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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Yes we can!

Ontem fui fazer um pedal divertido na Mata da Camara, em Sao Roque.
Uma trilha de aproximadamente 4 quilômetros e muito técnica. "Foi la que eu comecei a aprender técnica", diz Erick Azzi (um dos maiores especialistas em bicicleta do Brasil, atleta e bike fitter). 
Erick ia la quase todo final de semana com a turma mais batuta de MTB que existe (na minha opinião hehe são meus amigos..) - entre eles, o Danny Aliperti.

Quando vou la, imagino os meninos andando a milhão em bikes aro 26", de alumínio, capacete "coquinho", com infinitamente menos recursos do que temos hoje em dia. E numa época que eu - e a maioria das meninas que pedalam hoje em dia no Brasil - nem sabia o que era mountain bike. 
Minhas voltas ainda são devagares. Na minha primeira vez la, tinha como objetivo conseguir fazer uma volta sem cair. Hoje ja tenho como objetivo conseguir fazer uma volta clean, zerando tudo de primeira. Aprendi que a melhor forma de conseguir isso 'e nao tendo a própria pretencao. Let it roll...

Por mais que eu tente manter minha mente focada na trilha onde devo ir, essas voltas "despretenciosas" pela Mata da Camara me fazem dar mil voltas pelo mundinho da minha própria cabeça. Penso nos meninos andando ali (como se eu fosse uma câmera voadora acompanhando eles por cima), penso no jeito que eu gostaria de ter feito aquela curva sem tocar nos freios, tento entender porque que isso e tao legal, e paralelo a isso tudo, tento incorporar o jeito "moleque" de ser dos meninos para mim. Para poder nao me cobrar, rir de um tombo, e simplesmente xingar um obstáculo caso ele signifique muito pra mim naquele dia " Ah tronco, vai SF, num era pra vc estar ai P***A"...

E quando me vejo pensando tanta coisa percebo também o quanto evolui... antes eu num tinha essa de introspecção durante uma pedalada na trilha... era c* na mao full time, rezando pra nao dar m... (caramba, que boca suja hoje..).

Ai penso em quem esta começando, o desafio que 'e o inicio na bike. E digo: A Bike muda o jeito de enxergarmos barreiras... a pratica faz descobrir a possibilidade de superação, de ve-las como obstáculos a serem enfrentados e vencidos. E ca entre nos, mulheres, nada melhor do que passar por cima de um obstáculo com domínio e controle e deixá-lo pra trás. Não e? 

YES WE CAN :)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

WHY DO YOU RIDE?

Esse vídeo foi uma dica do leitor João Meireles. Obrigada João :-)


Por que eu pedalo? - Parte III

(continuação do post anterior, aqui)


8º - Insanidade parte II

Era hora de trocar o carro. Mas eu mudei de idéia e troquei de bike.
Casei com uma Epic (Specialized) e foquei 100% nos treinos pra bike (até então eu ainda treinava corrida...).


9º - Encontros

Fui cada vez conhecendo mais gente. Num reconhecimeto do Ravelli em Itu, conheci o Tadeu que fez algumas provas do Ravelli comigo em 2012. Nesse dia também conheci a Su (Susan Zorzetto) que também treina com a Adriana Nascimento. Esse foi o dia épico que a gente se perdeu horrores junto com a Lurdinha e o Marcio, foi tenso mas engraçado. Graças ao Marcio conseguimos voltar aos carros depois de umas 5 horas de pedal.

E logo depois, num bate-papo com o Xuxa (Ricardo Tamaoki) - também aluno da Dri - fechamos uma parceria para correr o Big Biker 2012 em dupla mista.

E aí, a partir disso não tinha muito como a bruxa (apelido carinhoso dado à nossa grande mestra Adriana Nascimento) dizer não pra mim, teve que me aceitar como aluna! rsrs

Março de 2012 foi meu primeiro mês 100% focada no MTB e como Legionária da Adri Nascimento.
Também marcou como o início de uma temporada de muitos e muitos tombos...

10º - Foco

Eu já sabia que o Xuxa tinha interesse em fazer a Brasil Ride e eu queria muito poder acompanhá-lo no desafio. Consegui focar nos treinos e nos ensinamentos da Adriana para evoluir. Ignorava os tombos para poder seguir sem me sentir mal e tive que aprender o máximo possível de MTB em 6 meses.

Fizemos juntos todas as etapas do Big Biker (fomos campeões!), fizemos o HAKA MTB (campeões também!) e fomos para a Espanha fazer o Caminho de Santiago de Compostela apenas com uma mochila nas costas. Foi um training camp de agilidade e foco - bem útil para tudo na vida (dá pra passar 6 dias sem condicionador de cabelo...).

