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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

À venda: Headlamp Black Diamond

Pessoal, estou vendendo uma headlamp Black Diamond Icon novinha.

Ela está completamente zero bala, apenas coloquei as pilhas para testar.



Estou cobrando R$ 200,00.

Se alguém tiver interesse, entrar em contato comigo pelo vivianefavery@gmail.com

Seguem algumas informações técnicas que colei site Mercado Livre.

Indicador de carga: verde = mais de 50%, amarelo = mais de 20% e vermelho = menos de 20%.
Luz alta, média e baixa, além de modo pisca-pisca.
Pode ser operado com bateria recarregável NRG (não é vendida com a lanterna).

Triple Power: Intensidade de 81 a 150 Lumens. LEDs com refletor duplo facetado para longo alcance. São indicados para atividades que exigem maior alcance de luz ou quando tem que se procurar objetos menores e não evidentes à certa distância (como chapeletas de proteção na escalada). Os modelos mais potentes incorporam design para dissipação de calor e regulagem eletrônica. Max. 100 Lumens com LED de 3w

Material    Plástico/Fita elástica/Fio de cobre/Outros
Peso    188g

A Black Diamond destaca-se pela criação de padrões de qualidade em diversos equipamentos de atividades verticais. Fundada em 1957, por escaladores, a empresa deu inicio ao desenvolvimento de produtos que facilitavam e traziam  maior segurança ao dia-a-dia dos esportistas. Até hoje, a Black Diamond é uma empresa repleta de funcionários escaladores ativos, que ajudam a manter a dinâmica de qualidade e desenvolvimento dos produtos da marca.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Haka Race Passa Quatro - passamos muito mais que quatro...

A terceira etapa do Haka Race 2011 aconteceu no dia 3/09 em Passa Quatro, Minas Gerais. É, já faz mais de 3 semanas e só agora estou escrevendo. Este é apenas mais um caso de digestão trabalhosa! rs Eu falo mas o pessoal não leva à sério: corrida de aventura é pura terapia gente!

Um fato interessantíssimo que me impressionou é que existem 2 cidades com o mesmo nome, ou quase. Santa Rita do Passa Quatro é em São Paulo, perto de Ribeirão Preto. Passa Quatro é em Minas Gerais, pertinho de São Paulo, passando a cidade de Cruzeiros. Já viu né, quase que eu fui pra Santa Rita.. kkk

E Passa Quatro é uma delícia de cidade. Ô lugar gostoso, limpo, organizado, pessoas educadas, atendimento bom, pousada lindinha... deu vontade de voltar pra lá e fazer o pedal que perdemos por causa do corte.


O cenário...
Mas continuando, o Haka foi a 3ª das 3 provas que encarei seguidas. Primeiro o Troféu SP dia 20/08 e depois o GP Ravelli dia 28/08. Eu sabia que era muita coisa, ainda mais pro meu corpinho 2.5 semi-novo, mas quis arriscar mesmo assim. It's just too much fun!

Como em time que está ganhando não se mexe, o Fred colocou eu com o Junior novamente. Realmente tínhamos potencial: não haveria canoagem que é nosso ponto fraco. E o trekking prometia: mais de 21k percorrendo as fazendas, matas, estradas, trilhas e um rio [canyoning]! Só que o Haka é diferente: o preparo físico é apenas um quesito. A navegação, estratégia e experiência no esporte contam muito mais.


A prova
O Haka Passa Quatro largou na praça Matriz. Foi um sprint de aproximadamente 5k até o começo das trilhas. Eu e o Junior estávamos bem, em terceiro na dupla mista. Quando começou o morro, 3 equipes Lebreiros começaram a ir junto [Fred + Isa, Lis + Tarcísio e nós] e quando não tinha nem dado 1h de prova já não conseguíamos encontrar o caminho. Foram aproximadamente 1h40 rodando até perceber que tínhamos passado uma entrada e que a estrada que estávamos não tinha sido marcada no mapa. Chegamos no PC 2 como últimos colocados.

