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"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Atletas SPECIALIZED 2015

SPECIALIZED APRESENTA GRUPO DE ATLETAS PATROCINADOS PARA TEMPORADA 2015

Ciclismo, triatlo e corrida de aventura são as modalidades em que a marca será defendida pelas equipes AOO Specialized, Factory Team, Hoffmann XCO e Xingu AKSA


São Paulo (SP) - A Specialized apresentou nesta terça-feira (27) em sua sede no Brasil, na cidade de São Paulo, a equipe de atletas para a temporada de 2015. São 22 esportistas representando a marca, entre ciclistas, triatletas e participantes de corrida de aventura. Se no exterior a Specialized patrocina e apoia os melhores atletas do mundo, no País a empresa segue a mesma linha.

"A Specialized quer fornecer a melhor experiência para o ciclista. Nossos atletas são os porta-vozes para propagar a mensagem a partir da experiência, desempenho e carisma deles", contou Sylvia Hartmann, diretora de marketing da Specialized no Brasil. "O ciclismo no País vem crescendo a cada dia e como marca de bicicletas e equipamentos, temos grande responsabilidade. Precisamos investir, seja em estrutura, atletas ou eventos", assegurou Hartmann.

O supervisor de marketing esportivo, Brunno de Oliveira, lembra a importância deste momento para o esporte brasileiro. "Até 2016 teremos importantes competições para o Brasil, como o Pan de Toronto e o Rio-2016. Por isso queremos colaborar com nossos produtos para que os atletas de ponta possam evoluir e, eventualmente, representem o Brasil nestes eventos", disse.

As quatro equipes patrocinadas pela marca, AOO Specialized, Specialized Factory Team, Hoffmann XCO e Xingu AKSA, terão à disposição as melhores bikes e equipamentos do mercado e claro o Body Geometry Fit, sistema mais completo para conectar ciclista e bicicleta em perfeita harmonia. Confira os detalhes dos equipes e dos produtos Specialized, adaptados às características e objetivos dos ciclistas, aliando segurança, saúde, performance e bem-estar ao pedalar.

AOO Specialized - A equipe de alta performance no Cross Country Olímpico, a AOO Specialized, promete brigar pelo pódio nas principais competições nacionais, além de representar o Brasil no exterior. Encabeçam o time dois dos principais nomes do País na atualidade: a líder brasileira do ranking mundial, Raiza Goulão, e o medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos Rio-2007, Rubinho Valeriano, representante brasileiro nas Olimpíadas de Pequin-2008 e Londres-2012.

"Estou muito feliz com mais uma conquista em minha vida, que é entrar nesse time forte da AOO Specialized. Teremos foco não só nas provas do calendário brasileiro, mas também nas competições internacionais, como os grandes eventos que se aproximam em 2015 e 2016", avaliou Rubinho. "A AOO Specialized está vindo para revolucionar o mountain bike brasileiro, em questão de estrutura e amplitude da marca. Nunca imaginei que chegaria num nível de profissionalismo tão grande como agora. Estou certa que irei defender uma marca tão renomada, que nos dará toda estrutura para competir dentro e fora do País", completou Raiza.

Com eles, estarão os atuais campeões brasileiros em suas categorias, Sofia Subtil, na sub-23 e Érick Bruske, na júnior, e Lucas Sírio, campeão na juvenil, além de José Gabriel Marques, sub-23, e da júnior Ellen Andruczewicz. Para serem protagonistas em suas categorias, os sete ciclistas terão as melhores bikes de XCO, como S-Works Epic World Cup, S-Works Stumpjumper HT World Cup, S-Works Era e S-Works Fate. Entre seus equipamentos estão o leve e ventilado capacete S-Works Prevail, as luvas Body Geometry XC LITE e as sapatilhas S-Works XC. A exceção será a júnior Ellen, que usará o capacete S3 MT, levíssimo e com casco reforçado em aramida, o que permite ventilação única, além de sapatilha Cascade XC Feminina, rígida e leve.

Clique aqui e confira um vídeo especial com entrevistas e imagens de ação da equipe AOO Specialized.

