu tirá-la. Nessas horas a calma e concentração da dupla é essencial para literalmente salvar o parceiro.
Tarcísio e eu não tivemos grandes incidentes. Ele é um lemeiro nato! Demos nosso melhor, remamos de ré, erramos algumas curvas (num tinha uma reta!) mas incrível mesmo foi quando uma vaca cruzou o rio na nossa frente. Se não tivéssemos encalhado ela teria passado era por cima da gente. Perfect timing! Nossos erros eram todos justificados e recompensados com muita risada. Saímos do remo em primeiro na categoria e na frente de muita dupla da Pró (inclusive do Chris, que na verdade é o que importa hehehe).
Pegamos a Bike e partimos para uma perna de num lembro qtos km de pirambas intermináveis e vistas uau. Não foi pior do que o treino em Itupeva no sábado anterior, mas essa parte pesou pro meu parceiro que não pedalava desde o ano passado. Fomos com calma, parando, apreciando a vista, conversando e indo. Nesse momento duas duplas passaram a gente, a Elaine (primeiro lugar) e um casal super fofo, a Estela e o Rafael. Outra dupla ficou na nossa cola. Quando o downhill começou (tudo que sobe desce), seguimos forte (passamos o Chris de novo!! hehehe) para a troca pro trekking no PC 4, se não me engano (como vcs podem perceber minha memória é focada em lembrar outras coisas que não são distâncias, números etc…) onde a Paula nos esperava com a Giovanna filha do Gui nos dando motivação. Pegamos um gatorade com a Giovanna (que depois serviu para outra coisa, depois conto) e saímos desse PC em terceiro com a quarta equipe colada. Mas corrida é o nosso forte e simbora. Mantivemos um ritmo de trote no plano e na descida e caminhada nas subidas. 9k entre nós e o pórtico.
Sempre que a FC do Tarcísio subia muito a gente fazia uma pausa para admirar a vista. ô subidinha inclinada viu. A gente achava que estava indo devagar mas ganhamos muita motivação quando encontramos com o casal fofo (segundo lugar) numa bica de água gelada. A garrafinha vazia do gatorade serviu para pegarmos água e jorgarmos em nossas cabeças. RENASCEMOS. Estava M-U-I-T-O calor. Muito muito muito. Renascemos. Seguimos num ritmo bom até começarem as descidas. Aí soltamos os freios e seguimos ladeira abaixo (com direito a um jacaré meu – depois de tanto peixinho vc aprende a cair sem se machucar). Cruzamos mais duas duplas masculinas nessa descida desenfreada. Faltava 1km até o pórtico e sem nenhum sinal do terceiro lugar, corremos curtindo o momento, cantando, dançando, brincando, sorrindo. A trilha sonora era “F*#@ You” do Ceelo Green.
Mais fácil mostrar o vídeo da nossa chegada para entender:
Na Pró, ficamos assim:
2• Lebreiros Lisandra e Zé Edu (chegaram colados no primeiro lugar)
3• Lebreiros Isa e Fred (colados na Lis e no Zé Edu)
4• Lebreiros Geni e Junior (colados na Isa e no Fred)
O Chris e a Ciça terminaram a prova mais tarde, foram num ritmo mais tranquilo parando para apreciar as estrelas e fazendas de búfalos. Chegaram com sorriso no rosto e inteiraços!
O QG correu solo e completou a prova inteiro e com sorrisão também (detalhe: as duplas masculinas e os solos tiveram que remar a noite!!!!).
PARABÉNS A TODOS OS LEBREIROS!! E dois agradecimentos especiais: um para a Paula que deu um apoio imprescindível para nossa colocação e outro para o parceirão Tarcísio. Parabéns pela perseverança e força!!
Bom, agora chega né, já virou um livro esse depoimento… hehe. Algumas fotos:


Geni, Junior e Vivi
Geni, Junior e Vivi


Nosso mapa
Nosso mapa


As medalhas
Eu e Tarcísio!