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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

WHY DO YOU RIDE?

Esse vídeo foi uma dica do leitor João Meireles. Obrigada João :-)


Por que eu pedalo? - Parte III

(continuação do post anterior, aqui)


8º - Insanidade parte II

Era hora de trocar o carro. Mas eu mudei de idéia e troquei de bike.
Casei com uma Epic (Specialized) e foquei 100% nos treinos pra bike (até então eu ainda treinava corrida...).


9º - Encontros

Fui cada vez conhecendo mais gente. Num reconhecimeto do Ravelli em Itu, conheci o Tadeu que fez algumas provas do Ravelli comigo em 2012. Nesse dia também conheci a Su (Susan Zorzetto) que também treina com a Adriana Nascimento. Esse foi o dia épico que a gente se perdeu horrores junto com a Lurdinha e o Marcio, foi tenso mas engraçado. Graças ao Marcio conseguimos voltar aos carros depois de umas 5 horas de pedal.

E logo depois, num bate-papo com o Xuxa (Ricardo Tamaoki) - também aluno da Dri - fechamos uma parceria para correr o Big Biker 2012 em dupla mista.

E aí, a partir disso não tinha muito como a bruxa (apelido carinhoso dado à nossa grande mestra Adriana Nascimento) dizer não pra mim, teve que me aceitar como aluna! rsrs

Março de 2012 foi meu primeiro mês 100% focada no MTB e como Legionária da Adri Nascimento.
Também marcou como o início de uma temporada de muitos e muitos tombos...

10º - Foco

Eu já sabia que o Xuxa tinha interesse em fazer a Brasil Ride e eu queria muito poder acompanhá-lo no desafio. Consegui focar nos treinos e nos ensinamentos da Adriana para evoluir. Ignorava os tombos para poder seguir sem me sentir mal e tive que aprender o máximo possível de MTB em 6 meses.

Fizemos juntos todas as etapas do Big Biker (fomos campeões!), fizemos o HAKA MTB (campeões também!) e fomos para a Espanha fazer o Caminho de Santiago de Compostela apenas com uma mochila nas costas. Foi um training camp de agilidade e foco - bem útil para tudo na vida (dá pra passar 6 dias sem condicionador de cabelo...).

Não existe uma apostila ou uma cápsula de técnica que faça você ficar pronta assim do dia pra noite, para uma ultramaratona como a Brasil Ride. Mas minha vontade era tanta que eu dei um jeito.. E com a parceria do Xuxa e tudo isso que fizemos, a missão foi cumprida com sucesso!


Enfim...
E assim foi... para 2013, planejei me conhecer um pouco mais, sair da "zona de conforto" (não que eu estivesse em uma..) e competir sozinha.

O foco foi o Big Biker, quatro etapas dariam um capitulo à parte na minha vida.
Cada prova tem uma história, um enredo, um aprendizado...
Ganhei o campeonato, o que pra mim significou que ser campeã é muito mais do que estar forte de perna (eu não pedalei bem nas três ultimas etapas...).
É saber controlar a ansiedade, lidar com imprevistos, é cair e conseguir levantar, é estar bem, e é o contexto no qual nos encontramos - pois eu só venci porque imprevistos, quedas e dias ruins não acontecem apenas comigo.

Chegada da 1ª etapa do Big Biker 2013, com a mão quebrada
2013 também foi um ano de muito trabalho e mudanças na vida pessoal. E meu relacionamento com a bike, meu desempenho nela tudo tem a ver com cada fase que passei. Meio doido, mas faz todo sentido.

Agora me preparo para 2014. Estou traçando os objetivos e iniciando o treinamento de base. Cuido para conciliar bem o trabalho, a família e amigos, o treino e o descanso - talvez esse seja o maior desafio.

Minha família já se acostumou com a bike na minha vida, e eu também. Não é uma paixão, não vai acabar quando minha força física se for. É um amor e eu espero envelhecer ao lado da minha magrela.



Por que estou contando tudo isso?

Principalmente porque gostaria de motivar outras pessoas a irem atrás de seus sonhos, de serem ambiciosas e acreditarem que dá.
Eu era uma pessoa triste e a bicicleta mudou minha vida. Me ajudou a encontrar consistência, a viver de acordo com meus valores...

