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Minhas Aventuras

"After climbing a great hill, one only finds there are many more hills to climb"
Nelson Mandela

terça-feira, 28 de abril de 2015

Vice no Desafio da Mantiqueira 2015

Atletas Specialized chegam ao pódio no Desafio da Mantiqueira - Os paulistas Sofia Subtil (AOO Specialized), Viviane Favery e Orlando Alves (ambos do Specialized Factory Team) terminaram no pódio o Desafio da Mantiqueira, realizado neste domingo em Campos do Jordão (SP), com 55 quilômetros. 

Viviane ficou com o vice-campeonato na elite feminina, enquanto Sofia terminou em quarto. Já Orlando foi o quinto colocado na elite masculina.

Segundo Viviane, a experiência adquirida na Pisgah Stage Race, disputada recentemente nos Estados Unidos, ajudou-a na prova deste domingo. Além disso, a ciclista destacou a tecnologia Brain, responsável por aumentar a performance da suspensão traseira de sua bike Specialized S-Works Era.

"Escolhi usar uma calibragem de suspensão diferente da utilizada na Pisgah, e decidi deixar minha suspensão traseira um pouco mais rígida, porque essa prova (Desafio da Mantiqueira) tinha muitas subidas. Deixei o Brain um pouco aberto, e funcionou muito bem com essa calibragem", analisou Viviane.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

John Muir Knew How to Live

“Thousands of tired, nerve-shaken, over-civilized people are beginning to find out that going to the mountains is going home; that wildness is a necessity” 
― John MuirOur National Parks


VIVIANE FAVERY TERMINA EM QUARTO EM PROVA DE CINCO DIAS NOS ESTADOS UNIDOS

VIVIANE FAVERY TERMINA EM QUARTO EM PROVA DE CINCO DIAS NOS ESTADOS UNIDOS

A atleta do Specialized Factory Team concluiu a Pisgah Stage Race, na Carolina do Norte, entre as melhores

São Paulo - A paulistana Viviane Favery retornou dos Estados Unidos nesta semana após conseguir concluir as cinco etapas da Pisgah Stage Race, competição disputada na Pisgah National Forest (Carolina do Norte) com a participação de atletas de ponta do Mountain Bike mundial. A ciclista de 29 anos fechou os 220 quilômetros da prova, divididos em cinco etapas, na quarta colocação geral, atrás de algumas das principais ciclistas de MTB dos Estados Unidos: Sarah Sheets, Kaysee Armstrong (campeã da edição 2014) e Ally Stacher. O melhor resultado da paulistana foi conquistado na quarta etapa, na sexta-feira (17), quando Viviane terminou na segunda colocação.

"Foi uma experiência super agregadora. Ganhar de atletas com mais experiência (na quarta etapa) foi minha grande conquista. Treinei muito bem, direitinho, a ponto de chegar lá e deixá-las preocupadas. Mantive o foco o tempo todo, e isso permitiu que eu eu evoluísse muito do primeiro ao quinto dia", comemorou.

Viviane recomendou a prova, ainda pouco conhecida. "Não tenho dúvida de que muda a vida das pessoas, o gosto delas pelo esporte. A região de Pisgah ainda é pouco conhecida, mas muitos atletas profissionais estão se mudando para lá, porque é uma prova (Pisgah Stage Race) que faz toda a diferença no preparo para a temporada. Ouvi de muitos atletas que é um dos lugares mais técnicos dos Estados Unidos para fazer Mountain Bike", avaliou Viviane.

Os seis mil metros de subidas, quase sempre íngremes e exigentes, foram vencidos não apenas com o preparo da atleta paulistana, mas também devido à qualidade de sua bike: a Specialized S-Works Era. Além disso, Viviane também utilizou um corta-vento da Specialized, equipamento que a ajudou a superar o frio e a chuva durante os cinco dias de competição.

"A bike foi maravilhosa, fez toda a diferença. Era visível que eu estava menos destruída que as outras meninas, é notável o que ela (S-Works Era) faz para uma pessoa. As outras meninas estavam com bikes boas, mas não específicas para mulheres. A S-Works é uma bike muito versátil para Cross Country, e o fato de só ter câmbio traseiro foi ótimo, porque era uma coisa a menos para eu pensar", elogiou Viviane.