Não existe uma apostila ou uma cápsula de técnica que faça você ficar pronta assim do dia pra noite, para uma ultramaratona como a Brasil Ride. Mas minha vontade era tanta que eu dei um jeito.. E com a parceria do Xuxa e tudo isso que fizemos, a missão foi cumprida com sucesso!


Enfim...
E assim foi... para 2013, planejei me conhecer um pouco mais, sair da "zona de conforto" (não que eu estivesse em uma..) e competir sozinha.

O foco foi o Big Biker, quatro etapas dariam um capitulo à parte na minha vida.
Cada prova tem uma história, um enredo, um aprendizado...
Ganhei o campeonato, o que pra mim significou que ser campeã é muito mais do que estar forte de perna (eu não pedalei bem nas três ultimas etapas...).
É saber controlar a ansiedade, lidar com imprevistos, é cair e conseguir levantar, é estar bem, e é o contexto no qual nos encontramos - pois eu só venci porque imprevistos, quedas e dias ruins não acontecem apenas comigo.

Chegada da 1ª etapa do Big Biker 2013, com a mão quebrada
2013 também foi um ano de muito trabalho e mudanças na vida pessoal. E meu relacionamento com a bike, meu desempenho nela tudo tem a ver com cada fase que passei. Meio doido, mas faz todo sentido.

Agora me preparo para 2014. Estou traçando os objetivos e iniciando o treinamento de base. Cuido para conciliar bem o trabalho, a família e amigos, o treino e o descanso - talvez esse seja o maior desafio.

Minha família já se acostumou com a bike na minha vida, e eu também. Não é uma paixão, não vai acabar quando minha força física se for. É um amor e eu espero envelhecer ao lado da minha magrela.



Por que estou contando tudo isso?

Principalmente porque gostaria de motivar outras pessoas a irem atrás de seus sonhos, de serem ambiciosas e acreditarem que dá.
Eu era uma pessoa triste e a bicicleta mudou minha vida. Me ajudou a encontrar consistência, a viver de acordo com meus valores...

Talvez porque eu tenha encontrado uma forma boa de extravazar minha agressividade reprimida, não sei. Mas através da bike, fiz amizades, pratico camaradagem, jogo conversa fora, dou risada, me divirto, me uso...
A bicicleta é meu local de descanso. Talvez porque a liberdade seja isso.
E como vejo que esse efeito é comum, não acontece apenas comigo, quis contar tudo aqui, caso ocorra de mais alguém se identificar, se encorajar, e seguir em frente com seu sonho.
Não precisa ser de bike...  mesmo que de bike seja mais legal :-)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DICA: O mantra do ciclista

Ao sair pra pedalar, na hora de fechar a porta de casa, o ciclista mentaliza o mantra: "CAPACETE, ÓCULOS, SAPATILHA, LUVAS, GARMIN, KIT"

E assim busca evitar a chateação de chegar no local do pedal e perceber que algum ítem fundamnetal estava faltando...

* O KIT é aquela sacolinha que você leva tudo que você pode precisar e não pode faltar: óleo para corrente, ferramentas, câmaras, bomba de ar, espátula, protetor solar, Bepantol, baby wipes (pra tirar um pouco da sujeira ao fim do pedal) e etc.

#DICA :-)



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Por que eu pedalo? - Parte II

(continuação do post anterior, aqui)

6º - Insanidade

Haka MTB 2011
Em meados de Abril, o Chris comentou comigo sobre o HAKA MTB, prova de 4 dias na região de São Bento do Sapucaí. Disse que em 2010 tinha feito apoio e ficado com vontade de competir e me chamou então para ser dupla dele nesse ano. Sem nem pensar (e sem nem ter idéia do que era um singletrack - OKAY?), eu topei. To dentro Chris!

O Chris acabou tendo um imprevisto e quem entrou no lugar foi a Lisandra Mesquisa, de Ribeirão Preto. A Lis corre pra C*****O e pedalava muito melhor do que eu, mas estava disposta a acompanhar meu ritmo iniciante. E lá fomos nós. Havia mais uma dupla feminina, a Elenita e a Bia Granziera (foi muito legal correr com elas - no ultimo dia pedalamos juntas o tempo todo na maior cantoria!).

E aí... o que foi que aconteceu... adivinhem... começamos a entrar nas trilhas e em trechos mais técnicos, com pedras, raízes, solo escorregadio, e por aí vai. Até então eu achava que as pessoas carregavam a bike em lugares assim, mas aos poucos fui percebendo que não, todo mundo pedalava ali. Mas como? Sério? "Mas alguma mulher passou pedalando por aqui?" (eu perguntava para os staffs)... E eles me falavam que sim, inclusive que a Adriana Nascimento passava rápido!