Specialized Factory Team - Sete atletas compõem o Specialized Factory Team. Três deles pedalarão com bikes de estrada: S-Works Roubaix, S-Works Shiv e Alias, entre outras. Trata-se da dupla de triatletas Vanessa Giannini, bicampeã do Ironman 70.3, e Alessandro Pimentel, campeão brasileiro Cross Tri 2012, com 22 provas de Ironman completados, e do ultraciclista Claudio Clarindo, com quatro edições do desafio Race Across America (RAAM). O trio terá disponível capacetes S-Works Evade, super aero e ventilado, e as sapatilhas S-Works Road.

"O ano mal começou e já estou com todos os produtos, testados e aprovados. Estou muito feliz e confiante. Não será por falta de equipamento que deixarei de lutar pela vitória nas provas. Vou atrás do tetra Brasileiro de longa distância, além dos melhores resultados nas competições de Ironman no País e o Mundial da Suécia. Não deixarei também de competir as provas olímpicas do Troféu Brasil, mas meu foco segue na longa distância", destacou Vanessa.

"Hoje sou o atleta mais antigo na marca no Brasil. Para mim é uma honra, porque a marca sempre agregou tudo de valor que o ciclismo pode ter. Persistência de mercado, vontade de vencer e dar o melhor suporte ao ciclista, são coisas que eu também tenho dentro da pista. É uma honra mostrar que a Specialized caminha junto com o atleta brasileiro. E assim que se dá o sucesso", contou Clarindo, que disputará em junho sua quinta edição da duríssima Race Across America, prova que corta os Estados Unidos de oeste a leste, com mais de 4.500 quilômetros.

Os demais integrantes do Specialized Factory Team vão usar as melhores bikes de MTB, como S-Works Epic World Cup, a S-Works Stumpjumper HT World Cup e a S-Works Era, as três para prática de Cross Country, a S-Works Enduro, bike pilotada pelo atual campeão do Enduro Meeting da Argentina, o paulista Thiago Boaretto. Junto de Thiago, estarão os atletas Orlando Alves, campeão paulista e brasileiro de XCM, Vivi Favery, que em seu primeiro ano de MTB completou a ultramaratona Brasil Ride, em 2012, e Hadi Akkouh, assíduo nas principais provas de X-Terra do Brasil e do mundo. Entre seus equipamentos estão os mesmos da equipe AOO Specialized.

Orlando, Vivi, Hadi
Hoffmann XCO - Na Hoffmann XC, quatro ciclistas representarão a marca. Tiago Rodrigues, atual campeão brasileiro sub-30, que sobe para a elite; João Vitor Hoffmann, na expert; Naydson Flaviano e Larissa Brasa, ambos da júnior. Enquanto Larissa irá pedalar com sua Fate Expert Carbon, os demais atletas competirão com a Epic WC. Nos treinos terão a Allez. Em relação aos capacetes, Tiago usará o S-Works Prevail e os demais terão o S3 MT à disposição.

"Este ano terei os melhores equipamentos do mundo, que são da linha S-Works. Vou conseguir tirar quase quatro quilos da minha bike em relação a 2014, o que me ajudará muito na performance. O rendimento dos treinos já melhorou e se tudo der certo quero me posicionar no Top 10 brasileiro", comemorou Tiago. "Nossa equipe é muito unida. Um sempre ajuda o outro. Quando um está mal, sempre tem o apoio do parceiro ao lado no dia a dia. O espírito é esse, crescermos todos juntos", concluiu.

Xingu AKSA - A equipe de corrida de aventura patrocinada pela Specialized, Xingu AKSA, também terá quatro atletas: o capitão Marcelo Catalan, Daniel Franquin, Igor Petric e Marina Richwin. A missão da Xingu AKSA neste ano será manter-se na liderança do ranking brasileiro, o que tem sido conquistado devido ao comprometimento e à dedicação dos integrantes da equipe.

"O foco todo do nosso ano será crescer no decorrer dos meses para chegar em novembro no auge da preparação física, quando será realizado a final do Campeonato Mundial no Brasil, o ARWS - Adventure Racing World Series. Vamos correr circuitos regionais, com provas curtas de até um dia. Nossa equipe é muito unida, algo que levou anos para se consolidar. Uma família, onde todos se ajudam", ressaltou Catalan.

