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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

1º lugar no 6hs de MTB equipe GP Ravelli - Fechando 2014 com sofrimento em alto nível!

Se eu achava que Cross Country Olímpico era ruim, descobri uma prova ainda mais “suicida”, o tal do “várias horas”: 6hs, 12hs, 24hs de MTB e todas as suas variações.

Para quem não conhece, o MTB “X” horas é uma prova na qual a equipe ou atleta que der o maior número de voltas na pista dentro dessas horas – seguindo todas as regras do regulamento –, ganha.

Esse tipo de evento costuma ter várias categorias. As básicas são:
  • Solo - Suicida Master – admiro muito quem tem ganas de enfrentar uma prova dessas nessa categoria (e ficar dando voltas no mesmo circuito por mais de 6 horas)
  • Dupla - Suicida – você está a todo momento sozinho, já que quando não está pedalando, sua companhia está na pista e você precisa se preparar para a próxima troca 
  • Quarteto - Semi-Suicida – é dinâmico e dá tempo de conversar com todos, trocar experiências e se divertir mais – o contra ponto é que cada entrada na pista é um “tiro pra morte” já que depois terá tempo de se recuperar
  • Sexteto - dependendo da prova (o 24hs da Brasil Ride, por exemplo, vai ter essa categoria)
  • A dupla e o quarteto podem ser masculinos, femininos ou mistos e tem solo feminino e masculino
As pessoas falam que eu estou sempre sorrindo - não era o caso! rs
Entre as regras, além das obvias – como não ser permitido cortar caminho - tem várias outras que dão o tom da brincadeira. Por exemplo: 
  • Se ocorrer algum problema mecânico e estiver na primeira metade da volta, “boa sorte amigo”, a regra é andar apenas em um sentido, não pode voltar pra trás em hipótese alguma ou sair do percurso (fora da zona específica para apoio);
  • O atleta/equipe só pode receber apoio fora da pista, no local determinado;
  • Não é permitido luta livre (Ráaaa, pegadinha pra ver se vocês estão lendo tudo); 
  • O revezamento de atletas das equipes obrigatoriamente acontece dentro de uma área de transição, onde há com fiscalização;
  • A equipes mistas devem intercalar o revezamento entre homens e mulheres. 
Minha primeira prova dessa modalidade foi no sábado passado, em São José dos Campos, o 5º 6h de MTB VINAC.

Fui convidada para integrar o quarteto GP Ravelli, e ninguém menos do que o próprio mestre Marcio Ravelli, deca campeão Brasileiro de Mountain Bike (para resumir seu currículo), seria um dos meus parceiros.

Minha amiga especialista em MTB e organizadora do GP Ravelli Vanessa Cabral e o Rafinha de Almeida (pupilo do Ravelli) completaram esse time sensacional.

Resumindo, foi uma oportunidade maravilhosa de estar ao lado de pessoas incríveis e uma baita responsa por ser considerada boa o suficiente para estar entre eles.

Mas não é só isso que me empolgava. Recapitulando meus passos para chegar onde cheguei na bike, quem me ajudou a começar e dar as primeiras pedaladas nesse sentido, foi esse casal muito querido Vanessa e Ravelli. 

Eles me acolheram logo que eu comecei a pedalar em 2011, e tinham toda paciência do mundo comigo. Só para mencionar alguns fatos:
  1. Uma das primeiras vezes que fui pedalar com eles em Itu, eu ainda não sabia montar a bike direito, e só durante o pedal que o Ravelli viu que minha blocagem dianteira estava solta e colocada errada (a roda estava solta!) – e ele não me julgou nem me fez sentir mal;
  2. Eu ficava pra trás, atrasava a turma, caia nos areões, nas trilhas e nas pausas porque não desclipava o pé certo (ou simplesmente esquecia de desclipar qualquer pé), e ninguém me julgou ou fez me sentir mal por isso (ao contrário, sempre me incentivaram a melhorar);
  3. Um dia fui treinar com eles e acabei indo de firma-pé (aquele pedal com “gradinha” em volta) – só que aí eu não conseguia pedalar na trilha e como eu ia muito devagar, perdi as pessoas da minha frente de vista – isso fez com que eu e quem estivesse atrás de mim errássemos o caminho. Resumindo... ficamos perdidos e deixamos um punhado de gente preocupada!
Então... por isso que sinto tanta gratidão e carinho por eles. Sempre me incentivaram, mesmo quando demonstrei não ter talento nenhum pro pedal. Eles fazem parte desse processo que me trouxe até aqui (e com certeza do de muitas outras pessoas também).

Dado esse histórico, tive que segurar a emoção na largada da prova, quando por um segundo me olhei de fora e lembrei dessa história e trajetória. Apesar de ter sido puro mérito do meu esforço e dedicação, parece mágico.

Voltando ao assunto competição, o 6hs de MTB em SJC tinha como regra que a largada para as equipes mistas tinham que ser feitas por uma mulher e que seria no estilo Le Mans (corrida até a bike), para tentar dispersar um pouco o pelotão e não afunilar nas trilhas.

Durante uma das minhas votas no 6hs de MTB
A equipe decidiu que eu iria largar.

Acho que o jeito mais fiel de descrever essa largada é dizendo que foi uma sessão de “tortura pré suicídio” rsrs. Foram aproximadamente 2km até a bike, só que correr de sapatilha com solado de carbono não é exatamente correr, é dar pulos e tentar passar uma perna na frente da outra! E depois subir na bike para dar tudo de si num calor de 40 graus, Ave Maria! Dores na panturrilha me fizeram lembrar disso durante toda semana.