Insights...
Nesse tempo perdidos, tive uma conversa com uma dupla de Araxá muito legal... como a vida real acontece numa prova de aventura. Não se pensa em passado nem em futuro. Nem na chegada. É um estado de presença absoluta, onde as coisas que importam são apenas as essenciais para o convívio, saúde e para seguir no caminho naquele momento. é...

Seguimos para recuperar. O Junior desceu o rapel na cachoeira, eu contornei a montanha [com direito a torção no pé operado, chorinho mimimi e pé na água gelada]. Canyoning por alguns kms caçando pc's picotes e ao término desse trecho cruzamos com a Paula - Lebreira solo [e muito corajosa!].

Seguimos pra estrada e trilho do trem. Distanciamos das outras duas equipes numa corrida firme, segurando apenas nas subidas e apertando nas quase inexistentes descidas. Momento adventure 1 foi no PC picote no túnel do trem, me senti numa historinha de desenho animado... gotas pingando do teto, trilho meio quebrado e breu.

Saindo do túnel erramos um pouco a navegação, nos juntamos com 2 duplas masculinas e seguimos. Começou a piramba. Atravessamos inúmeros pastos, porteiras, cercas e boiadas. E numa caminhada forte passamos mais de 5 duplas masculinas e alguns solos.

Não adiantou muita coisa, na hora de entrar pra trilha que cruzava a montanha e nos levava ao PC 5 (transição pra bike) erramos e voltamos e nos juntamos com várias equipes. Tudo homem, só eu de mulher!

Fizemos várias tentativas, pensamos, procuramos. Eu cheguei a mencionar que deveríamos ignorar o azimute e navegar pelo colo da montanha, esse caminho nos levaria à trilha, mas acho que só eu lembrava dessa coordenada conversada na noite anterior.

Tivemos que arriscar um caminho e só mais uma dupla veio na nossa. Começou o vara-mato.

Foi meu primeiro vara mato. E foi também meu primeiro barranco interminável. Durante essa "escalamatada" no qual o Cocão [acho que esse é o apelido do amigo da dupla masculina] abria o mato pra gente, percebia a importância do planejamento de uma prova. Eu tava com tudo em ordem - líquido, comida [gel, azeitona e o principal life saver ever: porções de purê de batata], cobertor de emergência e espelinho [sim hahaha eu olhava pra cima para ver se havia abertura suficiente para que o helicóptero de resgate pudesse nos encontrar.... kkkkk].

Depois de sugerir ligar pro Leo para pedir resgate e ver a risada do Junior e dos meninos, achei melhor num falar mais nada e confiar. "Nossa gente, isso daqui tá adventure né?"... cri cri...

Eu estava estranhando estar no meio do mato e não encontrar com nenhum bixinho se quer. Quando comentei quase fui xingada rs [era sorte, "num vai zicar a gente Vivi"].


O método de varar mato do cocão era o mais impressionante. Ele é tipo grandão, umas 4 vezes o meu tamanho. Ele ia se jogando de costas com os braços abertos. Aí depois amassava tudo no chão e a gente passava. E ele se jogava de novo e fomos fazendo isso morro acima, seguindo um brejinho.

Mas vou te contar uma coisa... o único problema de se perder e ficar mto tempo parado, navegando, é que a adrenalina dá uma baixada e com isso vem a vontade de.............................número 2! hahaha great. De repente eu tinha um novo objetivo nessa vida: um banheiro.

Fui administrando essa vontade, tentando focar no trekking mesmo não vendo fim naquele varamato vertical.


Depois de algumas horas seguindo azimute caímos em cima da trilha, certinho e em pouco tempo chegamos no PC 5 [BANHEIRO!!!!!].

Quando renasci [pós banheiro], o Junior gritava pra mim, me lembrando que a prova não tinha acabado, que tinha uma dupla mista logo na nossa frente e que tínhamos que manter o foco. Eu até tentei, mas já não conseguia mais... não por cansaço. Isso tava pegando também, mas eu tinha perdido o foco muito antes. Primeiro porque não me toquei que a prova continua mesmo depois do corte e segundo que na vontade do número 2 tinha esquecido que havia uma transição a ser feita.