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Vivi Favery

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A pequena grande PSR, ou melhor, Pisgah Stage Race

Se você já ouviu falar da Pisgah Stage Race, é porque anda bem acompanhado e tem boas referências. É isso o que me parece, depois de pesquisar mais a fundo sobre essa ultramaratona.


Mais especificamente, tive o endosso de ninguém mais ninguém menos do que a Ally Stacher, atleta Specialized Lululemon que esteve na Brasil Ride em 2014 em dupla com a Rebecca Rusch, de que a Pisgah seria uma experiência imperdível

Ally mora há 15 minutos da largada da prova, logo, as trilhas são no quintal da casa dela (e cá entre nós, isso explica porquê/como essa ciclista de estrada flutuava nas trilhas hiper técnicas da Chapada Diamantina, deixando muitos que assistiram de queixo caído).

Mas... Pisgah o que? Pisgah. Assim mesmo que se fala. Vem do nome da floresta Pisgah National Forest, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.


A Pisgah National Forest é composta de 2.075,06 km2 de terreno montanhoso na parte sul da Appalachian Montains (mais conhecida como “The Appalachians”) – tipo as Rochosas do Leste dos EUA - dá um Google ;-)

A altitude da Pisgah National Forest chega a 1.800m, o que inclui alguns dos picos mais altos do leste dos EUA.

Claro que num lugar assim – e ainda no paraíso que é os EUA considerando organização, respeito ao próximo e à natureza – existem trilhas muito bem cuidadas, sendo um local perfeito para pedalar, caminhar, acampar, se aventurar... e é pra lá que eu vou nesse ano!!!


Pisgah é completamente diferente do que tem no Oeste dos EUA, em Utah e Colorado. Se assemelha à nossa Mantiqueira, ou à região da BC (British Columbia) no Canadá. É uma floresta densa, úmida, cheia de raízes, pedras, musgo, travessia de riachos e paisagem deslumbrante de mata.


Força nas pernas e muito treino é fundamental, mas tem que ter muito braço e estar com o core em dia. Vai usar o corpo inteiro, cada músculo, para passar pelas raízes, pedras, switchbacks cabulosos, rios, subidas em trilhas e descidas que fazem você querer subir de novo.



Além do endosso da Ally e do meu amigo Casey que bate “carteira” todo ano na Pisgah, o que confirmou que esse era o melhor investimento que eu poderia fazer, foi quando recebi um e-mail pessoal do diretor da prova me dando boas vindas, que estava muito feliz por receber uma Brasileira.


Isso apenas comprovou o que já tinha ouvido falar: o espírito da Pisgah é de família. Os organizadores conhecem cada um dos 250 participantes e fazem questão de manter o evento o menor possível em termos de quantidade, e maior possível em termos de qualidade.


“É uma prova tão organizada quanto a BC Bike Race, mas com metade das pessoas”, me disse Todd Branham – proprietário da Blue Ridge Adventures, organizadora da PSR.

Vocês devem estar curiosos em relação aos detalhes da prova, certo? Vamos lá:


7ª Pisgah Stage Race

·         De 13 a 18 de Abril de 2015
·         Local: Brevard, Carolina do Norte - EUA (pegar vôo para Ashville)
·         5 etapas, 225 kilometros, mais de 6.000 metros de ascensão.
·         3/4 da kilometragem é de singletrack técnico!
·         5 percursos incríveis dentro da Pisgah National Forest
·         Pelos meus cálculos, para os humanos como eu, as etapas devem durar entre 3 e 5h


É possível fazer solo ou dupla e também tem uma categoria de enduro, com cronometragem em trechos específicos.

Há premiação para o top 3 e leader´s Jersey para cada categoria.


O valor da inscrição é U$ 650, que inclui toda estrutura da prova: áreas de apoio, lanches, isotônicos, recovery drinks na chegada de cada etapa, jantar com cerimônia de premiação, happy hour com bebidas alcoólicas, festa do último dia e música ao vivo.


Vídeo da 1ª etapa de 2014 
(A Blue Ridge Adventures tem um canal no Youtube)


O que a PSR não oferece é um acampamento pronto, ou seja, o atleta tem que montar sua estrutura por conta própria (há locais de acampar ao lado da largada e transporte para os dias em que a largada é em outro lugar).