Ironia a parte, logo na largada senti uma coisa que nunca senti antes... uma motivação especial, uma “decisão” de puxar além do limite conhecido, me sair bem. O famoso “mostrar porque vim”. Quem compete sabe que não é todo dia que estamos com esse tipo de sentimento tão presente.

Não tinha pressão da equipe – claro que todos queriam ganhar, mas não tinha um que queria mais que o outro, não tinha peso. Estávamos juntos, na mesma página, na mesma batalha. Esse sentimento é incrível, e acho que era essa a motivação especial.

As vozes de cada um deles me incentivando “Vai VIVI!!!!”. Caramba, é isso mesmo, o Ravelli está torcendo por mim?? Claro, ele é do meu time!! Uaaaaaau...

E sempre que possível eu puxava uma marcha mais pesada, dava uma pedalada a mais na descida, freava menos na curva... “Estou dando o meu melhor?” foi meu mantra durante cada uma das 3 voltas que eu dei.

Seguindo a regra da corrida, revezamos mulheres e homens. Eles, claro, deram mais voltas do que nós, e a disputa acirrada com a equipe adversaria fez com que tivéssemos que defender nossa colocação a cada segundo.  Eu e a Van demos uma volta por vez para que pudéssemos dar tudo o que tínhamos, um sprint maluco de 26-29 minutos.

A sensação de chegar na área de transição e pastar o “bastão” (no caso pulseira) para o colega de equipe com a sensação de missão cumprida (precisando de uma pausa para recuperar o fôlego e tal...), ahhh simplesmente não tem preço.

No final, a liderança que adquirimos na primeira volta foi crescendo ao longo das 6hs e vencemos na categoria quarteto misto. Uma vitória muito comemorada e especial, para ser lembrada para sempre.

Equipe GP Ravelli - 1º lugar quarteto misto no 6hs de MTB SJC
Essa prova representou pra mim a mágica da vida, que os sonhos se realizam quando investimos neles, e que o trabalho em equipe – quando há equilíbrio e objetivo em comum – é extremamente recompensador.

Obrigada a todos que torceram por mim e gritaram meu nome – principalmente na disputa de Dança das Cadeiras (rsrsrs) e um agradecimento especial ao Leo e Vânia, pais da Van, que nos receberam em sua casa, cuidaram da nossa fome e acompanharam como membros da nossa equipe essas 6hs.
Leo, Vania e Van na nossa barraca
Estou fechando o ano com chave de ouro.

Gratidão ao mestre lá de cima.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Eu e o XCO – uma relação de amor e ódio!

Como o próprio nome já diz, o Cross Country Olímpico é a modalidade olímpica do Mountain Bike, que consiste em dar voltas em um circuito fechado e técnico, cheio de obstáculos, subidas e descidas. Ganha quem chega primeiro.

Diferente de maratonas/ultra-maratonas, o XCO atrai grande público, já que os atletas passam várias vezes no mesmo lugar. O público também pode circular pela pista e ver a corrida de diversos “ângulos” durante o evento (geralmente até no máximo 1h45min) – o que é bem divertido até pra quem assiste.

Essa modalidade é pra mim a mais dura de todas do mountain bike. É muito difícil pilotar em competição acirrada no circuito super técnico e manter a concentração total em si mesmo, isso tudo com o coração na boca – e, diga-se de passagem, com a comida também voltando pra boca (eca!! – pelo menos é o que acontece comigo rs).

Talvez seja difícil pra mim por eu treinar para longas distâncias e muitas horas de selim. Mas a verdade é que nunca fui fã de contra-relógios / corridas explosivas.

Tudo bem que nada se compara com um XCO, mas quando fiz minha melhor meia maratona (a pé) depois de muito treino, lembro de terminar estressada. Quando fiz um short de triathlon, foi  a mesma coisa – cruzei a linha em 4º e xingando o cara que inventou a modalidade.

Esse negócio de largar, perseguir e ser perseguida, e simplesmente ter que andar o mais rápido possível, no limiar o tempo todo, sempre me esgotou. Sou encantada pelas provas longas, que dá tempo de pensar estrategicamente, planejar e curtir certos momentos.

“Mas então qual é a graça Vivi? Por que você se atreveria a fazer XCO?”
Porque além da trilha técnica e da torcida (eu amo as duas coisas), estou sempre em busca de melhorar e desenvolver minhas fraquezas. Por isso me inscrevi no Circuito Pague Menos by Ravelli, que foi no último domingo em Nova Odessa.

Além disso, todos os aspectos de uma prova de XCO agregam muito ao treino: a explosão, a pilotagem/técnica, competitividade, foco, estratégia, concentração... Por isso, sempre que possível, encaixo uma prova dessa modalidade no meu calendário.

O percurso, montado pelo próprio mestre Ravelli, estava impecável. Quase toda em singletrack, descidas fluidas, subidas técnicas, obstáculos difíceis e desafiadores.

Como eu fui? Bem! Consegui segurar a 5ª colocação (yeeeeey!!!) e fazer parte de um super pódio com as principais atletas do país! Mas eu parecia uma desgovernada na trilha. Aleatoriamente a cada volta eu acertava obstáculos que depois eu errava, e vice-versa, e assim foi até o fim.  Ficou muito claro que o que controla uma prova dessas é o pensamento. Qualquer lasquinha de pensamento fora do foco de onde você tem que ir te atrapalha – e isso é algo que eu preciso treinar.