Ainda tentamos um mini pulo do gato, seguindo pela trilha do trem em vez da estrada. Foi uma idéia tão ruim........ imagina 8hs de prova, escurecendo, pernas trêmulas, você numa bike num single track de pedras soltas no chão, trilho do trem de um lado e barranco da morte do outro?

É nessas horas que a gente reza pro papai do céu e fala palavrão ao mesmo tempo.

Mas deu certo. Chegamos vivos, felizes e lotados de experiência e histórias pra contar. Nossa colocação foi 6º lugar. Na hora eu achei que tivessemos chegado em 5º mas esses dias o Chris me falou que foi 6º, e sabe de uma coisa? Tudo bem, isso é um detalhe comparando ao que foi aquele dia!

Junior, MUITO obrigada pela parceria. Foi um dia e tanto! Super parceria. Valeu mesmo.

Kilometragem Total
Como a bateria do meu Garmin morreu antes de acabar a prova [é claro] - e ok, não usarei mais relógio com GPS em prova de aventura - num sei quanto deu o total, mas só de trekking foram 36 kilometros. Tá bom pra vocês?
Indo pro local da largada, na mesma rua que a nossa pousada!
Check list completado, agora é preparar pra largada!

Lebreiras repartição SP

O Chris, meu maior concorrente

Grito da Equipe - Go Lebreiros!

Momento perdidos master, unindo forças pra seguir firme
Super merecido 3º lugar do Chris com a Geni
Pós prova - logo depois
Logo depois da premiação o Junior partiu de volta pra Ribeirão Preto para encontrar com sua esposa, eles estavam com viagem de aniversário de casamento marcada pro dia seguinte!!!

E eu fiquei lá na praça curtindo, papeando com os colegas de percurso, de insights, de pirambas, de pódios [de outras provas claro], dando início ao processo de digestão de mais uma vivência priceless.

Valeu turma de Araxá [a turma do Freddy Guerra - que aliás tá me devendo várias fotos!!], ao MF, ao João Gelo, à Bia, à Dani Nagaoka, à Luli e Caco e a todos que participaram desse dia!


E um pedido dramático: Togumi, por favoooooor me fotografa algum dia!!!! Nunca tem foto minha poxavida!

:)


Pós prova - semana regenerativa
Na semana seguinte à prova não consegui correr, minha panturrilha estava muito tensa e doía demais, junto com a minha canela. Comecei a fisioterapia e me afastei da corrida por algumas semanas, fazendo apenas deep running, bike e funcional. Tive um princípio de canelite por excesso de esforço, mas já estou recuperada :) Ontem voltei a correr, primeiro na esteira. Amanhã volto pro asfalto.

As conclusões
Esse tempo afastada foi importante para constatar que não vale a pena se gastar tanto como fiz [eu já sabia disso, só fui teimosa] e que massagem não é luxo e sim fundamental para a recuperação do nosso corpo. A gente destrói ele. Concorda que ele merece carinho depois? Esse "custo" tem que entrar no pacote da prova. Essa é a minha nova postura daqui pra frente.

E a próxima aventura agora será a Meia Maratona de Amsterdã. Mas ela não é nada comparado ao que vou encarar em seguida: 6 dias de tour de bike pelo Vale do Luar sozinha. Wish me luck :)

Trecho do Vale do Luar que percorrerei
Fui!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

GP Ravelli 2ª Etapa - Itu

Com aproximadamente um mês de antecedência o Chris comentou comigo sobre a 2ª etapa do GP Ravelli que seria em Itu. Na hora eu achei que ele estava só me contando, que ia chamar uma mulher mais forte pra ir com ele.

Aí quando ele acabou de falar [juro, tem vezes que ele termina! rsrsrs =p], ele ficou olhando pra minha cara e eu "Ah, legaal". E ele, "sua mala, eu to te convidando pra ir comigo, caramba!". Hahahaha woow, sério que você está me dando essa oportundiade de te pentelhar por 53km?? kkkk Foi nesse espírito que essa história começou. Eu fiquei super feliz :)
A sombra diz tudo...
Falado isso, acho que vale um capítulo a parte para mencionar a minha linda bigorninha azul. Esse é o apelido justíssimo que eu dei para a minha magrela, pois se minha dieta der certo, daqui a pouco ela estará pesando mais do que eu.