Talvez porque eu tenha encontrado uma forma boa de extravazar minha agressividade reprimida, não sei. Mas através da bike, fiz amizades, pratico camaradagem, jogo conversa fora, dou risada, me divirto, me uso...
A bicicleta é meu local de descanso. Talvez porque a liberdade seja isso.
E como vejo que esse efeito é comum, não acontece apenas comigo, quis contar tudo aqui, caso ocorra de mais alguém se identificar, se encorajar, e seguir em frente com seu sonho.
Não precisa ser de bike...  mesmo que de bike seja mais legal :-)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DICA: O mantra do ciclista

Ao sair pra pedalar, na hora de fechar a porta de casa, o ciclista mentaliza o mantra: "CAPACETE, ÓCULOS, SAPATILHA, LUVAS, GARMIN, KIT"

E assim busca evitar a chateação de chegar no local do pedal e perceber que algum ítem fundamnetal estava faltando...

* O KIT é aquela sacolinha que você leva tudo que você pode precisar e não pode faltar: óleo para corrente, ferramentas, câmaras, bomba de ar, espátula, protetor solar, Bepantol, baby wipes (pra tirar um pouco da sujeira ao fim do pedal) e etc.

#DICA :-)



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Por que eu pedalo? - Parte II

(continuação do post anterior, aqui)

6º - Insanidade

Haka MTB 2011
Em meados de Abril, o Chris comentou comigo sobre o HAKA MTB, prova de 4 dias na região de São Bento do Sapucaí. Disse que em 2010 tinha feito apoio e ficado com vontade de competir e me chamou então para ser dupla dele nesse ano. Sem nem pensar (e sem nem ter idéia do que era um singletrack - OKAY?), eu topei. To dentro Chris!

O Chris acabou tendo um imprevisto e quem entrou no lugar foi a Lisandra Mesquisa, de Ribeirão Preto. A Lis corre pra C*****O e pedalava muito melhor do que eu, mas estava disposta a acompanhar meu ritmo iniciante. E lá fomos nós. Havia mais uma dupla feminina, a Elenita e a Bia Granziera (foi muito legal correr com elas - no ultimo dia pedalamos juntas o tempo todo na maior cantoria!).

E aí... o que foi que aconteceu... adivinhem... começamos a entrar nas trilhas e em trechos mais técnicos, com pedras, raízes, solo escorregadio, e por aí vai. Até então eu achava que as pessoas carregavam a bike em lugares assim, mas aos poucos fui percebendo que não, todo mundo pedalava ali. Mas como? Sério? "Mas alguma mulher passou pedalando por aqui?" (eu perguntava para os staffs)... E eles me falavam que sim, inclusive que a Adriana Nascimento passava rápido!

Aquilo ficou na minha cabeça e eu fiquei intrigada... Como que pedalava ali? Por onde a bike passa? - Se dá pra fazer, eu quero aprender!

 

Conheci a Pequena Grande Adriana Nascimento no fim da prova. E observei as meninas que pedalam, como elas entendiam do assunto, como elas curtem! Aquilo me encantou...

** Depois do Haka MTB comprei uma speed para poder treinar direitinho em São Paulo e quando meu treinador me viu pedalando pela primeira vez, fez um comentário que achei curioso. Ele disse que meu pedal era melhor que minha corrida.. Eu num entendi.. corria desde novinha, estava evoluindo, super envolvida. E ele me vê pedalando por 3 minutos e já de cara tira essa conclusão... Me fez querer saber mais coisas sobre o mundo da BIKE.

7º - E começam os treinamentos (e mais tombos)

O Chris me apresentou à Flavinha Dallacqua e depois à Vanessa Cabral. Num dia ligou para elas e perguntou se eu podia ir pedalar com a turma do Ravelli lá em Itu (ele não iria). E lá fui eu sozinha, sem nem saber colocar a roda na bike direito, super acolhida pelas duas.

Nesse dia conheci parte da trupe: Paola, Thomas, Lica, Lurdinha... Eu ia de lanterninha, fechando o caminho. E caia até parada (a Paola lembra bem né Pá!).

Assim que o Ravelli começou as clínicas de MTB eu me inscrevi logo na primeira. Foi o começo da salvação!!! Passei a ter alguma noção sobre bicicletas (e como me manter em cima dela) e me inscrevi para participar do GP Ravelli em dupla com o Chris. Lembro apenas de fazer um esforço SURREAL mas de terminar a 2ª etapa muito feliz.