O que ficou? Além de uma tatuagem nova após um tombaço na ultima volta, ficou claro cada ponto de fraqueza, cada detalhe que posso trabalhar para melhorar. Ficou claro que tenho muito que evoluir e que ao mesmo tempo já dei um salto imenso desde quando comecei.

Ficou um aprendizado e a vontade de seguir colhendo lições, e essa é a minha relação de amor e ódio com o Cross Country Olímpico!


J

Crédito das fotos do evento: SportStock





Crédito: Eduardo Rodrigues

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Relato Brasil Ride 2014

A Brasil Ride acabou sábado passado, mas só ontem retornei da Chapada Diamantina, após merecidas férias.

[Crédito das fotos: Sportograf / Brasil Ride]

Vista da Cachoeira da Fumaça, que estava seca.
Realmente a região é especial. Além das paisagens espetaculares, da comida deliciosa, dos rios e cachoeiras, das cidades curiosas e cheias de história, possui as melhores trilhas que já pedalei.

Pelas ruas de Igatu, cidade de 300 habitantes (foto arquivo pessoal)
Trecho do Downhill de Igatu (Trilha do Capa Bode) - (foto arquivo pessoal)
Lençóis (foto arquivo pessoal)
Demora uns dias para se acostumar às pedras e areia (e pedras com areia em cima que deixa tudo mais escorregadio), mas depois de rodar o prólogo e acelerar na largada da prova, a pedalada flui e é um tal de sobe e desce pedra muito bom - para quem curte trilha, é claro.

Prólogo
Minha Specialized Woman Era S-Works 29" full suspension significou mais do que uma conquista na minha carreira de atleta, pois eu tinha em mão simplesmente a melhor ferramenta possível para o que iria enfrentar. Uma máquina maravilhosa que tirou sorriso do meu rosto mesmo nos momentos mais difíceis.

(foto arquivo pessoal)
Quem acompanhou a prova pelo facebook, insta e afins, com certeza soube que esse ano tinha muito mais areia que no passado, deixando os percursos mais "pesados". Não posso reclamar disso, acho que meu peso ajudou a passar os areiões :)   - mas que tem muita areia... isso tem!!!


Quando decidi que ia fazer a Brasil Ride nesse ano, coloquei como pré requisito ter uma dupla que, antes de mais nada, fosse uma pessoa com quem tivesse muito respeito e amizade.

Queria formar uma parceria forte, pois sei que em uma prova como essas - uma das mais difíceis do mundo -, nossos limites são testados e nossas fragilidades são escancaradas, ficamos vulneráveis.

Eu não queria compartilhar isso com qualquer pessoa - e também não queria ter grandes surpresas em relação ao meu parceiro no meio da competição.

Foi baseado nisso que propus ao Mandetta a parceria. Além de ser um grande amigo e parceiro de treinos, nosso nível técnico é muito parecido e ele estava cada vez mais focado e forte na bike.


Foi muito especial poder correr com um amigo, compartilhar as dificuldades e conquistas. E no meio disso, um pouco de diversão. 

Infelizmente meu parceiro não teve dias muito bons na bike, sofreu brutalmente com o calor do 2º dia, e acabou tendo um desempenho geral aquém do que era capaz. 


Mesmo assim tivemos momentos de muita força juntos. Um deles, em que o "Mandetta foi o Mandetta", foi na 6ª etapa, voltando de Rio de Contas pra Mucugê. 

Começamos a etapa muito devagar, com cuidado para ter energia até o fim. De repente, por volta do km 70 o "Pag" despertou e disparou montanha acima, me largando pra trás.

Depois de uma conversa acertamos o ritmo da dupla e seguimos recuperando uma boa parte do "tempo perdido" no início da etapa.


A TAL DA 2ª ETAPA (Mucugê X Rio de Contas)

Também tivemos um pouco de falta de sorte com problemas mecânicos, principalmente na 2ª etapa.

Antes de entrar no Vietnam, o Mandetta - já sofrendo com o calor - teve problemas com o freio traseiro, e removemos as pastilhas. Até aí tudo bem.

O problema é que essa etapa da Brasil Ride exige toda e mais um pouco de treino e reserva de energia que temos e isso, somado ao calor que estava, atrapalha qualquer planejamento.

Um dos problemas de pedalar cansado e se sentindo mal em trilhas é que fica quinhentas vezes mais difícil de pilotar a bike. 

Qualquer obstáculo se torna um obstáculo de verdade... em um trecho que não deveria oferecer nenhum perigo, o Mandetta acabou se enroscando em uma bike que foi deixada muito perto da trilha, e nessa queda boba machucou feio o antebraço (depois teve que levar 15 pontos!!).

Entrada do Vietnam
Mais pra frente, tive um chain suck BIZARRO, a corrente prendeu em três lugares diferentes (chain master fuck), e levamos por volta de 1h para resolver o problema, entre soltar a corrente, ver que não era suficiente, afrouxar/soltar a coroa, perder um parafuso na areia, tentar prender a corrente no calor e desespero, querendo sair daquele lugar o quanto antes.

Na correria e adrenalina para não perder o corte - as longas pausas pro Mandetta se refrescar na água nos deixaram sem margem para problemas mecânicos - acabei dando uma porrada no disco traseiro em uma descida de pedra bem técnica no final do Vietnam - o que me custou uma roda 95% travada. Não tínhamos tempo e resolvi seguir com a roda presa mesmo, até onde desse.