As características da bike ajudaram a ciclista tanto nas subidas quanto nas descidas. "Não tive de me preocupar em mudar a calibragem da suspensão nas descidas. Isso fez muita diferença, senti muito prazer em cima da bike. Isso (bom resultado) só foi possível por eu estar com o melhor equipamento do mundo".

Cautela foi chave para o sucesso de Viviane - As condições do circuito, desafiadoras por si só, foram dificultadas pela chuva que caiu na região durante o período de competição - entre terça-feira e sábado passados. Para alcançar seu objetivo pessoal (terminar a prova fisicamente inteira), Viviane adotou uma postura cautelosa.

"A trilha estava super difícil: travada, pesada, escorregadia. Muita gente caiu. Eu fui muito cuidadosa, porque sei que, nessas condições, tenho menos experiência que outras atletas. Impus meu próprio ritmo do começo ao fim, e fui adquirindo auto-confiança. Consegui acompanhar as principais ciclistas durante um longo trecho. No último dia, fiquei bem perto das atletas profissionais", explicou.

Além dos perigos da trilha, a localização do circuito também foi levada em conta para Viviane manter a cautela. "A prova passou por lugares bem remotos, muito afastados da cidade, o que deixa tudo mais perigoso. Um dos meus desafios foi manter a concentração e controlar a ansiedade para não me acidentar. Na maior parte da prova, a atleta que sofresse um acidente sério precisaria ser resgatada de helicóptero".

Sobre a Specialized - A Specialized foi fundada em 1974 por ciclistas, para ciclistas. Com base no norte da Califórnia, tem o foco nas necessidades dos praticantes, produzindo produtos funcionais e tecnicamente avançados, que fornecem um benefício de desempenho.

Mais informações:

Site
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Instagram: @specializedbr

Vitor Dalseno / Doro Jr. - Mtb 13209
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pisgah Stage Race (o que ficou)


My spirit was still mountain biking even when the race was over


A PisgahStage Race já acabou há 3 dias, mas quando eu fecho os olhos pra dormir, percebo que meu espírito ainda está nas trilhas, mirando a próxima curva, calculando o equilíbrio do corpo, o toque (ou não) nos freios, o jogo de quadril, a marcha correta... É uma espécie de jetlag, um PisgahLeg. É um desejo incontrolável de voltar. É minha alma expressando seu instinto de preservação. “Por favor Viviane, não me tire daqui”. Nos meus sonhos, eu vou mais rápido, eu sinto o vento no rosto, eu faço uma curva sem diminuir a velocidade, e jogo a traseira com meu corpo para endireitar a bike no novo sentido... nos meus sonhos eu sou incrível!

Assumo, não segurei a onda. A volta pra casa foi chorosa. Não de manha, mas de emoção, de alegria e dor. O paradoxo da condição humana. Voltar pra casa é voltar pro batente, pra rotina cheia de pessoas e muito solitária ao mesmo tempo.



Compartilhar as histórias da Pisgah com meus amigos Brazucas será o próximo passo dessa experiência. É o que vai fechar o círculo da viagem. É o que vai acalmar meu coração ansioso. Contar o que vi e vivi, o que senti, o que encontrei e superei, e explicar pra eles que na Pisgah, eles podem descobrir o melhor de si.

A Pisgah Stage Race é um evento que reúne a essência do MTB:

·      A dificuldade técnica (e aquele frio na barriga de superar os obstáculos perigosos e divertidos),
·      As subidas longas e intermináveis (teve dia que passamos mais de 1h subindo trilha e estradas de pedrinhas)
·      A diversão dos downhills – todo dia tinha um trecho de “enduro”, uma descida na qual o tempo era computado e havia premiação especial pros top 3 masculino e feminino. Teve um dia que tivemos duas sessões de downhill! Todos viram crianças alegres e sapecas nessa parte da prova.
·      A competição – tanto no masculino quanto no feminino, o drama da competição estava no ar. O top 5 foi super disputado até o fim. Não teve dia em que o resultado foi repetido. Cada dia, cada percurso beneficiou um ou outros atleta, e a disputa foi intensa.
·      O percurso ideal: distância ideal para exigência ideal. Nenhum dia acabei a prova com aquela sensação de ter passado do limite, de exagero, de ter pedalado pela minha sobrevivência. O oposto também não aconteceu. Todos os dias foram difíceis, exigentes, divertidos e com alguma trilha que deixou tudo mais “épico”.
·      A camaradagem. Talvez o fato de uma cervejaria patrocinar o evento colabore para esse quesito! Rs
·      A festa! A comunidade do MTB não tem barreiras de idioma ou território. As palavras chaves são: Uhuuu, Yeeeah, Wooooooow, Whoa e o sorriso no rosto. As vezes entra um “Oh Shit” nisso aí rs.