Na 3ª etapa do Ravelli ainda conseguimos pegar pódio, 3º lugar!! Foi o máximo!
Nesse meio-tempo, experimentei uma prova de triathlon

(to be continued) - aguardem o post dos próximos capítulos!!!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Por que eu pedalo? - parte I

De onde surgiu essa paixão pelo MTB? Como a bike entrou na minha vida? Por que tanta motivação?

Essas perguntas me fizeram pensar... e ao compartilhar essa parte da minha história com quem teve a curiosidade de me perguntar, percebi que ainda não tinha escrito nada a respeito. E como eu gosto de escrever, aí vai! Em 3 partes, pra não dar sono...

1º - Insistência

Eu quis aprender e fui atrás de desmistificar as trilhas e superar obstáculos, começando do zero.

2º - Bulling nas Barbies

As bonecas eram legais, mas eu gostava mesmo era de brincar com os meninos. Nunca fui fresca e cresci andando descalsa no sítio.

3º - Afinidade com o chão

Meu primeiro acidente de bike foi lá no sítio, numa curva de pedras grandes e soltas. Me assustei com os berros da minha irmã ao ver uma cobra, perdi o controle da bike e fui pro chão. Foi o debut das cicatrizes no antebraço. Num ato de desespero sai correndo em busca de socorro, larguei a bike lá mesmo.


Continuei pedalando pra cá e pra lá, normalmente a passeio ou como meio de transporte, e sem desenvolver entendimento mais profundo sobre o assunto.

4º - Outcast total

(anos depois...) Eu treinava numa assessoria de triatlon (foi indicada por uma amiga), mas consegui mesmo assim encontrar escudeiros que me levaram para o "caminho da luz" (digo, da trilha).


2010 - a 1ª MTB
Em 2010 fui motivada pelos meus treinadores de corrida Caio Poletti e Douglas Garcia a pedalar. O Douglas me levou na ciclovia pela primeira vez e depois fizemos alguns pedais na USP - isso tudo com a minha Caloi Supra (lembro que ganhei ela de aniversário de 16 anos, adquirida na Ciclo Ravena). Ele também me apresentou a uma pessoa especial, que teve (tem) um papel muito importante nessa minha ingressada no esporte - a Martha. Ela também treinava na MPR e fazia corrida de aventura - ou seja, encontrei alguém que me entende! A gente se deu bem de cara e eu ganhei uma grande amiga, parceira de corridas, treinos, viagens e projetos.

Eu e a Má em Pucón na corrida da FAAP
Gostei muito e tinha sede de aprender tudo o que envolvia o universo da bike. Aí, de Natal me dei de presente uma Trek 6.500, toda bonitinha com firma pé e tudo (vai vendo...).


A 1ª corrida de aventura - Troféu São Paulo (janeiro de 2011)
Logo que comprei a azulzinha (essa foi adquirida na Tutto Bikes), fui convidada (através da Martha que me apresentou ao Chris) para correr na equipe Lebreiros de corrida de aventura. Eu corria a pé e tinha bom condicionamento - mas meu pedal era uma judiação..
Nessa prova havia um trecho no qual era necessário pedalar empurrando a bike do parceiro, só que eu, que mal conseguia parar em pé na minha própria bike, ia fazer como? Foi nessa hora que apareceu um "doido" muito gente boa de carro disposto a me ajudar - o Hadi! Foi me dando umas dicas até eu conseguir fazer o malabarismo. Só que durou poucos metros, fui pro chão e segui na minha maneira "delicada" de ser, "vai de qualquer jeiro" empurrando e correndo..

5º - O Chris - arranjei um irmão mais velho!

Mas quanto mais eu sofria na bike, mais eu queria aprender a dominar a magrela. Se todo mundo conseguia fazer, eu também ia conseguir... Aí o Chris, da Lebreiros, me adotou como irmã e começou a me ensinar o b-a-ba do esporte de aventura. Todo final de semana ele me levava para algum lugar pedalar. 

O 1º treino a gente nunca esquece
Foi logo depois dessa prova do Troféu SP. Eu, Chris, Santo e Guilherme Cirilo, em Itupeva. Eles devem ter feito 1/3 a mais do que eu porque sempre voltavam para me "buscar". Como toda iniciante, para treinos de 1h30 eu ia equipada para passar uns 3 dias fora..

Troféu SP de Corrida de Aventura

(to be continued) - aguardem o post dos próximos capítulos!!!