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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sucesso!

Do latim SUCCESSUS, “avanço, seguimento, resultado propício”, de SUCCEDERE, “vir depois, chegar perto de”, (...)“depois, o seguinte”, (...) “ir, mover-se, deslocar-se”. O sentido de “resultado favorável” começou a se firmar no século XV.

Já parou pra pensar o que é sucesso pra você?

Uma palavrinha traiçoeira que está diretamente vinculada ao resultado positivo/favorável. E aí, me diz uma coisa, o que acontece quando o resultado não sai exatamente como você gostaria? É um fracasso? Mas, e o aprendizado com a experiência que teve, não é válido?

Não sou contra o uso da palavra sucesso, mas sou contra o conceito em que ela está associada, pois ela exclui a qualidade do processo, e isso é triste!

Como coloquei no primeiro parágrafo, de um tempo pra cá, "sucesso" passou a ser vinculada com "resultado favorável", seguindo uma tendência da sociedade capitalista. E o foco no resultado é uma característica masculina, já que desde os primórdios por razões óbvias, os homens foram os responsáveis por caçar e trazer comida pra casa (resultado = sobrevivência), enquanto a mulher vivia o processo da gestação e gerenciava o lar.

Na forma como a sociedade evoluiu, o sucesso em forma de resultado favorável significa dinheiro, reconhecimento, status, vitória e por aí vai. Com isso, "sucesso" deixa de lado todo caminho percorrido para chegar até ele.

Sempre desconfiei dessa palavra e cheguei à conclusão de que ela é uma "armadilha".
Foram inúmeras as vezes em que participei de uma corrida e não obtive o melhor resultado possível. E em todas as vezes, essas experiências me geraram aprendizados importantes.

A "falha" é o que nos faz crescer, encontrar mais significado e evoluir não apenas na atividade (atleta), como também como ser humano (amadurecimento). E esse tipo de vivência influencia positivamente na performance. (olha como isso é um  paradigma!)

Mas, não adianta ficar aqui discutindo o significado "ao pé da letra" da palavra. O ponto é que quero compartilhar com vocês o que eu descobri ser sucesso pra mim: diversão, fluidez, equilíbrio e domínio.

Quando me vi enfrentando com um sorriso no rosto e no maior alto astral um dos terrenos mais técnicos e desafiadores em que já pedalei, descobri que ali eu estava vivendo um sucesso. E isso só foi possível porque meu único comprometimento não era em me sair bem, e sim em viver e curtir o momento presente! 
Sucesso!!!

Parece óbvio, mas vai colocar em prática pra você ver! Puro treino psicológico!

Bons treinos! :-)

Fonte: origemdapalavra.com.br

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Relato do Xuxa - Caminho de Santiago de Compostela

Como falei no post anterior, o Xuxa fez o Caminho de Santiago de Compostela de bike 2 vezes, uma em 2011 com o Rodrigo Trator e outra em 2012 comigo. Só recentemente, mais de um ano após a conclusão da segunda peregrinação, que escreveu um relato dessa experência. É muito rico, mostra a particularidade de cada experiência e a importância de poder viver um/o processo. O mais legal é que a gente se entretém na leitura, eu, sensível que sou, sinto as emoções que ele descreve. Recomendo a leitura! :-)

Duas peregrinações no Caminho Francês de Santiago de Compostela 
- Ricardo Tamaoki.