É uma Trek série 6. A comprei em dezembro e ela parecia perfeita pra mim: é para quem está começando, ótima para passeios all mountain e dá conta de uns perrenguinhos. Eu só não sabia que pegaria gosto pela coisa tão rapidamente...

15 dias antes da prova foi organizado um reconhecimento do percurso, fui sozinha porque o Chris não pode ir, e foi ótimo! Primeiro que formamos um pelotão feminino, pudemos tagarelar e conhecer novas pessoas, segundo que durante a prova eu já sabia pelo o que esperar e isso fez muita diferença.

[lá atrás eu descendo] O Tobogã
Nesse dia também tive a oportunidade de conhecer a Vanessa e o Márcio pessoalmente. Ela é uma fofa e faz um trabalho super legal que une a psicologia e a prática do esporte. Não consegui manter o ritmo puxado dela e da Lica então acabei deixando esse papo para um outro dia, de preferência fora da bike para eu ter fôlego pras perguntas.. rs
Mulheres no reconhecimento
Mas então, sobre a prova: juntou mais de 700 atletas no Parque do Varvito no domingo, dia 28/08 para competirem na categoria PRÓ (53km) ou SPORT (30km). 
Muuuuita gente!
O dia estava super ensolarado e seco, seria necessário cuidado com a hidratação.

No começo era aquele estradão com poeirão e uma subida longa. O Chris na pilha ficava um pouco a minha frente e eu percebendo que meu líquido não seria suficiente nem pra matar uma partezinha da minha sede.


O percurso era difícil, um falso plano cheio de subidas e descidas, nada muito inclinado, mas daqueles que parece que o pedal não desenvolve.

No primeiro terço da prova encaramos uma trilha bem bacana com trechos técnicos, subidinhas íngremes, o tal do Tobogã [uma descida que parece um tobogã mesmo], algumas partes de areia fofa e até tivemos que cruzar um mini riozinho/poçona.
 
Na trilha
Na trilha
Depois da trilha eu e o Chris estávamos mais em sintonia, pedalando mais junto [até porque uma hora eu gritei pra ele "Oooh Chris, eu to com saudades poxa, vem aqui!!!"rsrs].

Nas estradas cruzávamos com carros, motos, cavalos e até um treminhão de cana que entrou bem na nossa frente e ficou lá por um bom tempo sem deixar a gente passar! Na subida num teve jeito a não ser diminuir a velocidade mesmo...


 
Em muitas subidas eu agarrei na mochila dele para manter a cadência e não ficar um pouco pra trás. Subidas são meu ponto fraco.
Eu dei um pouco de trabalho pro Chris... heh! :)
Mas no retão, ah Chris, pedala aí meu filho, vambora!


Ainda bem que a prova tinha vários pontos de hidratação, pois tanto minha caramanhola quanto o gatorade que levei nas costas acabaram antes da metade. Eu nunca senti tanta sede na minha vida!

Peguei a caramanhola do Chris, que estava de camel back, mas logo a água dele acabou também.

Os kilometros finais da prova eram de subida longa no asfalto. Logo que saimos da terra o Chris começou a sentir a câibra chegar. Falei pra ele segurar em mim que a gente estava pertinho do final. E subimos juntos. Pra mim foi muito bacana poder ajudar meu parceiro. Ele já tinha me dado muita força antes e estávamos os dois dando tudo de si.

Quando cruzamos o pórtico hehe, bem, eu cruzei de uma maneira meio inusitada, com um leve tombinho... rs descobrimos nossa colocação na dupla mista: 5º lugar!! Wooooooow Que bacana!!!! E o melhor ainda: tinha premiação até o quinto lugar!!! hahah Yeah baby!!! É pódiooooo

Os feras e.... nós! Weeeeeee
Troféu!!! Iuhuuuu
Bom, só me resta mais uma vez agradecer o Chris por ter me convidado e por ser uma pessoa com quem posso contar para tudo. Um grande irmãozão. Valeu Chris!!! Você é f**a!