Outras opções são ficar em hotel (eles dão a dica do Sunset Hotel, aproximadamente U$65 por noite e fica há poucos minutos da arena), aluguel compartilhado de casas (aprox. U$800 por uma semana, o que dá para dividir com mais gente e pode ser um bom negócio), ou procurar hospedagem no airbnb.com ou sites semelhantes de aluguem de quartos.


Bom, por enquanto isso é tudo o que eu posso falar. Se a prova é mesmo incrível eu vou poder dizer apenas depois. Agora tenho 3 meses para me preparar o máximo possível para esse desafio. Minha maior preocupação é com a habilidade técnica – tenho muito o que melhorar para chegar lá e fluir nas trilhas.

O nível das atletas nos EUA (mesmo as amadoras) é outro comparando ao nosso. Elas são muito habilidosas, deixam a gente no chinelo. 


Para essa aventura, a Specialized Era será indispensável. Ela é full suspension, aro 29", super leve (10.5kg), com geometria feita especialmente para mulheres. Ela se comporta maravilhosamente bem nas subidas e me dá agilidade e controle nas descidas, permitindo ir mais rápido com segurança.


Também vou trabalhar muito o quesito força, pois Todd me garantiu que as subidas da Pisgah são piores do que as da BC - e meus amigos “BCanos” dizem que as subidas em trilha da BC são mega casca. Ou seja... fui treinar, beijo, tchau! :-)

O esquilo branco é o mascote de Brevard!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O que separa um esportista de um atleta?

Recentemente estava batendo um papo com um amigo meu sobre os treinos dele. 
Ele criou gosto pelo esporte há poucos anos, corre e faz treinamento funcional. 
Cuidar da casa da alma dele virou uma prioridade diária do qual se orgulha muito (e eu também, por ele).
Ele não participa de competições e nem tem esse foco.

O que me chamou a atenção foi quando ele descreveu o treino de intensidade que tinha feito no dia. Nos tiros, a meta era conseguir manter uma velocidade alta por determinado tempo, coisa que ele nunca tinha feito antes.

Ele duvidou que seria possível, ensaiou algumas conversas consigo mesmo antes de começar, negociou com as pernas... Mas tentou e conseguiu.
“Até sobrou no final” ele ainda se gabou com um sorriso esperto, de quem descobriu algo novo.
“Hm, sei exatamente do que você está falando” eu pensei. Com um leve sorriso.

Pra mim, isso é o que separa um esportista, de um atleta – a capacidade de se superar.

Simon se tornou um atleta. Ele conseguiu enfrentar um medo (no caso, o medo de falhar), e descobrir o sentimento que vem depois disso. Adrenalina misturada com potência, a SUPERAÇÃO – que nunca vem sozinha. Ela vem junto com novas metas e objetivos, redefine o seu significado de limite.

Ao longo desses últimos 5 anos, desde que comecei a levar o esporte a sério, tive o prazer de treinar com diversas pessoas e em todos os ritmos. E essa questão da superação foi algo que sempre me chamou a atenção.

Já vi tanta gente cheia de potencial deixar de alcançar grandes resultados por não conseguir quebrar a barreira da superação...

O medo é nosso amigo quando está nos alertando sobre o perigo, de risco de vida - aí ele nos faz mais espertos.

Mas o medo de dar seu melhor é um perigo! Não é por isso que o medo existe, para nos limitar. Isso está mais para uma auto-sabotagem.

Acho que a capacidade de ir além, mais longe, mais rápido, está diretamente vinculada com nossa habilidade de lidar com nossos medos, receios e a forma como encaramos ele.

E isso não é um treino físico que determina – é o trabalho emocional, mental. Pra mim, é justamente isso que separa um atleta, de um esportista.

:-)

Sorriso "amarelo" de quem estava com medo e aliviada por sair da "ponte"
Sorriso "amarelo" para sair bem na foto - na verdade estava morrendo de medo de cair na água
Sorriso de quem está olhando apenas pra trilha e ignorando o abismo ao lado. MEDO!
Não tem sorriso, morrendo de medo
Não parece, mas estávamos indo rápido, muito foco para não cometer nenhum erro. MEDO bom!