2011 - final de outono inicio de inverno. Ultima semana de Outubro.
  1. St Jean Pied de Port - Pamplona (70km)
  2. Pamplona - Logroño  (95km)
  3. Logroño - Burgos (123km)
  4. Burgos - Leon (164km)
  5. Leon - Villa Franca del Bierzo (125km)
  6. Villa Franca del Bierzo - Santiago de Compostela 220km
2012 - final de inverno inicio do verão. Ultima semana de Junho.
  1. St Jean Pied de Port - Estella (116km)
  2. Estella - St Domingo de la Calzada (98km)
  3. St Domingo de la Calzada - Carrion de Los Condes (160km)
  4. Carrion de Los Condes - Leon (98km)
  5. Leon - Cacabelos (125km)
  6. Cacabelos - Santiago (220km)
Por que o Caminho de Santiago?
Em 2011 eu estava com vários problemas de trabalho e pessoais e não era um ano que eu estava muito bem. Acho que o Rodrigo também. Nós somos muito amigos e no começo do ano ele disse que no segundo semestre ele iria fazer uma viagem de bike, perguntando se eu iria com ele. Disse a ele na época que não poderia, pois estava muito enrolado de trabalho. Além de muito amigos, somos também parceiros de competições e eu havia falado com ele sobre fazermos o Brasil Ride naquele ano. Ele topou e estávamos treinando para a prova que aconteceria no começo de outubro. 

O plano dele era, na sequência da prova, sair de férias para fazer essa viagem na Europa. Não sabia ainda o que fazer mas tinha que ter esporte no meio. 

Em agosto a minha mãe foi diagnosticada com um câncer e todos meus planos mudaram naquele momento. Avisei o Rodrigo que não poderia fazer mais o Brasil Ride, pois além de não conseguir mais treinar, a semana da prova seria a ultima semana de tratamento da minha mãe e eu não poderia me ausentar! Nesses meses eu fiquei sem rumo! Quase todos os dias eu ia no hospital ou resolvia problemas burocráticos do tratamento, fora isso tinha uma empresa para tocar!

Foto da 2a peregrinação

O Rodrigo e todos meus amigos mais próximos estavam acompanhando e vendo de perto o que estava acontecendo, eu não estava muito bem mesmo. O Rodrigo então disse pra eu viajar com ele já que eu não tinha feito o Brasil Ride e ele não queria ir sozinho. Detalhe: esse convite aconteceu duas semanas antes dele embarcar. 

Perguntei o que ele pretendia fazer, e ele me disse que faria o Caminho de Santiago de Compostela, 850km. Perguntei qual era o planejamento e ele disse "Sei lá! A gente chega lá e pedala! Mas tem q ser em 5 dias que eu só tenho uma semana de férias!".

Eu fiquei pensando... comecei a desenhar a viagem e coletar informações. O Rodrigo nunca tinha viajado para fora do país e eu estava muito afim de ir com ele para dar uma relaxada. Eu disse, para o Rodrigo que precisavamos de mais informações para não ter problemas. Tínhamos que saber o que levar, onde dormir e tudo mais... O primeiro plano dele era domir em albergues e acabar o pedal em 5 dias. 

No brasil tem uma central do peregrino e fomos até lá para coletar informações e tirar os passaportes de peregrino. Quando chegamos lá, foi engraçado! O rapaz perguntou que caminho iriamos fazer, pois existem várias rotas. O Rodrigo já havia decidido que era o Francês, porque queria também ir até a França e não conhecer "apenas" a Espanha. 

O Caminho Francês é o mais comprido e difícil e quando o moço da central nos perguntou o que sabíamos e em quanto tempo faríamos (o Rodrigo de sopetão respondeu que ainda não sabia nada e que iríamos fazer em 5 dias) quase fomos expulsos de lá!! 

O rapaz disse: "Vocês não sabem o que estão falando! O inverno esta começando! Tem lugares que estão fechados!! Muito frio e é impossivel fazer em 5 dias!!! Vão precisar de uns 15. Não dá para se pedalar o caminho inteiro..." e disse mais um monte de coisas!! 

A idéia do Rodrigo era chegar na Europa na terça, começar a pedalar na quarta para assistir a Missa do Peregrino no domingo em Santiago. Aí poderia ficar dois dias lá e voltar para o brasil na sexta. Ele estava certo que daria!
Foto da 2a peregrinação
A IDA
Comecei e pensar e estudar como chegar ao lugar de partida e pesquisar sobre o clima. Resolvi chegar em Pamplona na sexta, pesquisar tudo por lá e esperar o Rodrigo para ir a Saint Jean Pied de Port para iniciar o pedal. 

