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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O passo a passo para começar no MTB - só que ao contrário!

Diferente da maioria dos Italianos, Franceses, Holandeses, dos Canadenses de Wistler ou dos Americanos do Colorado, nós, Brazucas, por cultura, não temos tanta familiaridade com a bicicleta.

Quando crianças, aprendemos a pedalar sem rodinhas e temos pelo menos uma cicatriz de um tombo, seja na memória ou no corpo.

Mas hoje, adultos, a maioria de nós vê a bike mais como um brinquedo do que como a ferramenta completa que é, de transporte, lazer e esporte. 

Uma das consequências dessa relação que nossa cultura tem com a bicicleta é que, quem tem interesse em iniciar-se no esporte, precisa de um certo esforço para isso.

Motivo: tanto a falta de divulgação (a mídia de massa dá o mínimo de destaque possível ao ciclismo) quanto pela falta de espaços específicos e dedicados para treinos e lazer (falta de apoio do Estado - e aí esse é um problema geral do país).

Quando descobri, através de revistas específicas, que existia o esporte de aventura, fiquei louca para começar a praticá-lo. Mas... por onde eu começo? Eu não conhecia ninguém do meio...

Meu caminho foi tortuoso - e talvez você, leitor, se identifique:

eu procurei uma assessoria esportiva - por não saber que tinha uma assessoria específica de corrida de aventura, entrei em uma mais focada em triathlon.

2º foquei nos treinos de corrida e comecei o processo de comprar uma bike com ajuda dos professores da assessoria (até aí eu não sabia a diferença entre uma mtb e uma speed).

bike comprada. E agora? Comecei a usá-la para tudo que fosse possível na minha rotina. Ia pro treino de corrida de bike, fui conhecer a ciclovia, a ciclofaixa e também a USP. Com isso fui aprendendo detalhes sobre o esporte, como o pedal de clip, o uso de sapatilha e etc.

um certo dia chegou minha hora: uma equipe de corrida de aventura precisou substituir uma mulher para uma prova, e me chamaram. Aceitei sem nem pensar e lá fui eu, para minha primeira corrida off road.

a equipe gostou de mim e me chamaram para mais corridas ao longo do ano - agora eu tinha com quem treinar, sempre com foco nas provas de aventura.

Quanto mais eu caia de bike, mais eu queria aprender a pilotar. Fui atrás disso, fiz todas as Clínicas do Ravelli e me inscrevi em todas as provas, na categoria dupla - garantia parceria para treinar, além da própria prova que era um grande evento, oportunidade de conhecer mais gente.

Comecei a treinar com uma assessoria específica de ciclismo (Adriana Nascimento) e, em 2013 tomei coragem/liberdade de começar a competir solo - aqui eu ganhei colegas de treino iguais a mim, e não precisava mais fazer tanto esforço para ter companhia, descobrir onde pedalar, e etc.

E, em lugar, onde me encontro hoje: pedalar é o foco, a competição é apenas uma ferramenta dentro do esporte.

Não preciso mais de eventos para ter cia de pedal, conhecer uma nova trilha, treinar... Já sei pra onde ir, o que fazer, como me virar... a bike já virou um estilo de vida, e não algo que me requer tanto esforço.

Mas não quero parar por aqui. Não consigo guardar apenas para mim mesma coisas tão boas, como é andar de bicicleta e viver um processo como esse.

Então em lugar, eu quero ajudar quem quer chegar até o 8º desta lista. Colaborar de todas as formas que me forem possíveis para divulgar o esporte e atrair principalmente mais mulheres.

O ciclismo é um dos esportes mais lindos do mundo. E um dos mais incríveis que uma mulher pode praticar. As sensações de liberdade e poder são indescritíveis...

É uma pena que aqui no Brasil, para muitas pessoas, as coisas funcionem do jeito contrário, pela competição em vez de pelo lazer.

Espero aqui poder colaborar um pouco para mudar a mão dessa "trilha", e que cada vez mais pessoas consigam iniciar na bike com mais facilidade do que empecilhos. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tem que saber...

As vezes bate uma deprê, daquelas que dá vontade de não sair de casa.
Mas as vezes tem que forçar a barra e seguir em frente.
Não deixar-se parar, usar os "matches" guardados, como se estivesse pedalando em uma subida íngreme e técnica.
Insistir com o seu dia, com sua rotina, com a escalada.
Não parar apenas para ficar parado.
Tem que saber sofrer.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

comida x pozinhos e cápsulinhas

A suplementação faz parte da rotina da maioria de nós, esportistas.

Se ela é necessária ou não, acho que é um assunto muito pessoal.

Conheço incríveis atletas que não suplementam (e me fazem questionar se eu preciso mesmo desses pozinhos e cápsulinhas).

E a verdade é que "precisar"... não, ninguém precisa. Uma boa educação alimentar é a base de tudo.

Mas uma ajuda é sim bem vinda, principalmente para quem trabalha e tem pouco tempo para preparar os lanches do dia, além de dormir menos do que necessário. Nesse caso, a praticidade que os suplementos proporcionam são uma "mão na roda".

Quando comecei a competir aventura e mtb, iniciei um trabalho com nutricionista e seguia tudinho à regra, tanto suplementação quanto alimentação. Naquela época, cheguei até a levar marmita pra almoço na casa da minha avó!

Ao longo dos anos fui ganhando melhor conhecimento sobre nutrição, entender as substituições e MAIS IMPORTANTE DE TUDO: CONHECI MEU CORPO. Descobri o equilíbrio e hoje sou livre de neuras, graças à Deus!!!

Hoje sei como meu corpo reage às dietas, aos alimentos, aos docinhos, aos salgadinhos e etc. E conto com alguns suplementos para ajudar na minha recuperação e a não perder massa magra ao longo do dia.

O que determina minha regra de suplementação é minha alimentação:
Se eu for fazer uma refeição completa logo após o treino, não preciso de proteína e carboidrato em pó.
Se eu for comer uma boa carne, abro mão do BCAA.
Se deu para comer boas porções de carboidrato naquele dia, ignoro a Glutamina antes de dormir.
Se eu souber que vou ter uma boa noite de sono, esqueço a Leucina.
E a creatina fica ali me esperando para quando for fazer treinos específicos de força.

É mais ou menos assim, e sujeito ao que eu estiver sentindo no momento.

Parece fácil, né? Mas requer tempo e esforço para se conhecer e aprender a comer bem.

Minha sugestão? Comprometa-se com a sua saúde, e você vai se encontrar também, sem neuras :)

OPTIMUM NUTRITION
Recomendo a marca Optimum Nutrition porque ela é hoje a marca mais íntegra do mercado e pela qualidade dos produtos. O controle no processo de produção garante que o que tem na etiqueta é exatamente o que tem dentro da embalagem. E se você experimentar o Whey Coockies and Cream, garanto que nunca mais vai querer comprar outro :)