E agora falta contar como foi o Haka Passa Quatro nesse sábado. Ainda estou procurando minhas panturrilhas, pois trouxe um par de vara no lugar, rsrs... to quebrada!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

HAKA MTB 2011

Fico até com vergonha de fazer esse post só agora mas é que o Haka MTB foi uma experiência tão intensa, rica, cheia de coisas pra contar, lotada de histórias e etc que toda vez que eu pensava em escrever sobre ela eu pensava em um livro! E aí fui postergando o feito até hoje.

O motivo deu estar fazendo isso agora é porque quero contar do GP Ravelli 3ª Etapa que fiz neste domingo passado mas como tudo é processo, num podia pular a parte em que eu fiz uma prova inesquecível de 4 dias na qual vi a Pedra do Baú de todos os ângulos! Né?

Então... vou resumir. O HAKA MTB 2011 aconteceu do dia 23 a 26 de Junho em de São Bento do Sapucaí e cidades adjacentes (Gonçalves, Campos de Jordão, Sapucaí Mirim, Luminosa e outras). Cidadesinha deliciosa, interiorana e turística. Tinha ótimas opções de restaurante, tanto massa (o Gepeto) quanto várias opções de buffet e pizza.

Quem preferiu não gastar com pousada pode se alojar na base da prova, que era um campo de futebol com vestiário e estacionamento. Também havia uma estrutura de alimentação orgânica super em conta. Então era só armar sua barraca e se perdesse a hora ia acordar com o barulho dos atletas animados chegando ao local.

A largada do primeiro e último dia foi nesse campo de futebol. Do segundo foi em Campos de Jordão (dá-lhe Zig-Zag) e do terceiro em Golçalves (osh dia difícil viu).

Ao total foram 220km em 4 dias (45, 75, 65 e 40k). Nem sei qto que deu de ascensão... foi muito!

Ano que vem estarei lá de novo COM CERTEZA! Irei comemorar meu 1 ano de muito treino e paixão declarada ao esporte.

Sobre minha dupla: o plano inicial era ir com o Chris em dupla mista, mas ele pegou uma virose chata na véspera e convencemos a Lisandra (aka TRATORA, rs) para ir comigo de dupla feminina. E o Chris foi dar o apoio fundamental.

Meu receio era que eu "segurasse" a Lis, ela é muito mais forte que eu, já treina há mto tempo e eu só começando. Se ela fosse solo poderia disputar as primeiras colocações! Mãas, ela insistiu que não faria e nem queria fazer solo e que ir comigo estava de bom tamanho. Yupiiiiii :) Obs: a Lis está em primeiro lugar de dupla mista do RBCA com o Zédu!!!

Consequêncis: a Lis pode descansar algumas horas, enquanto eu subia atrás dela, hehe. E foi incrível. Amei ter essa oportunidade e ela se tornou uma inspiração pra mim! Obrigada Lis!

E o Chris que passava com o som do carro ligado na minha música favorita nas piores pirambas, foi essencial tb, valeu Chris!
Christian, nosso apoio!
Vamos às fotos com comentários:

O primeiro dia contou com três loooongas subidas e uma descida hiper técnica no final, cheia de pedras e muito inclinada. O carro do Chris, nosso apoio, que é 4x4 ficou sem freio!!! No asfalto, na reta final, sabíamos que estávamos chegando, mas esperávamos o pórtico e não essa plaquinha no sinal de curva! A gente quase passou reto... ainda bem que o moço da planilha deu uns berros pra gente parar! kkk Foi quando ficamos sabendo que éramos líderes em nossa categoria!!!
Altimetria 1º dia
Chegada dia 1
Á noite recebemos a toquinha amarela de líderes da categoria (dupla feminina). A outra dupla era a Bia e a Elenita da Selva.
Toquinha amarela - líderes da categoria!
O segundo dia de prova largou de Campos de Jordão. Chegamos lá, demos uma corridinha pré prova pra esquentar um pouco e largamos para a diversão. Ficaríamos felizes se mantivessemos uma vantagem sobre a outra dupla feminina então a estratégia do dia era tentar mantê-las ao nosso alcance.