Quando o Rodrigo chegou na Europa ele teve alguns problemas e não conseguiu chegar em Pamplona na terça. Tinha um feriado por lá! Fui para St. Jean de taxi - fica a umas 2h de Pamplona - e esperei o Rodrigo por lá! 

 O Rodrigo chegou na quarta pela manhã e começamos a pedalar! Estava frio, e a nossa idéia era fazer o primeiro dia em umas 4 a 5 horas de pedal. 

De cara você sobe os Pirineus e foi lá que a nossa falta de informação e ter substimado o Caminho começou a cobrar sua conta. No alto da montanha o vento estava a quase 70km por hora! Não conseguiamos nem empurrar a bike! As vezes nos escondiamos atrás de pedras para não sair rolando. Uma chuva intensa e muito muito frio! 

Foto da 2a peregrinação
O Rodrigo nunca tinha passado um frio daquele, ele não acreditava e nem mexer a mão ele conseguia. Com 25km, quebrou a bike dele. Estávamos no alto da montanha ainda e foi muito duro sair de lá! Não tinhamos comida e água e a próxima cidade estava a 20km - onde tínhamos que chegar antes das 16:00 porque tudo iria fechar e aí sim estaríamos ferrados! 

No primeiro dia chegamos em Pamplona quase 20:00 embaixo de chuva e muito frio, em lá tivemos que perder o dia seguinte porque o Rodrigo teve que comprar outra bike (a dele ficou por lá mesmo).

O segundo, terceiro e quarto dia foram muito muito difíceis! Saimos para pedalar as 6am no frio, 1˚, chuva e muito vento e tínhamos que parar no máximo 17:00 porque se escurecesse poderiamos ter problemas sérios. 

Em dois dias tivemos princípio de hipotermia e controlar a temperatura do corpo era o mais complicado. Fazer o caminho em 5 dias seria impossivel! Nos 3 primeiros dias não tínhamos rodado nem 300km e faltavam 500. Começamos a aumentar os trechos devido ao tempo que nos restava! 

Foto da 2a peregrinação

Quando chegamos no ultimo dia de pedal em Villa Franca, faltavam 240km para atravessar toda a Galicia, parte mais difícil do Caminho. Eu e o Rodrigo montamos nossa última estratégia: se dividissemos em 2 dias o Rodrigo não conheceria Barcelona, se perdessemos o time do pedal isso poderia nos trazer grandes problemas em estar sem roupa apropriada, vulneravel ao frio. E também não tinha como prever o que viria pela frente.

Combinamos então o seguinte: "Rodrigo, amanhã vamos começar o pedal as 5am, mas não vamos pedalar juntos! Vou sair na sua frente uns 20' e vou acelerar e você vem atrás isso vai fazer eu andar mais rápido! Ok? Dependendo onde estivermos e que horas do dia for, decidimos se vamos até o fim ou se paramos por segurança! Fechado?" Assim saimos para o pedal! E pedalamos forte, por volta de 11am já tinhamos rodado 100km, faltava apenas 140km.

Foto da 2a peregrinação
Não tínhamos farol e até o momento a chuva tinha dado uma trégua! O problema era só o frio! Muito frio!! Por volta de 17:00 já estava escurecendo, estávamos sem farol e começou a chover. Faltavam 40km e ai não podiamos mais parar fomos até o final. 

Chegamos em Santiago por volta das 23:00 e deu tudo certo. Eu diria que essa primeira viagem a Compostela foi muito dura! Não estavamos preparados, subestimamos o caminho e foi duro. Acho que as maiores senções de frio que já passei foram nessa viagem, apesar de já ter feito outras aventura em lugres e situações até mais extremas. Mas o lugar é fascinante

Foto da 2a peregrinação

Vem a grande pergunta, porque fazer novamente em memos de 8 meses?

No ano seguinte a situação era outra, eu estava bem comigo mesmo! Treinando bastante e competindo direto com a Vivi. A meta do ano era o Brasil Ride que eu havia perdido com o Rodrigo.

Convidei então a Vivi para fazer o Caminho, seria uma viagem legal e um super pedal! Um bom lugar para fazer um training camp para o Brasil Ride e ver o que acontece.