Aquilo ficou na minha cabeça e eu fiquei intrigada... Como que pedalava ali? Por onde a bike passa? - Se dá pra fazer, eu quero aprender!

 

Conheci a Pequena Grande Adriana Nascimento no fim da prova. E observei as meninas que pedalam, como elas entendiam do assunto, como elas curtem! Aquilo me encantou...

** Depois do Haka MTB comprei uma speed para poder treinar direitinho em São Paulo e quando meu treinador me viu pedalando pela primeira vez, fez um comentário que achei curioso. Ele disse que meu pedal era melhor que minha corrida.. Eu num entendi.. corria desde novinha, estava evoluindo, super envolvida. E ele me vê pedalando por 3 minutos e já de cara tira essa conclusão... Me fez querer saber mais coisas sobre o mundo da BIKE.

7º - E começam os treinamentos (e mais tombos)

O Chris me apresentou à Flavinha Dallacqua e depois à Vanessa Cabral. Num dia ligou para elas e perguntou se eu podia ir pedalar com a turma do Ravelli lá em Itu (ele não iria). E lá fui eu sozinha, sem nem saber colocar a roda na bike direito, super acolhida pelas duas.

Nesse dia conheci parte da trupe: Paola, Thomas, Lica, Lurdinha... Eu ia de lanterninha, fechando o caminho. E caia até parada (a Paola lembra bem né Pá!).

Assim que o Ravelli começou as clínicas de MTB eu me inscrevi logo na primeira. Foi o começo da salvação!!! Passei a ter alguma noção sobre bicicletas (e como me manter em cima dela) e me inscrevi para participar do GP Ravelli em dupla com o Chris. Lembro apenas de fazer um esforço SURREAL mas de terminar a 2ª etapa muito feliz.


Na 3ª etapa do Ravelli ainda conseguimos pegar pódio, 3º lugar!! Foi o máximo!
Nesse meio-tempo, experimentei uma prova de triathlon

(to be continued) - aguardem o post dos próximos capítulos!!!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Por que eu pedalo? - parte I

De onde surgiu essa paixão pelo MTB? Como a bike entrou na minha vida? Por que tanta motivação?

Essas perguntas me fizeram pensar... e ao compartilhar essa parte da minha história com quem teve a curiosidade de me perguntar, percebi que ainda não tinha escrito nada a respeito. E como eu gosto de escrever, aí vai! Em 3 partes, pra não dar sono...

1º - Insistência

Eu quis aprender e fui atrás de desmistificar as trilhas e superar obstáculos, começando do zero.

2º - Bulling nas Barbies

As bonecas eram legais, mas eu gostava mesmo era de brincar com os meninos. Nunca fui fresca e cresci andando descalsa no sítio.

3º - Afinidade com o chão

Meu primeiro acidente de bike foi lá no sítio, numa curva de pedras grandes e soltas. Me assustei com os berros da minha irmã ao ver uma cobra, perdi o controle da bike e fui pro chão. Foi o debut das cicatrizes no antebraço. Num ato de desespero sai correndo em busca de socorro, larguei a bike lá mesmo.


Continuei pedalando pra cá e pra lá, normalmente a passeio ou como meio de transporte, e sem desenvolver entendimento mais profundo sobre o assunto.

4º - Outcast total

(anos depois...) Eu treinava numa assessoria de triatlon (foi indicada por uma amiga), mas consegui mesmo assim encontrar escudeiros que me levaram para o "caminho da luz" (digo, da trilha).


2010 - a 1ª MTB
Em 2010 fui motivada pelos meus treinadores de corrida Caio Poletti e Douglas Garcia a pedalar. O Douglas me levou na ciclovia pela primeira vez e depois fizemos alguns pedais na USP - isso tudo com a minha Caloi Supra (lembro que ganhei ela de aniversário de 16 anos, adquirida na Ciclo Ravena). Ele também me apresentou a uma pessoa especial, que teve (tem) um papel muito importante nessa minha ingressada no esporte - a Martha. Ela também treinava na MPR e fazia corrida de aventura - ou seja, encontrei alguém que me entende! A gente se deu bem de cara e eu ganhei uma grande amiga, parceira de corridas, treinos, viagens e projetos.

Eu e a Má em Pucón na corrida da FAAP
Gostei muito e tinha sede de aprender tudo o que envolvia o universo da bike. Aí, de Natal me dei de presente uma Trek 6.500, toda bonitinha com firma pé e tudo (vai vendo...).