Saída do Vietnam
Depois do Vietnam, subimos mais um pouco e descemos muuuuuuuuuito, uma descida íngreme em estradinha e muita areia. Fui embora achando que ele estava na minha roda, já subi a outra rampa tentando usufruir de algum momentum. Tinha uma respiração atras de mim e achei que era ele, mas quando cheguei no topo e olhei, não reconheci nenhum dos rostos. E tampouco ele estava por perto. Comecei a voltar e depois de um tempo nos encontramos, ele teve que descer a pé, pois não tinha mais freio dianteiro.

A essa altura eu já sabia que a nossa linha de chegada não seria em Rio de Contas, e sim no corte de Arapiranga. O Mandetta - acho que por conta do cansaço - não estava compreendendo nossa situação e tinha certeza que chegaríamos em Rio de Contas pedalando. (Confesso que eu já nem tinha mais pique pra isso).

Arrumamos o freio dele e depois o meu. E seguimos para Arapiranga.

Não foi tanto frustração que eu tive, e sim raiva, estava brava. Tínhamos 100% de condições de terminar a etapa e com um bom tempo. Eu tinha que ter sido mais firme e puxado meu parceiro para fora do Vietnam o quanto antes possível. Não fosse tanta curtição da água (e eu de certa forma passiva - não queria ser chata) não teria tido chain fuck e nem me enrolado na pedra depois. Teríamos tempo para arrumar o freio dianteiro e passar do corte.

Quando chegamos em Arapiranga eu já tinha deixado pra traz minha braveza e estava tentando extrair alguma lição. Me juntei as outras meninas divertidas que também ficaram no corte e começamos a compartilhar nossas histórias e fazer piadas. Pudemos dividir o gosto amargo de ficar no corte e não concluir uma etapa. Tinha muita gente lá, mais de 50 pessoas com certeza.
Acho que essa foto foi tirada pelo celular da Pamela!
O Mandetta se juntou aos outros meninos legionários também cortados, todos tentando compreender o que deu errado - e outros apenas sobrevivendo, ainda passando muito mal pela desidratação.

Mais tarde - se não apenas no dia seguinte pela manhã - ficamos sabendo que todos que ficaram no corte de Arapiranga continuavam na competição com uma penalização de 5 horas.

Por causa da desclassificação do dia anterior, tinha me preparado para fazer o circuito do Cross Country (3ª etapa) a tarde, quando a pista estivesse vazia, para poder curtir. Com a notícia, me arrumei correndo e fui pra largada. Acabei alinhando lá atrás, o que me custou caro pois tenho certeza que um bom local na largada me garantiria a 4ª volta. Eu acabei dando 3 e o Mandetta 2 voltas - ele aproveitou o dia para recuperar.
Etapa XC
A 4ª etapa foi talvez a melhor de todas. Tivemos um desempenho regular e me diverti muito no downhill do Kamikaze. Nos trechos mais quentes da prova tive o luxo de beber água super gelada do meu camel back que começava a descongelar. Apesar da nossa diferença de ritmo na subida, meu parceiro manteve-se constante e chegamos muito bem em Rio de Contas. Acho que foi nossa melhor colocação na prova.

A 5ª etapa começava com uma subida pouco íngreme, primeiro em estrada depois em trilha com muita areia. Depois seguiríamos em trilha por um bom tempo. Fizemos uma largada forte com o intuito de ficar no pelotão do meio e conseguir chegar bem nas trilhas - onde teríamos potencial para andar bem e ganhar um tempo.
Um pneu furado no começo da descida em trilha roubou muito tempo e nossa largada forte garantiu apenas que não ficássemos muito pra trás. Conseguimos recuperar apenas um pouco do tempo que perdemos.

Já dei uma pincelada de como foi a 6ª etapa, retorno de Rio de Contas pra Mucugê acima. Foi nossa melhor etapa como dupla, a partir do KM 70 entramos em um ótimo ritmo e assim seguimos até o final.
Trilha sensacional na 6ª etapa
O último dia foi para fechar com chave de ouro uma prova sem quedas sérias e curtindo as trilhas de Mucugê. Foram quase 4hs em despedida e conclusão desse grande desafio que é a Brasil Ride. Os treinos, o cansaço, a dificuldade de conciliar o trabalho com a bike, as inseguranças sobre condição física e etc... a resposta de tudo estava ali - eu consegui! É possível / FOI possível.



Foi muito diferente do que eu esperava, uma batalha mais de cabeça do que de perna, mas isso me ajudou a determinar melhor meus objetivos na bike, deu mais consistência aos meus valores e, de uma vez por todas, fez eu acreditar em mim mesma.

O que fica agora é mais e muita vontade de pedalar e superar meus limites. Não vejo a hora de subir na bike e começar um novo ciclo. Que venha 2015 e novos grandes projetos!

Valeu super pag amigão Mandetta! Essa ficou pra história!

Obrigada a todos que me apoiaram e tornaram essa missão possível: Família, namorado, amigos e todos os colegas de trabalho. Sei que é estranho e difícil compreender e conviver com essa minha vida minha dupla (e meu stress na véspera de prova que tb é duro!). MUITO OBRIGADA, amo vocês.

Aos meus parceiros e apoiadores, imensa gratidão: Caçula de Pneus, Specialized, Pedal Urbano, Mr. Tuff (NUUN, Honey Stinger, Optimun Nutrition), Adriana Nascimento, Marcos Maitrejean (Movimento Funcional).

Um muito obrigada especial à equipe Pedal Urbano (Guto, Renato, Zé Mecanico, Pimpolho, Dani, e toda turma) que me deram um apoio profissional essencial para fazer uma Brasil Ride tranquila e com prazer de subir na bike limpa, lubrificada, calibrada e regulada a cada dia. Sem contar com a torcida e risadas! Valeu pessoal!