Logo na largada entramos num single, ficou ruim por causa do tráfego de bikes. Se um para todo mundo para. Mas fomos indo. Eu cometi um pequeno deslise que me rendeu um super tombo (já tínhamos saído do single e eu perdi o controle da bike num mato molhado). Como ainda estava embolado, perdemos várias posições, as meninas passaram a gente e eu tive que arrumar a corrente que soltou toda. Logo em seguida quase atropelei meu óculos novinho, outra coisa que me fez ter que parar. Mas foi só isso passar que voltou a concentração 100% na prova com a Lis sempre puxando o ritmo na frente.

Tanto eu quanto ela temos/tínhamos pouca experiência em single e fomos com muita cautela depois do famoso zig zag. É um trecho difícil, são facões, mtas vezes não tem nem espaço pro pedal, tem que ir na mira! haha Levei incontáveis tombos mas não desisti, sempre tentando encontrar o jeito certo e a técnica.

Conseguimos chegar mais um pouco na frente das meninas e mantivemos o direito de pedalar com a toquinha amarela. 
Altimetria do 2º dia - Campos de Jordão p/ S. B. Sapucaí
Chegada dia 2
A largada do terceiro dia foi em Gonçalves. Num dava pra acreditar que já estávamos na segunda metade da prova!!! Começa a dar uma sensação de maturidade, mas por outro cada dia é um dia, tudo pode acontecer, então FOCO!

Ah, não posso deixar de mencionar: a gente arranjou quem fizesse massagem! Foi life saver! Fizemos no segundo e no terceiro dia à tarde. Isso ajudou muito na recuperação (que é fundamental em uma prova de estágios...).

Esse dia foi o mais duro, não era o mais longo mas olha só a subida que nos esperava no final... ela simplesmente não acabava nunca. Meu líquido acabou, tive que beber do dela, o calor pegou um pouco, mas logo nos deparamos com um ponto de hidratação com gatorade geladésimo maravilhoso. E aí seguimos para finalizar mais um dia maravilhoso de pedal em parceria e matendo nossa liderança!
Altimetria do 3º dia
Chegada dia 3
(A única coisa ruim da toca amarela é que na largada as pessoas te olham como se vc fosse um alvo né! haha e a gente tão inofensiva poxavida...)

Sinceramente, eu estava acabada no quarto dia. Mas olhando ao redor, percebi que estar lá por si só já era maravilhoso. Fazia um mês apenas que eu estava treinando bike pra valer. Poxa vida, olha que incrível... Sem contar que devia ter no máximo 30% das pessoas que começaram. Muita gente ficou pelo caminho... Era então o dia para fechar com chave de ouro, aproveitar muito porque com certeza essa prova ia deixar saudades.

Logo no começo veio uma piramba e percebi que meu ritmo e o da Elenita estavam praticamente idênticos. A Bia e a Lis tb estavam sincrônicas mais a frente. Foi só chegar mais uma piramba que começamos a tagarelar.... praquê??? Foi assim do começo ao fim!!! hahaha TOP! Ah, e descobri que a Bia tb gosta de cantar... Auuuuuuuuuuu auiauauaeeeee Rei Leão bombou na nossa playlist gogó. Não poderia ter sido melhor, fechamos a prova em quarteto femininos numa super "vibe" gostosa.
Altimetria do 4º dia
Quarteto feminino!
Na reta final, quando já dava pra ver o pórtico, a gente gritava "Aha Uhu, o pódio é nosso!!" e era mesmo!

Enfim, claro que tem muito mais coisa pra contar, muito mais detalhes, histórias, acontecimentos, sentimentos, sofrimentos, tombos, vistas etc... mas pra cá já tá de bom tamanho né? O resto eu conto ao vivo!

Fuuui.