A 1ª corrida de aventura - Troféu São Paulo (janeiro de 2011)
Logo que comprei a azulzinha (essa foi adquirida na Tutto Bikes), fui convidada (através da Martha que me apresentou ao Chris) para correr na equipe Lebreiros de corrida de aventura. Eu corria a pé e tinha bom condicionamento - mas meu pedal era uma judiação..
Nessa prova havia um trecho no qual era necessário pedalar empurrando a bike do parceiro, só que eu, que mal conseguia parar em pé na minha própria bike, ia fazer como? Foi nessa hora que apareceu um "doido" muito gente boa de carro disposto a me ajudar - o Hadi! Foi me dando umas dicas até eu conseguir fazer o malabarismo. Só que durou poucos metros, fui pro chão e segui na minha maneira "delicada" de ser, "vai de qualquer jeiro" empurrando e correndo..

5º - O Chris - arranjei um irmão mais velho!

Mas quanto mais eu sofria na bike, mais eu queria aprender a dominar a magrela. Se todo mundo conseguia fazer, eu também ia conseguir... Aí o Chris, da Lebreiros, me adotou como irmã e começou a me ensinar o b-a-ba do esporte de aventura. Todo final de semana ele me levava para algum lugar pedalar. 

O 1º treino a gente nunca esquece
Foi logo depois dessa prova do Troféu SP. Eu, Chris, Santo e Guilherme Cirilo, em Itupeva. Eles devem ter feito 1/3 a mais do que eu porque sempre voltavam para me "buscar". Como toda iniciante, para treinos de 1h30 eu ia equipada para passar uns 3 dias fora..

Troféu SP de Corrida de Aventura

(to be continued) - aguardem o post dos próximos capítulos!!!

sábado, 26 de outubro de 2013

Relato Maratona XCM Brasil Ride - Final do Campeonato Baiano


A largada estava marcada pra 45 minutos depois do início da 7a etapa da Brasil Ride 2013, ou seja, pude acompanhar de perto a concentração animada da elite mundial do MTB - e não tem motivação maior do que essa. A vontade de pedalar, depois de 7 dias acompanhando de perto a competição e a chegada dos atletas, era assustadora - nunca estive tão motivada. Não queria ganhar, não queria fazer tempo, não queria chegar logo, não era isso. Eu queria pedalar e pedalar, fazer força, dar o meu melhor, superar os obstáculos com precisão e deixar um rastro de alegria pelas trilhas da Chapada Diamantina.

A largada no asfalto foi forte, e durou pouco. Logo entramos à esquerda em uma estrada de terra que depois de alguns poucos kilômetros se transformou em single track. O pelotão foi embora, era hora de recuperar o fôlego para as próximas 3 horas estimadas de prova. Não vi nenhuma menina, acho que eu estava na frente.

Esse singletrack durou um sonho inteiro, e eu não estou exagerando. A trilha fluida e sinuosa permitiu olhar para além dela, era o que precisava para descobrir o que é a Chapada Diamantina. Um "cala boca", um momento de prece, a beleza na natureza, da montanha, do céu azul e do mountain bike. Êxtase. Não aguentei e expressei minha admiração. O atleta atrás de mim ouviu e compartilhou do sentimento: "Obrigado meu Deus!!!" ele disse. Eu repeti, concordei.

O apoio chegou como que para avisar o que vinha pela frente, uma subida inclinada e longa. Muitas pessoas empurravam a bike e vi que a maioria era atleta da ultramaratona, completando a 7ª etapa da Brasil Ride. Parabenizei o quanto o fôlego permitiu, são guerreiros e a força de vontade deles me motivava a ir mais.

E o percurso foi muito bem pensado: cada trecho difícil era recompensado com algo 10 vezes mais incrível: trilhas técnicas gostosas, com subidas e descidas possíveis a uma garota que ainda está desenvolvendo suas habilidades técnicas.

O single acabou em uma estrada de terra - momento para descansar os braços para o circuito do prólogo que estava por vir. Passei por meus amigos, brincamos, torceram por mim. Mais vontade de pedalar. Entrei no asfalto e logo um pelotão se formou. 2 moços valentes revezaram a frente, o que permitiu chegarmos rapidinho no próximo single. DIVERSÃO.

O segundo trecho de trilha do prólogo passa pelo parque Sempre Viva. Um dos locais mais especiais de Mucugê. Trilha em pedras, travessia de um riozinho pedalável, areião, um mix de tudo que a Chapada tem a oferecer, além de bromélias e uma vegetação particular. O trânsito de atletas não foi um incômodo, e sim uma confraternização. Respeito e parceria foi o que vivenciei ali.