Mudando de modalidade, competição fervorosa! rs (foto @verdeciclista)
AMIGOS

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Brasil Ride - Dica #1 - Tenha boas referências

Ufa! Demorou mas chegou! Finalmente consegui parar para fazer isso. Gente, não foi falta de vontade! Eu queria preparar um vídeo bem legal de dicas (na verdade vários) para postar aqui no blog, tentei fazer algumas parcerias, mas não estava indo pra frente. Então, para não paralizar e fluir com as minhas ideias, estou usando os recursos próprios. Ou seja, sem edição, sem vinheta, sem firulas... Está simples, mas feito com carinho, ok? Aliás, se alguém souber me informar como faço para tirar o efeito "espelho" do vídeo, ficarei muito agradecia :)

Vou postar um vídeo por dia. 

Primeira dica: Tenha boas referências

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O passo a passo para começar no MTB - só que ao contrário!

Diferente da maioria dos Italianos, Franceses, Holandeses, dos Canadenses de Wistler ou dos Americanos do Colorado, nós, Brazucas, por cultura, não temos tanta familiaridade com a bicicleta.

Quando crianças, aprendemos a pedalar sem rodinhas e temos pelo menos uma cicatriz de um tombo, seja na memória ou no corpo.

Mas hoje, adultos, a maioria de nós vê a bike mais como um brinquedo do que como a ferramenta completa que é, de transporte, lazer e esporte. 

Uma das consequências dessa relação que nossa cultura tem com a bicicleta é que, quem tem interesse em iniciar-se no esporte, precisa de um certo esforço para isso.

Motivo: tanto a falta de divulgação (a mídia de massa dá o mínimo de destaque possível ao ciclismo) quanto pela falta de espaços específicos e dedicados para treinos e lazer (falta de apoio do Estado - e aí esse é um problema geral do país).

Quando descobri, através de revistas específicas, que existia o esporte de aventura, fiquei louca para começar a praticá-lo. Mas... por onde eu começo? Eu não conhecia ninguém do meio...

Meu caminho foi tortuoso - e talvez você, leitor, se identifique:

eu procurei uma assessoria esportiva - por não saber que tinha uma assessoria específica de corrida de aventura, entrei em uma mais focada em triathlon.

2º foquei nos treinos de corrida e comecei o processo de comprar uma bike com ajuda dos professores da assessoria (até aí eu não sabia a diferença entre uma mtb e uma speed).

bike comprada. E agora? Comecei a usá-la para tudo que fosse possível na minha rotina. Ia pro treino de corrida de bike, fui conhecer a ciclovia, a ciclofaixa e também a USP. Com isso fui aprendendo detalhes sobre o esporte, como o pedal de clip, o uso de sapatilha e etc.

um certo dia chegou minha hora: uma equipe de corrida de aventura precisou substituir uma mulher para uma prova, e me chamaram. Aceitei sem nem pensar e lá fui eu, para minha primeira corrida off road.

a equipe gostou de mim e me chamaram para mais corridas ao longo do ano - agora eu tinha com quem treinar, sempre com foco nas provas de aventura.

Quanto mais eu caia de bike, mais eu queria aprender a pilotar. Fui atrás disso, fiz todas as Clínicas do Ravelli e me inscrevi em todas as provas, na categoria dupla - garantia parceria para treinar, além da própria prova que era um grande evento, oportunidade de conhecer mais gente.

Comecei a treinar com uma assessoria específica de ciclismo (Adriana Nascimento) e, em 2013 tomei coragem/liberdade de começar a competir solo - aqui eu ganhei colegas de treino iguais a mim, e não precisava mais fazer tanto esforço para ter companhia, descobrir onde pedalar, e etc.

E, em lugar, onde me encontro hoje: pedalar é o foco, a competição é apenas uma ferramenta dentro do esporte.

Não preciso mais de eventos para ter cia de pedal, conhecer uma nova trilha, treinar... Já sei pra onde ir, o que fazer, como me virar... a bike já virou um estilo de vida, e não algo que me requer tanto esforço.

Mas não quero parar por aqui. Não consigo guardar apenas para mim mesma coisas tão boas, como é andar de bicicleta e viver um processo como esse.

Então em lugar, eu quero ajudar quem quer chegar até o 8º desta lista. Colaborar de todas as formas que me forem possíveis para divulgar o esporte e atrair principalmente mais mulheres.

O ciclismo é um dos esportes mais lindos do mundo. E um dos mais incríveis que uma mulher pode praticar. As sensações de liberdade e poder são indescritíveis...

É uma pena que aqui no Brasil, para muitas pessoas, as coisas funcionem do jeito contrário, pela competição em vez de pelo lazer.

Espero aqui poder colaborar um pouco para mudar a mão dessa "trilha", e que cada vez mais pessoas consigam iniciar na bike com mais facilidade do que empecilhos. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tem que saber...

As vezes bate uma deprê, daquelas que dá vontade de não sair de casa.
Mas as vezes tem que forçar a barra e seguir em frente.
Não deixar-se parar, usar os "matches" guardados, como se estivesse pedalando em uma subida íngreme e técnica.
Insistir com o seu dia, com sua rotina, com a escalada.
Não parar apenas para ficar parado.
Tem que saber sofrer.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

comida x pozinhos e cápsulinhas

A suplementação faz parte da rotina da maioria de nós, esportistas.

Se ela é necessária ou não, acho que é um assunto muito pessoal.