No ano anterior havia feito com um cara (o Rodrigo) com quem já havia passado várias roubadas e sabia que era forte de pedal (eu sabia como conviver com ele). Nesse ano tudo estava diferente! Eu nunca tinha feito nada tão extremo com ela, e ela também não tinha tanto volume de pedal assim! Eu precisava ver como seria a reação dela.


A Viagem foi incrivel, a Vivi era uma super parceira! Nenhum dia de chuva! Muito frio pela manhã mas o sol era a segurança a partir das 10am. Tinhamos luz até 10pm e tudo foi mais tranquilo em relação a clima!

O pedal é duro! Pedal de gente grande. São quase 20.000m acumulados nos 800km. Quase todo em trilhas ou estradas estreitas. Quase nada de asfalto, se tiver uns 30km em todo caminho é muito!

Paisagens fantásticas, um pedal técnico e duro. Isso tudo não quer dizer que foi fácil! Não!! É duro! Duro mesmo! Fazer esse pedal em 6 dias exige muito! A Vivi mandou muito bem e pedalou muito! Muito pedal longo acumulado, sendo o ultimo dia mais de 200km!

Quando acabamos eu vi que o Brasil Ride seria possivel sim e daria para andarmos bem! E isso foi o que aconteceu.

Muito da experiência em corridas de aventura e corridas longas me ajudam a montar toda a estratégia, saber o que comer e o quanto para não ter problemas.

No ultimo dia de pedal com a Vivi nós faziamos paradas rápidas com comidas leves várias vezes e isso ajudou bastante para termos energia e chegarmos bem no final. Com ela acabei o pedal 22:00 no ultimo dia.

Chegada em Santiago de Compostela às 22hs
Pra mim o Caminho é um lugar incrível! Não dá para explicar, você precisa estar lá e sentir! É uma experiência fora do normal. Um lugar único e tem a sua magia sim.

Jamais subestime o caminho!!!

Ano que vem pretendo fazer o caminho mais uma vez!
 
LINK PARA O ÁLBUM DE FOTOS DO XUXA
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Obrigada Xuxa por compartilhar seu relato aqui no blog! Aguardamos mais relatos seus hein!!

As estripulias do Sagan

Para mim, o Sagan é a Lady Gaga do ciclismo. Com sua arrogância ingênua e molecagem, irrita os mais concervadores e incomoda a galera. Acho isso divertidíssimo!! (não que eu goste ou aprove as coisas que ele já fez..).

Segue aí uma mini coletânea das fanfarrices do rapaz.

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I think Sagan in a cycling version of Lady Gaga. With his naive arrogance and "punk kid" style, annoys the more conservative and bothers lots of people. I think this is actually LOTS of fun!!! (not that I approve things he has done...).

I gathered a mini collection of the recent tricks from this show-boy:






sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Programa para o Final de Semana em São Paulo


Por que pedalo? - por Filomena Gomes

Texto lindo da querida biker e colega virtual Filomena Gomes (do IronMena). Uma pessoa que espero conhecer pessoalmente e compartilhar um(s) caminho(s) junto, de bike é claro. Obrigada Mena por autorizar a publicação aqui no Vivi Aventuras! Me identifico com cada vírgula desse texto. Boa leitura :-)

PORQUE PEDALO?
por Filomena Gomes

Pedalo por distracção, por diversão, para desfrutar da Natureza, para apreciar a paisagem, para ouvir o canto dos pássaros, e assim reencontrar a alegria de viver, a saúde da alma e do corpo. Esta é a essência e a autenticidade por detrás do simples acto de andar de bicicleta! Não se trata de envergar equipamento vistoso e performante, tentando incorporar figuras como Armstrong, ou Indurain, ou os nossos “Azevedos” ou “Agostinhos”. Não; porque isto é pessoal, cada um pedala à sua maneira, surpreendendo-se a cada dia neste mundo fascinante que se vai tornando maior a cada dia que passa... Há tantos trilhos por percorrer, tantos Caminhos por conhecer!