O slogan "more than a race, a stage in your life" faz sentido. Fiquei com a sensação de que daqui saimos mais maduros, éticos, educados... São 7 dias que, mesmo pra quem é staff, resume tudo o que vivemos na vida, na rotina do dia-dia. É um intensivo de ver até onde o corpo e a mente podem ir. Um curso de auto conhecimento.

Durante toda prova, tinha um "filme" passando pela minha cabeça de todas as pessoas com quem convivi e trabalhei aqui - uma equipe incrível que realmente veste a camisa e forma um time que faz tudo acontecer. Cruzar a linha de chegada hoje, depois de todo trabalhdo durante essa semana e podendo vivenciar o outro lado - como atleta - foi emocionante.

Queria agradecer imensamente ao Mario e Andrea Roma, ao André Piva e à toda equipe de mídia por essa oportunidade. Me sinto privilegiada por poder fazer parte dessa equipe. Essa vitória é por todos nós.

Fotos: Eduardo Farbenfrohe
Ao fundo nosso super editor de vídeos Cássio Zerbinato
Sim, ao lado a incrível Renata Falzoni
Sem aparecer na foto, porém super apoiadores: The Boss André Piva e Albert Pellegrini.

 






sábado, 19 de outubro de 2013

Brasil Ride - Por onde eu ando

Pessoal, vim até a Chapada Diamantina e já volto :-P

Estou trabalhando na equipe de mídia da Brasil Ride, maior ultramaratona de mountain bike das Américas. São 7 dias de puro MTB nas melhores trilhas da região, percorrendo um total de 600km.

Nesse período estarei ausente do blog, mas super presente no FACEBOOK da Brasil Ride (CURTAM!) e no Insta @brasilride. Fiquem comigo, curtam, compartilhem, comentem...

Na volta eu conto tudo que vi e vivi por aqui... Songo Fipaza, Kohei Yamamoto, Rebecca Rusch, Bart Brentjens, Cristoph Sauser e muitos outros incríveis atletas que estão aqui para participar desse evento, que é muito mais do que uma prova.

MORE THAN A RACE, A STAGE IN YOUR LIFE


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vídeo: Klunkerz - um pouco de história sobre o MTB

Teaser do documentário Klunkerz - que conta a história do ciclismo fora de estrada (mountain bike). Foca no que ocorreu na região de São Francisco - EUA - entre os anos 1960-70.
Sempre legal saber um pouco mais sobre a história do nosso esporte.
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Klunkerz is the award-winning documentary on off-road cycling, focusing on the San Francisco Bay Area in the late 1960s and 1970s. The film features interviews with the pioneers of the sport and the more obscure characters who influenced them. The film also contains a great deal of archival footage and photographs that have never been seen before. The film is available at www.klunkerz.com.
Ride on!

DICA: Mala pra Brasil Ride

Pessoal, post rapidinho hoje porque estou na correria, mas espero conseguir ajudar os Brasil Riders de alguma forma. Uma amiga me perguntou hoje: "por onde começo a mala"? Segue minha resposta a ela, acho que pode ajudar a muitos!!

- Comece separando o Bepantol! rsrs

- Ano passado eu comecei pela suplementação, separei tudo em saquinhos, levei as porções prontas para não ter que pensar. Imprimi o percurso de cada etapa e fiz o calculo de gel, barra de proteína e tal. O pré e o pós prova já iam em saquinhos a parte, era só chegar no quarto, rasgar e misturar com água. Saca? Faça isso, vai economizar seu tempo lá, e é menos desgaste pensando tb!

- Separe uniforme, primeira pele, top, manguito e meias - leve o máximo possível para não ter que se preocupar muito com lavagem (na pousada eles lavam, mas qto menos trampo e + vc puder focar em descansar, melhor).

- roupa pós prova: leve coisas confortáveis, calcinha confortável, top, bermudas, calças de moletom ou jeans convortável, tênis (nada de sapatinho bonitinho pq não vai usar) e chinelos. Leve pouca coisa, vai repetindo o uso..

- camisetas dry fit de manga curta e manga comprida ou camisetas confortáveis mesmo,

- tem dias que dá uma esfriada à noite, então leve moletom, malha (recomendo que TUDO seja no estilo mais esportivo possível por causa do conforto).

- meias de compressão (todas e todos os recursos que tiver serão bem vindos rsrs rolinho, stick, bolinha de massagem etc).

- muito protetor solar, sabonete, hidratante, esponja (para tirar a sujeira), alicate (sempre é util! acredite), tesoura, silver tape, fita isolante.. coisas úteis! Mas lá tem supermercado, td que vc num levar pode comprar lá.

- convém levar alguns remédios, pomadas de machucado, farmacinha básica.