Conheço incríveis atletas que não suplementam (e me fazem questionar se eu preciso mesmo desses pozinhos e cápsulinhas).

E a verdade é que "precisar"... não, ninguém precisa. Uma boa educação alimentar é a base de tudo.

Mas uma ajuda é sim bem vinda, principalmente para quem trabalha e tem pouco tempo para preparar os lanches do dia, além de dormir menos do que necessário. Nesse caso, a praticidade que os suplementos proporcionam são uma "mão na roda".

Quando comecei a competir aventura e mtb, iniciei um trabalho com nutricionista e seguia tudinho à regra, tanto suplementação quanto alimentação. Naquela época, cheguei até a levar marmita pra almoço na casa da minha avó!

Ao longo dos anos fui ganhando melhor conhecimento sobre nutrição, entender as substituições e MAIS IMPORTANTE DE TUDO: CONHECI MEU CORPO. Descobri o equilíbrio e hoje sou livre de neuras, graças à Deus!!!

Hoje sei como meu corpo reage às dietas, aos alimentos, aos docinhos, aos salgadinhos e etc. E conto com alguns suplementos para ajudar na minha recuperação e a não perder massa magra ao longo do dia.

O que determina minha regra de suplementação é minha alimentação:
Se eu for fazer uma refeição completa logo após o treino, não preciso de proteína e carboidrato em pó.
Se eu for comer uma boa carne, abro mão do BCAA.
Se deu para comer boas porções de carboidrato naquele dia, ignoro a Glutamina antes de dormir.
Se eu souber que vou ter uma boa noite de sono, esqueço a Leucina.
E a creatina fica ali me esperando para quando for fazer treinos específicos de força.

É mais ou menos assim, e sujeito ao que eu estiver sentindo no momento.

Parece fácil, né? Mas requer tempo e esforço para se conhecer e aprender a comer bem.

Minha sugestão? Comprometa-se com a sua saúde, e você vai se encontrar também, sem neuras :)

OPTIMUM NUTRITION
Recomendo a marca Optimum Nutrition porque ela é hoje a marca mais íntegra do mercado e pela qualidade dos produtos. O controle no processo de produção garante que o que tem na etiqueta é exatamente o que tem dentro da embalagem. E se você experimentar o Whey Coockies and Cream, garanto que nunca mais vai querer comprar outro :)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

No esporte, não há razão para chateação

"No esporte, não há razão para chateação."

Com exceção de quem vive do esporte, que o tem como fonte de renda / trabalho, acho que todos os esportistas podem se apropriar desta premissa.

O motivo é simples: o esporte é seu hobby, é algo que você escolheu fazer, que, como todo hobby, deve lhe dar prazer. 

Já vi - e vejo - muitas pessoas que levam uma competição a sério demais, ou encaram um treino como algo supremo, que deve ser superado a todo custo para provar-se forte (a si mesmo, creio eu).

Já vi meninas chorando depois de perder para outra em uma corrida, já me vi irritada por não zerar um trecho técnico de trilha, e já vi meninos "p´s" porque não foram escalados para pedalar na turma dos velozes e furiosos no treino x.

Mas me pergunto, FAZ SENTIDO?

Se está verdadeiramente chateado, é preciso rever o que você espera do esporte - virar uma Super Women / Men?

Como já esclareci o que espero do esporte pra mim, não faz sentido nenhum me chatear na bike.

Pode no meio de um pedal frio e chuvoso eu tremer e não sentir os dedos dos pés, mas hei de agradecer ao universo por poder estar ali, onde eu queria estar!

Pode ser 5:30 e eu estar pronta para um treino específico e quando já estiver longe de casa, não dar certo de seguir, hei de agradecer.

Pode minha bicicleta virar mil pedacinhos de carbono e eu chorar pela perda como uma criança inconsolável (como aconteceu ano passado), hei de agradecer.

Se eu chegar em último em uma corrida (como aconteceu recentemente), hei de agradecer.

E se eu me chatear com a bike, hei de repensar o que estou fazendo ali, pois em algum lugar eu errei a entrada da trilha certa.
Um amigo tirou essa foto de mim depois que eu acordei de um tombo feio

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O retorno da Specialized Era, a full suspension feminina

Agora é oficial, a ERA voltou!!!

Depois de alguns anos sem uma full suspension feminina voltada para alta performance / XC, a Specialized relançou a Era, pela primeira vez com aro 29.

Essa notícia chegou para alegrar muitas mulheres (inclusive a que vos fala).

Nesse período sem a Era, muitas de nós migramos para a FATE (hardtail) ou para a EPIC (versão masculina da Era).

Quem migrou para a Fate, se apaixonou pela máquina: agilidade, leveza, controle, rapidez... que é ideal para provas curtas.

Para desafios mais longos (endurance / ultra maratonas), sente-se falta de uma suspensão traseira que absorva o impacto despejado na coluna, gerando maior desgaste geral.

Então queremos uma full suspension com os mesmos benefícios da hardtail, e sabemos que a Era é a bike que pode nos entregar isso!

Quem migrou para a Epic, se apaixonou pelo sistema Brain e pelo conforto e segurança do conjunto de suspensões, porém sente falta de um quadro feito para o corpo da mulher.

Ou seja, a Era 2015 tem tudo para ser um sucesso!

Segue imagem retirada do site Bike Rumor (XX1, Rockshox invertido e freios Magura).


sexta-feira, 18 de julho de 2014

MTB em New York

Procurei muito na internet sobre parques, trilhas e comunidades de Mountain Bike em Nova York. Num estado tão bonito, tão cheio de natureza, tem que ter MTB!