Cada um pedala no seu mundo de sonhos, de esperanças, motor de sensações físicas e emocionais, veículo de sensações de liberdade, de prazer, anti-depressivo por excelência e nivelador da ansiedade. É uma terapia, que pode ser de grupo ou individual, permanecendo todavia algo de pessoal. Mas não tem que ser solitário.

Pedalo por gosto e ao sabor do que me apetece. O meu bem estar não se compadece do turismo compreendido da forma cómoda e comodista como a maioria dos mortais o concebe. Nem tão pouco procuro realizar marcas pessoais ou tempos dignos de nota, corridas contra o tempo ou contra o relógio. O meu relógio detém-se quando bem quero e sempre que o considero necessário, para observar a paisagem e desfrutá-la a meu belo prazer, sem pressas, sem público ou espectadores, mas com os amigos verdadeiros por companhia. Até o ritual repetitivo de puxar por uma barra energética e mastigá-la diante de uma bela paisagem, é inigualavelmente mais satisfatório do que ir ao melhor restaurante que conheço!

Pedalar verdadeiramente não exige velocidades, nem prémios, pois o prémio está em cada pedalada e em cada obstáculo superado. Não interessa quantos quilómetros se percorre, nem em quanto tempo, mas sim como se percorrem e por onde.

O melhor e o mais aliciante são os imprevistos, os elementos da Natureza a fazerem surpresa e a mostrar quem põe as cartas na mesa! Uma chuvada repentina traz consigo a força de carácter e a coragem para continuar; um calor abrasador exige de nós perseverança e espírito de sacrifício. Pedalar à chuva e ao vento, ao sol e pela noite dentro, fortalece e endurece, mostra o verdadeiro trilho a seguir e metas mais altas a atingir.

Pedalar, na verdade, começa muito antes da primeira pedalada. Começa com a preparação dos itinerários, com o estudo dos mapas e altimetrias, com a troca de impressões, com a reunião de informação, estudo dos locais, onde e como dormir ou comer, preparação da bicicleta e treino específico.

Pedalar é mais do que uma actividade física. É uma certa filosofia de vida e força anímica. No fundo, é uma comunhão entre o homem e a máquina. Equivale a liberdade e independência, auto-suficiência. Pedalar ajuda-nos a redescobrir sensações há muito adormecidas dentro de nós. É uma fonte inesgotável de sensações diversas, para todas as idades e todos os gostos.

Não há metas nem limites, apenas estímulos sãos, em harmonia com as capacidades de cada um. A bicicleta é importante, mas muito mais importante é quem a conduz, o que move o ciclista. O que me move?

Move-me a vontade de não estar parada à espera de qualquer coisa. Move-me o ânimo de saber que todas estas sensações já ninguém mas poderá tirar...

 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Parceria.

Imagina um cara que fez o Caminho Francês (o mais tradicional) de Santiago de Compostela de bike 2 vezes em menos de um ano e, em ambas as vezes, completou a peregrinação - de mais de 800km e com quase 20.000mts de subida acumulada - em 6 dias. 

Só tem uma pessoa nesse mundo que tem pique para isso: o Xuxa.

Conheci o Xuxa em 2011 pelo meio em que convivemos. Amigos, treinos, provas e trabalho em comum nos uniu. Em uma reunião que era pra ser de trabalho, gastamos 10 minutos falando de assuntos profissionais e os outros 60 falando de bike. Tudo se conectou. A partir desse dia passei a vestir a camisa Gorgeous e iniciamos uma grande parceria.

O plano para 2012: ATACARRRRRR!!!! Juntamos a fome com a vontade de comer. Eu ainda não tinha volume para fazer a Brasil Ride, mas se eu treinasse direitinho e focasse na nossa parceria, isso poderia ser possível. 

E deu certo. Em 6 meses eu fui de "super destrambelhada" na bike para "atrapalhadinha" rs. 

Fizemos o Big Biker, o Haka MTB e fomos pro Caminho de Santiago de Compostela, uma peregrinação aventureira, treino para a Brasil Ride e ao mesmo tempo uma experiência muito especial em dupla.