Vídeo - menininho de bike indo pra escola

Assistam esse vídeo, coisa mais fofa!

Boa semana pessoal!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

MOHM'S BAR by Ka Rombauer

EXTRA - EXTRA! 
PRODUÇÃO ESPECIAL DE MOHM'S BAR PARA A BRASIL RIDE!!!

Amigos, acredito que a maioria dos bikers de São Paulo já experimentaram as barrinhas maravilhosas MOHM'S BAR da Carol Rombauer, certo?
Quem ainda não comeu pára tudo e vai experimentar!! A Carol produz as barrinhas sob encomenda, são feitas artesanalmente e em vários sabores. É uma ótima opção para sair do convencional tanto em treinos quanto no lanche da tarde, da manhã, da madrugada, enfim...

E para quem já conhece, acabei de ficar sabendo que a Carol irá levar pra Brasil Ride e eu recomendo encomendarem antes!!!

Dica de amiga: façam seus estoques. Bate uma larica na madrugada durante a Brasil Ride e ficar comendo bolacha não rola. MOHM'S BAR é saudável, nutritivo, saboroso e ainda possui anti-oxidantes (é preciso né!).

+ infos:

Barras caseira de frutas secas com castanhas variadas. Sem glúten, sem conservantes e aromatizantes.

Alimento energético para comer antes, durante e depois da prática esportiva como também quando bater aquela fome no meio da manhã ou final da tarde.

Uma boa maneira de saciar a fome comendo algo nutritivo e saudável, que dê energia quando você mais precisa, não deixando de lado o sabor.
As barras tem cerca de 200 a 250Kcal e pesam 50 g cada. Valor unitário: R$5,00

Nasci gostando de frutas secas e castanhas. Nos natais era devoradora voraz de castanhas e principalmente amêndoas.
Foi pela necessidade de comer algo diferente e por gostar de coisas saudáveis que decidi fazer a minha barra, e vi que podia compartilhar isso com amigos.
Por ser uma chocólatra assumida, incluí o chocolate amargo e o cacau para adicionar sabor à algumas barras
Já estou trabalhando nos valores nutricionais, logo logo estará anexado.
  
SABORES

Cacao Coco Bar
Ingredientes: Tâmaras, amêndoas, Avelãs, coco desidratado, cacao

Amendoim Choc Bar
Ingredientes: Tâmaras, Amendoim, chocolate amargo 50%, quinoa

Banana Bread Bar
Ingredientes: Tâmaras, castanha do pará, amêndoas, banana passa
  
Damasco laranja Bar
Ingredientes: Tâmaras, amêndoas, damasco, suco de laranja,
quinoa, coco

Lemond Bar
Ingredientes: Tâmaras, amêndoas, castanha de cajú, suco de limão
  
Caju Choc Chip bar
Ingredientes: Tâmaras, castanha de cajú, chocolate amargo 50%

Maçã Canela bar
Ingredientes: Tâmaras, amêndoas, Cast. do Pará, canela, uva passa, maçã desidratada

Capuccino Bar
Ingredientes: Tâmaras, amêndoas, Avelãs, chocolate amargo, café e especiarias

CAROL - tel: 11 - 979-636-666
facebook: carol.rombauer
skype: carolina.rombauer

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Training Camp em MOAB com Adriana Nascimento

Há exatamente um ano atrás, eu começava a planejar minhas férias de 2013: o Training Camp da Adri Nascimento em MOAB, no Estado de Utah, nos EUA. Eu e mais 16 amigos fechamos o pacote e já com antecedência começamos a pagar tudo (até para dar tempo de juntar mais $$ pras comprinhas nos bike shops de lá, claro!! rs). 

Há 10 dias da viagem eu quebrei a mão, passei por uma cirurgia e tive que ficar longe de pancadarias por um tempo, mas isso não impossibilitou minha participação no TC: com toda estrutura de carro de apoio, pude escolher segmentos das trilhas que tinham menos pedras e eram menos perigosos de fazer, subindo no carro quando era necessário. 

Detalhe: nosso apoio era ninguém mais ninguém menos do que o Luiz Makoto Ishibe, um dos maiores escaladores e conhecedores de esportes de aventura do Brasil. Ele conhece cada pulo das trilhas de Utah e do Colorado! Ou seja, mesmo na van de apoio, eu num estava nada mal... ouvir as histórias do Makoto pessoalmente é puro privilégio!

E apesar de ter "doído" essa impossibilidade de acompanhar os colegas em todas as trilhas, a convivência com a turma deixava tudo mais divertido. Ficamos em 2 casas alugadas e a farra começava logo no café da manhã.