Pela internet, consegui pouca coisa, mas foi o suficiente para resolver meu problema: me inscrevi para participar de uma prova incrível de XC - uma das estapas do New York State MTB Series, no percurso mais técnico que já pedalei (The West Hurley Burly Backyard World Championships).

Nesse evento encontrei pessoas incríveis e uma das comunidades mais fortes de MTB do leste dos EUA!!! [se tiver a oportunidade de voltar pra NY, a bike vai junto :) ]

O motivo deste post é, então, informar que no Estado de Nova York, e muito próximo a Manhattan, existem lindos parques com trilhas de bike e diversas provas de mountain bike que nós podemos participar.

Além do NYS MTB Series, quem vai à Manhattan pode desfrutar da trilha de MTB do Cunningham Park.

O Cunningham fica localizado no Queens (olhando no mapa, fica perto do bairro Jamaica) e, de metrô, pode facilmente levar 1h30/2h para chegar lá. Mas vale muito a pena!!! Resolvemos voltar de bike e foi mais rápido e mais legal.

O parque é gigante, possui campos de baseball, banheiros, bebedouros e tem até uma avenida que corta ele. E um dos lados é dedicado apenas para a trilha de MTB, com caminhos mais fáceis e mais difíceis - cheios de obstáculos construídos. Passamos duas horas pedalando por lá sem enjoar do percurso.

A trilha é 100% single track, com pump tracks construidos pelo meio e obstáculos desafiadores.

Encontrei este vídeo no Youtube que mostra a trilha:



Além da prova que eu fiz e do Cunningham Park, existem vários outros parques de bike e eventos interessantes.

No final de semana seguinte a Hurley Burly, em uma cidade ha 30 minutos da cidade de Nova Iorque, aconteceu uma prova de 6hs, 100% singletrack fluido, daqueles que a velocidade que determina a dificuldade do percurso.

Nesses dias também fomos convidados para fazer mais alguns pedais: um com um clube de MTB de Woodstock que se encontra duas vezes por semana para fazer as trilhas da região, e outro com um amigo de Manhattan que pedala todo fim de semana pro lado de lá do Hudson River, sentido Bear Mountain (onde a Gran Fondo de NY passa). Já treinei por lá, lindo e delicioso!

Também fomos informados que as trilhas de bike do Windham estão sendo reconstruídas para a World Cup no segundo semestre, e cogitamos tirar alguns dias para ir pra lá com nossos novos amigos.

Em Agosto, uma das etapas do NYS MTB Series será lá, dando oportunidade de atletas amadores pedalarem num circuito profissional!!!

Resumindo... se a gente aceitasse todos os convites que recebemos dos novos amigos que fizemos na prova, não teríamos ido pra Manhattan, para ficar pedalando pelos lindos parques do estado de Nova Iorque e conhecendo mais lugares mágicos, como foi com Woodstock e Kingston (cidade onde pernoitamos, foi a primeira capitado do estado de NY, cheia de história)!

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Quando estiver pedalando nos EUA, lembre-se que lá existem regras e que lá penalidades funcionam:
- na estrada, nunca andar em dupla e sim em fila indiana (evita assim levar multa da polícia e bronca dos próprios ciclistas)
- nas trilhas, dê passagem para quem vem de trás, mais rápido.
- educação, cordialidade, não jogar lixo no chão, respeitar o espaço dos outros, não andar na calçada, etc.

Quem quiser mais dicas sobre como passear em Nova Iorque fora do roteiro turístico, entre em contato comigo!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Brasil Ride Festival 2014

No final de semana retrasado (21/06) aconteceu em Botucatu o Brasil Ride Festival - um evento que reproduz em menor escala o clima da maior ultra-maratona da América Latina, a Brasil Ride (7 dias de MTB na Chapada Diamantina todo Outubro, desde 2010).

O evento aproveitou o feriado de Corpus Christi para reunir a família com uma programação completa e muito bacana: prova de ciclismo UWTC, palestras com Adriana Nascimento (Como se preparar para a Brasil Ride?) e Rafael Campos (Preparação para Corrida de Montanha), Warm Up Brasil Ride (prova de MTB que simula uma etapa de Brasil Ride), Corrida de Montanha e passeio ciclístico.

Na quinta-feira de feriado, acompanhei de perto a prova de ciclismo, que surpreendeu pela altimetria e dureza do percurso (sem trechos planos).

Largada prova de ciclismo
Já deu para sentir um pouco do clima "Brasil Ride": pessoas que vem de todos os cantos do Brasil por um mesmo propósito - viver uma experiência. O slogan já diz: Your Guts, Your Glory.

No centro de Botucatu, na frente da Igreja Matriz, a Arena Brasil Ride foi montada com uma linda estrutura.



Apoio da Pedal Urbano, da Shimano, Bazar da Quasar Lontra, loja da Brasa Bike e tinha até comida Japonesa!! Logo o local passou a ser um ponto de encontro de amigos que só se cruzam nas trilhas entre Mucugê e Rio de Contas.

A maioria das pessoas estava ansiosamente se preparando para o evento de sábado, a Warm Up Brasil Ride - uma prova que simula uma etapa da ultra-maratona. Mas não muito menos gente aguardava pela corrida de montanha do domingo (haja saúde para quem encarou as 3 provas!).

Brincamos se seria Mucugê X Rio de Contas (lê-se Mucugê CONTRA RC) - mais difícil (porque tem a famosa trilha do VIETNÃ) ou o contrário (é, estava mais para Rio de Contas CONTRA Mucugê rs).