Nesse processo, aprendi na marra a não perder meu foco e ter agilidade. E o Xuxa me acelerou em todos os sentidos, inclusive no próprio Caminho. Eu pensava que faríamos em 8 dias... fizemos em 6!

Em Outubro fomos pra Brasil Ride, onde disputamos o 5º lugar com uma dupla profissional da Suiça. Acabamos em 6º, deixamos na prova tudo o que tínhamos de força mental e física. Uma experiência tão intensa e cansativa que levou tempo para digerir e me recuperar.

Em 2013, percebi que para evoluir e amadurecer, precisava conhecer melhor meu próprio ritmo e meus próprios limites correndo sozinha. Uma decisão difícil mas necessária, assim como a própria experiência.

A dupla se separou, mas ela não se dissolveu e nem se perdeu.
Tenho um pouco de "Xuxa" em mim. Levo comigo a nossa parceria e toda a vivência juntos. 
Nós tivemos a oportunidade de compartilhar objetivos, dificuldades, desafios, emoções e muitas conquistas. Foi um privilégio e eu busquei aproveitar cada detalhe de tudo. Fica aqui então uma homenagem minha à essa parceria. Fomos e somos corajosos!! Desejo muita saúde a nós para que possamos ter mais experiências tão intensas e ricas como a nossa parceria gorgeous.
Valeu Xuxa!!
Beijos, Vivi

sábado, 10 de agosto de 2013

DICA - Começando a pedalar

Quer começar a pedalar? Vou dar algumas dicas de como escolher a bicicleta ideal pra você:

1) Definir seu orçamento e a finalidade. Lazer no parque? Lazer em estradas de terra? Condicionamento físico? Competição (iniciante)? Meio de transporte?
Existem bicicletas diferentes para as diversas modalidades. Comprar a bike adequada para seu objetivo é importante para manter a motivação na hora de pedalar.

2) Visitar bicicletarias para pesquisar as marcas, preço, condições. Perguntar opinião de amigos especialistas vale! Mande foto da bike com as especificações. Coisas básicas importantes numa bicicleta:
- possui suspensão?
- possui marchas? Quantas?
- qual é o freio? V Break ou Disco?
- o tamanho dela é apropriado a você?

3) Comprou a bike? Peça ajuda na bicicletaria e faça um "fit", ou seja, ajuste a bike para você. 
- É possível mover o selim para cima, para baixo, para frente, para trás e também sua inclinação.
- Ajuste o guidão para a altura adequada a você. Ele também pode ir mais pra frente, pra trás.
É fundamental que se sinta confortavel na bicicleta. Para isso, tem que mexer em todos os detalhes - e se necessário trocar peças - para deixar a bike adaptada ao seu corpo.

4) Não se esqueça dos equipamentos de segurança. Capacete é fundamental, mesmo em locais planos e sem carros. Qualquer coisa pode te derrubar de uma bicicleta: cachorros, pequenos buracos, galhos, outros ciclistas e etc. Um tombo bobo sem capacete pode colocar sua vida em risco. Não arrisque!
Luva é opcional, pode esperar aprender mais sobre bike para entender qual luva precisa, qual quer utilizar e etc.
Óculos é importante quando andando em velocidade mais alta para proteger os olhos de sugeira, galhos, etc.
Use tênis.
Se pedalar à noite, coloque luzinhas na bike, na frente (para ser visto pelo retrovisor dos carros) e atrás.

5) Calibragem dos pneus - saia da loja sabendo encher seus pneus para não ter futuras frustrações, do tipo querer pedalar e não poder. É tão fácil, mas é preciso aprender! Peça para o vendedor lhe ensinar e sugiro que compre uma bomba para não depender de ir no posto ou de outras pessoas.