Bom, tudo isso foi uma introdução para informar que as inscrições para o Training Camp de MOAB em 2014 já estão abertas, e não divulgar isso aqui para vocês seria injusto! 

A Dri selecionou o melhor do melhor do que existe de pedal por lá para esse programa, e a estrutura que ela oferece é única. É férias dos sonhos, simples assim!

Participe de um Training Camp dos sonhos!
7 dias nas melhores trilhas de dois centros mundiais de MTB: Moab e Fruita.
Orientação técnica de Adriana Nascimento, 10x campeã brasileira de MTB.
Selecionamos trilhas que figuram no ranking das melhores do mundo!
A sequência evolutiva com acompanhamento, orientação técnica e ajuste de equipamento, vai elevar o seu pedal para outro nível!
O programa do Training Camp Moab inclui hospedagem, café da manhã, seguro viagem e traslados da chegada ao aeroporto de Grand Junction até o retorno ao mesmo aeroporto.
Exigência física: estar apto a pedalar 3 a 4 horas por dia.
Exigência técnica: intermediário a avançado.

Clima: seco com temperatura amena (pico de temperatura do dia em torno de 25°C).

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: nascimentomtb@gmail.com

As vagas são limitadas! Não perca essa oportunidade!
Dica: para quem tem dificuldade com técnica de pilotagem, há o "Training Series" com a equipe Adriana Nascimento, que são treinos de técnica (um ou dois dias) em locais como Campos do Jordão e Serra da Canastra.





terça-feira, 24 de setembro de 2013

Iron Biker 2013 - 5º lugar

Nesse fim de semana aconteceu na cidade de Mariana o Iron Biker 2013. Foram 2 dias de prova, sendo que a elite feminina e masculina participou de um prólogo (desafio Monster) na sexta-feira à noite no centro histórico.

Nesses meus 1 ano e 7 meses de mountain bike (equivalente a uns 5 anos!!), muito ouvi comentarem do Iron Biker, das vitórias da Adriana Nascimento, das trilhas mineiras, enfim, dessa prova duríssima e que reune os maiores bikers do país.

Quando vi que ia ter Iron Biker esse ano e que alguns amigos estavam combinando de ir, fiz os cálculos e resolvi enfrentar o desafio. Apesar da vitória no Big Biker, ainda me sinto tímida perante "A" elite feminina. O Big é tipo "em casa", já conheço o percurso e é sempre uma grande reunião de amigos de todos os cantos. O Iron seria uma experiência nova, uma grande novidade e um "vamos ver o que dá pra fazer"! Além disso, as trilhas são o quintal da casa da turma de lá, ou seja, a galera está muito mais familiarizada com a "brutalidade" exigida no percurso. Mas nada me intimidaria, na verdade. Consegui treinar no último mês e estava me sentindo preparada tecnicamente.
 
Tive um ano estressante, quebrei a mão em Março, depois tive dificuldade de encaixar meus treinos na rotina de trabalho, depois vieram os problemas com bike (2 meses e meio sem MTB), tudo isso e ainda tentando disputar o Big Biker. Enfim... eu estava precisando poder curtir um mtb pela sua essência, sem cobranças.

Então fui com essa cabeça... de experimentar, conhecer gente nova, sentir, ver como é mas, principalmente, curtir. E essa liberdade me presenteou com uma boa performance! Consegui dar meu melhor e isso resultou numa ótima colocação: 4º lugar no sábado e 5º no domingo, ficando em 5º na classificação geral.

Mas vamos às etapas:

O prólogo (Monster Challenge) aconteceu no centro histórico da cidade e atraiu bastante espectadores. Além dos competidores do Iron, muitos moradores estavam lá torcendo para cada atleta que passava. O lugar é um charme, as igrejas e praças ganham iluminação especial e a lua cheia estava lá para dar um toque especial.
Eu estava tão feliz de estar alí que eu não parava de sorrir. E ao longo das 5 voltas que demos no circuito de aproximadamente 2km, conquistei o apelido de "sorriso". "Aeee vai sorriso, força!!", ou "nossa, até parece que ela tá sorrindo!" - sim, eu tava mesmo! rsrs

Para não dizer que essa foi minha primeira vez correndo em circuito, tive uma experiência anterior na 2ª etapa da Brasil Ride em Rio de Contas que é um XC. Meus treinos são focados em endurance e por ainda ter pouca familiaridade com essa explosão que o circuito exige, optei por fazer um prólogo conservador, preservando o coração, as pernas e o equipamento. Esse descompromisso com resultado foi a maior curtição, me diverti tanto na prova e consegui zerar com tranquilidade todos os obstáculos. Meu estado de êxtase aumentava a cada volta.

