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"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 11 de junho de 2014

As pontes flutuantes da Sani2c

"E ai, como foi na ponte? Caiu?"


Quando voltei de viagem, essa foi a pergunta que todo mundo fez (e foi a de um leitor também, no último post).

Não cai não!!! Na verdade, as pontes são divertidas e fáceis de passar. Cai quem não cuida para ficar afastado da pessoa da frente, olha pro lugar errado ou é muito atrapalhado mesmo.

O segredo é sempre (aliás, isso vale para tudo no MTB) olhar para onde você quer ir, nunca para o chão na sua frente. 

Quando a gente olha para muito perto, a tendência é enxergar buracos, barrancos, pedras e mandar informações pro cérebro a respeito desses obstáculos - isso por si só já atrapalha toda fruição da pedalada, que tem que ser sempre focada onde você quer ir.

Como a Sani2C passa por diversos rios (ou pelo menos cruza os mesmos muitas vezes), a organização constrói diversas pontes para viabilizar o percurso.


Neste ano foram 17 pontes. Delas, umas 4 eram flutuantes.

A mais difícil foi a primeira, no primeiro dia de prova. Ela boia na altura da água, então quando você passa por cima com a bike, dá uma afundada, um pouco de aflição, mas é 100% confiável (se não parar em cima dela).

A sensação é diferente de tudo o que já experimentei numa bike. Gostoso, refrescante, molenga e engraçado, tudo ao mesmo tempo!

primeira ponte flutuante da prova
As outras pontes são mais altas, sendo que a mais longa, do último dia, fica bem acima da água. Essa ponte tem uns 700mts de extensão e não é em linha reta. Isso faz com que você confunda onde tem que olhar - especialmente porque a própria ponte se move com o vento e o movimento de bikes.


Dá muito frio na barriga, principalmente quando ela diminui e fica mais estreita. Mas de alguma forma, conseguindo olhar para o lugar certo e mantendo o foco e a calma (e no meu caso, contendo os ânimos rs), tudo dá certo.

No vídeo eles mostram muitas pessoas caindo, mas elas são da Sani2C TRAIL, que é para iniciantes que foram curtir o percurso. Na nossa prova, a Sani2C RACE, que acontece depois da TRAIL, pouquíssimas pessoas se acidentam nessas pontes flutuantes (acredito que nesse ano foram umas 2 pessoas).


O que é mais perigoso do que elas, são as outras pontes fixas construídas, que podem ficar úmidas e escorregadias. Tivemos muita cautela nessas pontes, pois muitas estão depois de uma curva, em uma trilha fluida, em local de alta velocidade. 

Como disse o Farmer Glen (organizador), o que deixa a Sani2C técnica é a velocidade do atleta.

É uma prova 100% pedalável até para os menos experientes. As trilhas são mantidas para que não sejam técnicas - porém, por se tratar de singletracks, obviamente, quanto maior a velocidade, mais técnica de pilotagem será necessária.

Vimos pessoas empurrando bikes em algumas subidas mais íngremes em trilha (com algumas pedras), o que deixa o percurso mais técnico. Mas como aqui em casa temos o GP Ravelli para treinar bem esse tipo de situação, a Sani2c estava até fácil nesse quesito ;-p

Um dos highlights: último dia, donwhill longo e suave em trilha na curva de nível da montanha, pedalando nas curvas.

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