Enfim, colegas, a Carolina do Norte é muito mais do que um estado do Bible Belt. A região de Pisgah (que compreende as cidades de Brevard e Asheville) é um dos melhores lugares para fazer Mountain Bike dos EUA (comparam apenas com Oregon).

As trilhas cheias de pedras e raízes nas montanhas da Pisgah National Forest atraem atletas profissionais e fanfarrões amadores de todos os cantos dos EUA.

Pra mim, o que mais vai ficar marcado dessa experiência são as pessoas que conheci – ganhei uma família de amigos! E aquele sorriso no rosto, mesmo quando estava sozinha na floresta, enfrentando um dos maiores desafios da minha carreira de atleta vida.







Fui vice campeã do Enduro da quarta etapa - o dia mais técnico!!! :)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Pisgah Stage Race

MOUNTAIN BIKE: VIVI FAVERY EMBARCA PARA PROVA DESAFIADORA NOS ESTADOS UNIDOS

Ciclista do Specialized Factory Team viaja nesta sexta (10) para Carolina do Norte (EUA), onde enfrentará ultramaratona com 225 km de extensão e mais de 6.000 metros de aclive em cinco dias

São Paulo (SP) - Ciclista do Specialized Factory Team, Vivi Favery embarca na noite desta sexta-feira (10) para sua principal aventura na temporada. A paulistana de 29 anos, recém completados nesta quinta-feira (9), terá pela frente um desafio e tanto nos Estados Unidos. Vivi disputará a Pisgah Stage Race, de 13 a 18 de abril, na Carolina do Norte, com 225 km a serem percorridos em cinco dias. Se a quilometragem em teoria não assusta tanto, na prática os 6.000 metros de aclive tornam o percurso desafiador.

"Está previsto um acúmulo total de 6.000 metros de ascensão nas cinco etapas. Isso é considerável, tendo em vista a 'pouca' distância da prova, de cerca de 225km. É o equivalente a sair do nível do mar e ir até Campos do Jordão quatro vezes em cinco dias, só que tudo por trilha. Treinei muito para conseguir superar esse desafio com bom ritmo do começo ao fim", destaca Vivi.

Além das provas preparatórias na temporada, o GP Ravelli e o Circuito de MTB Four Season, a atleta Specialized acumulou ainda 900 km de treino de mountain bike nas trilhas da região da Serra da Mantiqueira, sem contar a rotina semanal de pedal em São Paulo. Na capital paulistana, além de se dedicar ao ciclismo, a atleta desenvolve as funções de sua área profissional como gerente de marketing de uma empresa no ramo de pneus.

"O preparo só seria melhor se eu realmente fosse apenas atleta e tivesse o descanso que uma atleta profissional tem. Considerando minha vida dupla, como executiva e ciclista, diria que tirei leite de pedra", destaca. "A cabeça está focada em dar o melhor na Pisgah, e agora me resta cuidar bem do corpo para extrair o maior potencial possível lá. A ansiedade maior está em não saber se esse 'potencial' pode me levar ao pódio ou apenas à linha de chegada. Mas, independente do resultado, a experiência será o maior troféu e isso garante a carga de diversão dessa jornada", completa a jovem atleta.

Principais adversários - Vivi ainda não sabe quais condições climáticas encontrará nos Estados Unidos. Porém, a ciclista sabe que chuva e neve podem estar no seu caminho, bem como fortes adversárias estrangeiras. "O maior desafio será a parte técnica e o quanto o percurso está sujeito às piores condições climáticas, como chuva e neve. Se chover e nevar, vou ficar feliz de terminar a etapa inteira e sem problemas mecânicos. Se as condições climáticas colaborarem, sei que tenho potencial para andar forte", conta Vivi. 

"O nível técnicos das atletas lá fora é outro. Os ciclistas de lá estão acostumados com circuitos mais técnicos. Eu provavelmente vou gastar mais energia do que as outras atletas com essa questão técnica. Um bom resultado no ranking geral está na mira, e se alcançado, será motivo de muito orgulho", define, que irá pedalar em Pisgah com a mesma bike usada no Brasil, sua bike S-Works Era.