Minha parte preferida foi a da praça do coreto: descíamos uma ladeira até a praça, entráva na rua à direita já para entrar na praça à esquerda, subindo a guia numa curvinha fechada e preparando para descer degraus e fazer outro cotovelo pra esquerda. Deu pra entender alguma coisa? Depois embalo pra subir na rampa do coreto, equilíbrio pra descer a escada estreita em seguida e tomada de embalo com coragem para subir um lance de 4-5 degraus para sair da praça e começar a escalada até o ponto mais alto do percurso, em uma igreja linda toda iluminada no topo da cidade, que ornava com a lua!

Depois só descida até cruzar a praça de novo, descer uma escadaria com curva fechada pra esquerda e chegar na largada da prova, com outra escadaria, essa mais "agressiva". 

Fechei o prólogo com 29 minutos em 7º lugar.

Depois disso foi acalmar os ânimos e concentrar para o dia seguinte.

Sábado: 81km com 1.400mts+ 
Muita trilha mas muita estrada também
O objetivo era ir moderado e sempre. Larguei com as meninas mas no meio da primeira subida, ainda no começo da prova, achei melhor focar em encontrar o meu ritmo e sobrei um pouco. Mas logo depois, quando acabou a escalada e começou um trecho plano com descidas e muitas curvas, algumas com areião, me dei bem e recuperei algumas posições. Segui firme, andei bem nas trilhas e aproximadamente no meio da prova alcancei a 4ª colocada.
Daí pra frente foi manter meu ritmo e dosar para não deixar faltar nem sobrar. Conseguir zerar todo percurso técnico e escalar uma parede super dura e longa com trechos bem inclinados. Com paciência e concentração deu pra fazer tudo.
Fechei a etapa na 4ª colocação, com 3h58, muito feliz, realizada e coberta de terra! Assim é bom!!!

Domingo: 51km com 1.000mts+
90% trilha, um pouco de estradão
Ah, aí já num tem que dosar nada, é a largada pra morte!! rsrs Brincadeira, também não é assim. Mas nessa etapa eu não fui conservadora. Parti pro ataque, dosando para não faltar, mas impondo um bom ritmo nas subidas, com passo forte nos trechos menos técnicos e arriscando mais nos singles e downhills.
Na primeira sessão de single cheguei na 3ª colocada e andamos juntas por um bom tempo. Estava na frente dela quando eu e mais algumas pessoas erramos o caminho (fomos reto quando era para entrar à esquerda). Esse erro me custou caro, pois depois disso não a vi mais. E por mais que estivesse concentrada, demorei um pouco para retomar o ritmo e fui ultrapassada por mais duas meninas ainda no downhill, ambas descendo muito bem. Mas continuei na minha prova, meu melhor resultado é dar o meu melhor, e fui para fazer isso (trabalho mental...).
O trecho final repetia um estradão de asfalto do dia anterior, então, sabendo o que tinha pela frente, acelerei e entortei o cabo pra valer. Mesmo sozinha, coloquei um passo forte e consegui mantê-lo até a entrada do single track final. E foi exatamente nesse ponto que cheguei na 5ª colocada. Enquanto ela empurrava a bike em uma subida de pedras com degraus, consegui pedalar tudo e ultrapassá-la. Depois disso dei absolutamente tudo que eu tinha até o último segundo de prova. E sucesso!!!

Deu tudo certo! Não tive nenhum problema mecânico (apesar de abusar pedalando nas cruzadas de rios) e estou super contente com minha Fate. As vezes a full faz falta, mas é só uma questão de conforto mesmo.

Agradeço ao apoio dos amigos, da torcida, de todos que me acompanham, da família e dos meus anjinhos da guarda.

Agradecimento especial à Specialized, Pedal Power, Adriana Nascimento ao patrocinador Caçula de Pneus e aos parceiros Kailash e Gu. Obrigada!!!

E um recadinho aos Legionários brutos: anotem aí na agenda que em 2014 nós vamos invadir Mariana!!! :-P ô prova boa!! Divertida!!

Hidratação e alimentação, cuidado fundamental...
Bike desmontada e devidamente embalada, como é gostoso cuidar de cada detalhe!!
Com a super companheira e parceira de viagem Elisa Gali
Chegamos!!!
Hora de montar a vassoura
Dica de cuidado especial: disco de freio embalado na tampa de 2 tupperwares!
Voilá!
Esperando o prólogo começar. Cidade encantadora.
Vídeo feito pela Elisa, eu descendo o coreto e depois subindo a escada para sair da praça
Legionários reunidos na largada da prova!
Quando o sorriso diz tudo...
Maquiagem
Desafio completo!!!

Comemoração!!