6) Pesquise sobre as leis de trânsito. Já adianto algumas:
- Bike é como carro, ou seja, DEVE ANDAR NA MESMA MÃO QUE OS CARROS!!!!! Bike não anda na contramão.
- Se bike é como carro, você também não pode trafegar na calçada, furar o farol vermelho, parar em cima da faixa de pedestre e etc.
O que acontece é que o governo ainda não reconhece como deveria a bicicleta como um meio de transporte e por isso não divulga as leis - ou melhor, educa a população - de como o espaço público deve ser compartilhado entre o ciclista, o motorista e com o pedestre. Por isso é meio que um "Deus nos acuda" pelas ruas. Cada um inventa sua própria lei e é isso aí.

Minha sugestão é que cada ciclista busque se educar, entendendo as regras fundamentais de como transitar na cidade e respeitando o motorista e o pedestre. Não podemos exigir respeito se não soubermos respeitar. Lembrem-se sempre disso!

Boas pedaladas!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lojas de bike em Nova York

Para quem não quer perder tempo procurando lojas de bike em NYC - acredite em mim, sair andando e perguntando onde tem um "bike shop" não funciona por lá - vou sugerir um roteiro certeiro.

Na minha opinião Nova York tem 3 lojas de bikes que realmente valem a visita e que são bacanas:

Possuem duas lojas, recomendo a West Side
151 W 19th St

Possuem três lojas, recomendo visitar duas, a do Chelsea, que é cheia de coisas mais urbanas, uma graça, dá vontade de comprar tudo e é bem localizada. E a do Soho, que é o bike shop mesmo <3 <3 <3
Soho - 244 Lafayette Street
Chelsea - 228 7th Ave

- Toga
A Toga é muito show. Ela fica meio escondida e longinha. O melhor jeito de chegar lá (eu tentei todos) é pegando o metrô até Columbus Circle e caminhar na direção Oeste até a 110 West Ave, passando pelo Lincoln Center. É uma caminhada bacaninha. Ou então pegue um taxi de vez!
Upper Westside - Manhattan
110 West End Ave (64th & WEA)

* Quanto à famosa R&A Cycles, recomendo pular a visita. Eles possuem uma loja incrível online e uma visita pessoal pode te deixar meio frustrado. O espaço da loja é grande, mas não é gostoso de visitar e é MEGA longe (Brooklyn). Deixe para comprar lá via internet mesmo.

SUGETÃO DE ROTEIRO:
Caminhe pela 7th Ave para ir na Bicycle Habitat do Chelsea. Saindo de lá, continue a caminhada na 7th Ave até a 19thST até a Sid's Bikes (pertinho). Divirta-se mas não gaste tudo $$! Siga para o Soho, para visitar a outra unidade Bicycle Habitat, no Soho. Divirta-se mais ainda, converse com os caras, é legal. E a região é muito bacana também, cheia de restaurantes e lojas.
Aproveite para almoçar ou jantar por lá. Sugestão de lugar: Café Gitane na Mott St. número 242, pertinho da Prince St. Peça o Cuz Cuz Marroquino e uma taça de vinho ;-)

A visita à Toga não consegue ser integrada à dessas outras lojas! Deixe para ir em outra parte do dia, pois é longe. Mas NÃO DEIXE DE IR! Eles são muito completos, tem muita opção de vestuário (bastante coisa MAVIC), sapatilhas, capacetes, bikes, equipos, etc.

Outras dicas:
  • Confira o horário de funcionamento das lojas para ver se elas estarão abertas no dia que você planejou visitá-las. Já aconteceu comigo e é muito desagradável se deslocar para dar de cara com a plaquinha "closed". Eles fecham em dias aleatórios... ESSA DICA SERVE PRO MUNDO INTEIRO! haha Tenho uma história engraçada com o Xuxa numa visita frustrada à uma loja Specialized próxima a Barcelona. Fomos 2 dias seguidos, nos dois dias estava CERRADO! :-(
  • Nos EUA o preço das coisas já é o preço das coisas. Não tente negociar, lá não tem muito disso... eles reclamam que os Brasileiros sempre perguntam "mas qual é o preço final" ou "quanto você faz pra mim". Tenha em mente que o preço da etiqueta é o preço final + o imposto.
  • Apesar de NY ser NY, eu não acho que lá é o melhor lugar para comprar coisas de bike. Deixei de comprar coisinhas em oturas cidades/lojas porque achava que NY ia ter as coisas mais tops de bike, mas estava enganada. Fiquei bem frustrada, para falar a verdade. 
  • Então se você estiver em uma loja de bike local e encontrar coisas bacanas, manda ver! Muitas vezes essas lojinhas locais tem coisas exclusivas que não encontrará em mais nenhuma loja! ;-)