E não posso deixar de mencionar a locução do evento, que cada ano se supera e marca com uma "figura" diferente. Algumas piadas surgiram por causa desse assunto...:
2012: OKAY, COW RIBS
2013: IÉIÉEEEEEEEE!!!!
2014 BRA Festival: PAAAAAAAAAAAARABÉEEEEEEENSSSSS

Mas voltando ao assunto Warm Up, a categoria PRÓ largou no sábado às 8:30 na Arena Brasil Ride contou com um percurso de 107km e 3.000mts de ascensão acumulada.


A SPORT saiu um pouco mais tarde para 76km de um percurso não tão mais leve.

A minha impressão da prova: uma perfeita etapa de Brasil Ride. DURA!!! Impressionante como em Botucatu pode-se encontrar um terreno tão parecido ao que existe no interior da Bahia! Areião, descidas longas e técnicas, pedras, trilhas em pasto, logas serras íngremes, estradões em falso plano, momentos de solidão e momentos de parceria... circunstâncias que exigem muito mais do que força física (isso porque exigem até o limite de força física).

Fui para andar forte e fechei na 3a colocação da elite feminina!

Mario Roma e equipe estão de parabéns por mais um evento espetacular!

Seguem algumas fotos do que a Brasil Ride representa pra mim.

Até a Chapada Diamantina, se Deus quiser!

Brasil Ride 2012 chegada etapa Mucugê - Rio de Contas

Brasil Ride 2012 etapa XC Rio de Contas
Brasil Ride 2012
Indescritível recepção dos moradores dos vilarejos por onde passamos
Entrou areia na minha luva em uma queda e minha palma da mão ficou em carne viva
Volta à Mucugê do Guto e do Marcelo em 2013 - emoção!
Festival Brasil Ride 2014
O querido fotógrafo W. Togumi tirou essa foto minha brincando na chegada da prova de ciclismo
O cinegrafista Marcelo Machado captou o brilho nos olhos :)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

As pontes flutuantes da Sani2c

"E ai, como foi na ponte? Caiu?"


Quando voltei de viagem, essa foi a pergunta que todo mundo fez (e foi a de um leitor também, no último post).

Não cai não!!! Na verdade, as pontes são divertidas e fáceis de passar. Cai quem não cuida para ficar afastado da pessoa da frente, olha pro lugar errado ou é muito atrapalhado mesmo.

O segredo é sempre (aliás, isso vale para tudo no MTB) olhar para onde você quer ir, nunca para o chão na sua frente. 

Quando a gente olha para muito perto, a tendência é enxergar buracos, barrancos, pedras e mandar informações pro cérebro a respeito desses obstáculos - isso por si só já atrapalha toda fruição da pedalada, que tem que ser sempre focada onde você quer ir.

Como a Sani2C passa por diversos rios (ou pelo menos cruza os mesmos muitas vezes), a organização constrói diversas pontes para viabilizar o percurso.


Neste ano foram 17 pontes. Delas, umas 4 eram flutuantes.

A mais difícil foi a primeira, no primeiro dia de prova. Ela boia na altura da água, então quando você passa por cima com a bike, dá uma afundada, um pouco de aflição, mas é 100% confiável (se não parar em cima dela).

A sensação é diferente de tudo o que já experimentei numa bike. Gostoso, refrescante, molenga e engraçado, tudo ao mesmo tempo!

primeira ponte flutuante da prova
As outras pontes são mais altas, sendo que a mais longa, do último dia, fica bem acima da água. Essa ponte tem uns 700mts de extensão e não é em linha reta. Isso faz com que você confunda onde tem que olhar - especialmente porque a própria ponte se move com o vento e o movimento de bikes.


Dá muito frio na barriga, principalmente quando ela diminui e fica mais estreita. Mas de alguma forma, conseguindo olhar para o lugar certo e mantendo o foco e a calma (e no meu caso, contendo os ânimos rs), tudo dá certo.

No vídeo eles mostram muitas pessoas caindo, mas elas são da Sani2C TRAIL, que é para iniciantes que foram curtir o percurso. Na nossa prova, a Sani2C RACE, que acontece depois da TRAIL, pouquíssimas pessoas se acidentam nessas pontes flutuantes (acredito que nesse ano foram umas 2 pessoas).


O que é mais perigoso do que elas, são as outras pontes fixas construídas, que podem ficar úmidas e escorregadias. Tivemos muita cautela nessas pontes, pois muitas estão depois de uma curva, em uma trilha fluida, em local de alta velocidade. 

Como disse o Farmer Glen (organizador), o que deixa a Sani2C técnica é a velocidade do atleta.

É uma prova 100% pedalável até para os menos experientes. As trilhas são mantidas para que não sejam técnicas - porém, por se tratar de singletracks, obviamente, quanto maior a velocidade, mais técnica de pilotagem será necessária.

Vimos pessoas empurrando bikes em algumas subidas mais íngremes em trilha (com algumas pedras), o que deixa o percurso mais técnico. Mas como aqui em casa temos o GP Ravelli para treinar bem esse tipo de situação, a Sani2c estava até fácil nesse quesito ;-p

Um dos highlights: último dia, donwhill longo e suave em trilha na curva de nível da montanha, pedalando nas curvas.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Nedbank sani2c - Album de Fotos / Photo Album

Ao som da música tema da sani2c 2014 (Best Day of My Life - American Autors), convido vocês a verem algumas fotos dessa prova que deixa saudades.