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Treino do fds: CASAMENTO

No último sábado (03) minha melhor amiga se casou e eu tive a honra de ser uma das madrinhas. Esse tipo de evento não acontece todo dia e desde o começo do ano eu estava com essa data na cabeça, cuidando para não marcar uma viagem, competição ou treino no mesmo fim de semana.

Conforme a data foi se aproximando, comuniquei a minha treinadora para que ela pudesse adaptar minha planilha de treinos. Sendo assim, no sábado, dia do casamento, fiz um pedal leve para não ficar muito cansada para a festa e no domingo tive um super off para poder recuperar e começar a semana descansada para o que vem pela frente.

Além do treino, também adaptei minha alimentação (segurei nos doces durante a semana), pois festa é festa e eu não ia ficar preocupada com a minha dieta diante daquela mesa de doces maravilhosa.

Se dançar é exercício, bem, então posso dizer que queimei umas calorias... hehehe...

Vida social com os amigos de fora do treino muitas vezes fica em segundo, terceiro ou até em último plano. A rotina é tão apertada e a gente já se diverte tanto pedalando, que eventos badalados não são nossos favoritos. Quando um amigo mora ou trabalha perto, rola de marcar um almoço de vez em quando, mas, raramente fazemos programas das antigas de sair pra dançar, ir à bares e dormir tarde da noite. Normalmente o relógio biológico nos coloca na cama antes das 22h30.

Mas, com todo o esqueminha ajustado e a possibilidade de me preparar psicologicamente para o casamento da minha amiga (também tem isso!), consegui curtir muito toda festa. Fiquei tão ansiosa para vê-la entrar na igreja quanto fico na largada de uma prova. Tive que usar algumas estratégias do esporte para não desmoronar em emoção naquele momento!

Só no domingo que tive um dia esquisito. Acordar às 13h é tão estranho pra mim como deve ser para a maioria das pessoas levantar às 4:20 da manhã - como faço toda 3a, 4a e 5a. Mas, ontem já estava com minha rotina de volta ao normal, só que agora mais firme na campanha para que festas e casamentos sejam de dia, e não de madrugada! :-p

Ps: Parabéns Ju+Mat, sejam mto mto felizes, amo vcs!!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vídeo sobre treinamento do atleta Henrique Avancine

Assisti esse vídeo hoje e achei super bacana! Conhecendo um pouquinho mais do atleta Henrique Avancine e seu treinamento. Ele está nesse momento ocupando o 25º lugar no ranking da UCI, melhor colocação de um atleta Brasileiro até hoje! Parabéns Avancine!!! Orgulho!!!



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Extra-Extra! Existe um elástico de cabelo que funciona de verdade!!!

Mulherada esportista, descobri um elástico de cabelo que funciona bem para quem tem muito cabelo! Finalmente!!!

Infelizmente ainda não achei para vender no Brasil (qué qué qué quééé...), nos EUA encontrei no Walgreens e na Duane Reade.

É de silicone, prende firme e não cai.


As corredoras cabeludas podem fazer um rabo de cavalo alto que o elástico segura.

Para mim (ciclista), três elásticos revolvem perfeitamente na hora do pedal: um segurando o rabo de cavalo, um no meio e outro mais pra ponta do rabo, evitando embaraçar e ficar muito sujo de lama, sujeira do chão e etc.

Outra opção - essa para quem tem cabelo mais fino - são os elastiquinhos de silicone pequenos. Dependendo do pedal (chuva, lama etc..) eu coloco vários desse, só que ele arrebenta fácil e eu sempre chego em casa com metade do que coloquei no começo!